LOC.: A identificação de inconsistências na base de dados extraídos dos Relatórios Anuais de Lavra (RALs) – instrumento para a elaboração da lista dos beneficiários da Contribuição Financeira pela Exploração Mineral, a CFEM – levou a Agência Nacional de Mineração (ANM) a rever os municípios afetados. De acordo com o órgão, várias pilhas deixaram de ser calculadas. O advogado especialista em mineração Alexandre Sion é quem esclarece o ocorrido.
TEC./SONORA: Alexandre Sion, mineração
“Ao reavaliar as listas, a ANM identificou a necessidade de retificar a lista provisória dos municípios afetados que obtivem a partir da análise de dados dos relatórios anuais os RAUS. Essa retificação se deu em razão de inconsistência nos dados extraídos dos RAUS. Em diversos casos, ao declarar pilhas de estéreo, de rejeito, os minadores informaram a substância contida nessas estruturas ao invés da substância mineral extraída. Como resultado, várias pilhas não haviam sido contabilizadas.”
LOC.: O superintendente de Arrecadação e Fiscalização de Receitas da ANM, Daniel Pollack, lembra que um dos objetivos da CFEM é remunerar os entes produtores de minérios pela exploração que as companhias mineradoras fazem dos recursos naturais.
TEC./SONORA: Daniel Pollack, ANM
“O fato de existir essa estrutura de transporte de uma ferrovia, de um porto ou um minero duto e o fato de existir estruturas de mineração que viabilizem o aproveitamento da jazida são as condições que tornam a cidade impactada pela atividade de mineração, então pelo menos nessa parte de rodovias portos a legislação prevê sim a possibilidade de ser um município afetado pela atividade da mineração.”
LOC.: Após verificar as inconsistências, a ANM incluiu novos municípios na lista. Como resultado, os percentuais daqueles que constavam na lista anteriormente divulgada foram alterados. O prazo para apresentação de recursos de 1ª instância foi reaberto até o dia 3 de setembro de 2024. As respostas aos recursos recebidos até 12 de agosto de 2024 estão disponíveis na página da ANM na internet.
Reportagem, Lívia Azevedo