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Repasse do primeiro decêndio é 13% maior que o registrado no mesmo período de 2025
Baixar áudioLer ao vivoZema, Caiado, Temer e federação União Progressista já declararam apoio ao senador e campanha petista intensifica publicações nas redes
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: Os municípios brasileiros recebem nesta sexta-feira, dia 9, CINCO BILHÕES E QUATROCENTOS MILHÕES DE REAIS do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM.
O valor corresponde ao primeiro decêndio de outubro e representa uma alta de cerca de TREZE POR CENTO em relação ao mesmo período de 2025, quando foram repassados QUATRO BILHÕES E OITOCENTOS MILHÕES DE REAIS.
Apesar do aumento, o especialista em orçamento público Cesar Lima chama atenção para as mudanças que devem ocorrer nos repasses com a entrada em vigor das novas regras da reforma tributária.
TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público
“Estamos aguardando a partir de janeiro a entrada em vigor de novas regras da reforma tributária para saber como vai ser agora, daqui por diante, esses repasses. Temos o Fundo de Compensação que foi criado para evitar qualquer perda por parte de estados e municípios. Temos um bom ano para o FPM, já estamos no último trimestre do ano e, mais para frente, estaremos aqui no cenário geral de como foi este ano.”
LOC.: São Paulo recebe a maior parcela entre os estados, com aproximadamente SEISCENTOS E SESSENTA E OITO MILHÕES DE REAIS. Atibaia, Santa Rita do Passa Quatro e Barueri estão entre os municípios paulistas com os maiores repasses.
Minas Gerais aparece em seguida, com cerca de SEISCENTOS E SESSENTA E CINCO MILHÕES DE REAIS. Contagem, Governador Valadares e Divinópolis recebem mais de TRÊS MILHÕES DE REAIS cada.
O Tesouro Nacional informa ainda que QUINZE municípios estão impedidos de receber o FPM. Os bloqueios podem ocorrer por pendências previdenciárias, falta de recolhimento do Pasep, débitos com a União ou ausência de informações exigidas pela legislação.
Após a regularização da pendência, os repasses são restabelecidos. Os recursos do FPM são usados pelos municípios em áreas como saúde, educação, infraestrutura e pagamento de pessoal.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: A disputa pela Presidência será decidida em segundo turno, no dia 25 de outubro, entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Lula, que terminaram o primeiro turno com 47,03% e 45,16% dos votos válidos, respectivamente. Nos primeiros dias da nova etapa, os dois lados intensificaram a corrida por alianças e ajustaram discurso e estratégia para a reta final.
Flávio Bolsonaro já acumula apoios relevantes. Romeu Zema e Ronaldo Caiado, sexto e quinto colocados na disputa, declararam voto no senador. Nos últimos dias, a federação entre União Brasil e Progressistas, que havia ficado neutra no primeiro turno, também declarou apoio formal, assim como o ex-presidente Michel Temer. O engajamento mais decisivo veio do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que entrou na articulação política do senador e já tem compromissos marcados com ele no estado para o fim de semana, reproduzindo o modelo de atos simbólicos da campanha de Jair Bolsonaro em 2022.
No discurso, Flávio afirmou que pretende usar o início do mandato para tentar acabar com a reeleição, além de defender redução da maioridade penal e medidas contra o STF — posições que, internamente, geram alerta entre aliados sobre o risco de um clima de "já ganhou" tão próximo da eleição. Já Augusto Cury e Renan Santos, terceiro e quarto colocados, mantiveram neutralidade, deixando Lula sem nenhum apoio formal de candidato derrotado até agora — cenário inverso ao de 2022, quando o petista recebeu rapidamente o apoio do centro.
Do lado petista, a campanha busca transformar a disputa em um confronto direto de projetos, ampliando críticas à trajetória de Flávio em temas como segurança pública, milícias, pandemia, desmatamento e relações internacionais. A equipe também redesenhou a estratégia digital nesta semana, com reuniões entre a coordenação e deputados com forte presença nas redes, buscando melhorar o alcance entre jovens e mulheres. Lula já publicou vídeos em formato de selfie e criou um canal de apoiadores chamado Exército do Lula.
Nas peças publicitárias, o presidente questionou como Flávio votaria sobre o fim da escala de trabalho 6x1, e associou a promessa de corte nas contas públicas do senador a possíveis cortes em programas sociais como Farmácia Popular, Minha Casa Minha Vida e Mais Médicos. Lula também defendeu a PEC da Segurança e resumiu o lema de campanha como proteção para o trabalhador e prisão para o bandido, além de subir o tom de críticas ao STF.
Os dois candidatos confirmaram presença nos debates do segundo turno, com o primeiro confronto marcado pela Band para 18 de outubro. Antes disso, o instituto Datafolha divulga, ainda nesta quinta-feira, o primeiro levantamento de intenção de voto para a nova etapa, com base em 2.520 entrevistas e margem de erro de dois pontos percentuais.
Reportagem, Álvaro Couto.
LOC.: No último domingo (4), os brasileiros elegeram 12 mulheres para o Senado, entre as 54 vagas em disputa. É o maior número de senadoras eleitas em um único pleito desde a redemocratização. Com o resultado das eleições, a bancada feminina no Senado deve passar das atuais 15 para 18 integrantes a partir de 2027.
Na Câmara dos Deputados, a presença feminina também aumentou. A bancada passará de 90 para 109 parlamentares em 2027, um aumento de 21%.
Apesar do avanço do número de mulheres eleitas como deputadas e senadoras, a representatividade também precisa se refletir na participação nas decisões do Congresso. É o que avalia Ana Claudia Badra Cotait, presidente do Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura, o CMEC, — vinculado à Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB.
TEC./SONORA: Ana Claudia Badra Cotait, presidente do CMEC
“As mulheres que chegam agora na Câmara e no Senado precisam estar no centro das discussões que definem o futuro do país, do orçamento às políticas econômicas, do emprego ao empreendedorismo. Mais do que ocupar cadeiras, é preciso ocupar espaços de liderança e transformar presença em influência.”
LOC.: Para a professora de sociologia da Universidade de Brasília, Débora Messenberg, a presença de mulheres de diferentes partidos também pode favorecer o diálogo em torno de pautas comuns, mesmo diante de divergências ideológicas.
TEC./SONORA: Débora Messenberg, professora de sociologia da UnB
“Mesmo que tenham divergências muito grandes, em termos mais amplos, de uma mulher do PSOL para conversar com uma do PL, por exemplo, existem pautas que elas conseguem encontrar um consenso.”
LOC.: Para a senadora Damares Alves, partido Republicanos do DF, a implementação da Política Nacional do Cuidado deve ser uma das prioridades do próximo Congresso.
TEC./SONORA: Damares Alves, senadora
“Nós aprovamos, nessa legislatura, a Política Nacional do Cuidado e nós vamos ter que fazer ela ser realidade em todo o país, com regulamentação nos estados, e lutar por orçamento para essa política. Não vamos aceitar nenhum retrocesso. Todos os direitos conquistados estão aí.”
LOC.: Para Ana Claudia Cotait, a atuação das parlamentares não deve ficar restrita às chamadas “pautas de mulheres”. Ela defende maior participação feminina em temas como educação, segurança, emprego, crédito, empreendedorismo, inovação e desenvolvimento econômico.
Reportagem, Paloma Custódio
O Tribunal Superior Eleitoral aprovou o plano de mídia do horário eleitoral gratuito para o segundo turno presidencial.
Entre os dias 9 e 23 de outubro, as emissoras de rádio vão transmitir dez minutos diários de propaganda em rede, de segunda a sábado. As inserções ao longo da programação vão somar 25 minutos diários, de segunda a domingo.
O tempo será dividido de forma igual entre o Partido Liberal e a Coligação Brasil Pronto Pra Mais. Cada candidato terá cinco minutos no horário em rede e 12 minutos e meio nas inserções.
A transmissão começa pelo candidato com maior votação no primeiro turno, com alternância da ordem a cada programa.
As informações são do Tribunal Superior Eleitoral.
Reportagem, Viviane Bessa.
A busca dos brasileiros por crédito cresceu 16,5% no acumulado de 12 meses até agosto de 2026. Os dados são da Serasa Experian.
O levantamento mostra que a procura aumentou em todas as unidades da Federação. Mato Grosso lidera o ranking nacional, com alta de 36,3%. Em seguida, aparecem o Acre, com 27,5%, e o Amapá, com 26,2%.
O crescimento também foi expressivo no Rio Grande do Sul, onde a procura avançou 24,8%; em Roraima o avanço foi de 24,2%; e em Mato Grosso do Sul, de 22,9%.
Já o Distrito Federal registrou a menor alta do país, de 11,2%. Em São Paulo, o avanço foi de 11,8%, enquanto no Rio de Janeiro chegou a 11,9%.
Por faixa de renda, o maior aumento ocorreu entre os consumidores que recebem de um a dois salários mínimos, com crescimento de 41% no período.
Apesar da alta acumulada, na comparação entre agosto deste ano e o mesmo mês de 2025, a procura por crédito cresceu 5,5%, indicando desaceleração.
Segundo a Serasa Experian, os juros elevados e o comprometimento da renda exigem cautela. O indicador mede a busca por crédito, mas não significa que os pedidos tenham sido aprovados ou contratados.
Reportagem, Sophia Muniz.
LOC.: Uma lei municipal de São Paulo que restringe o uso de produtos plásticos descartáveis está em vigor desde 2020, mas ainda depende de regulamentação para ser efetivamente aplicada. A demora também afeta o trabalho de catadores e cooperativas de materiais recicláveis, que recebem materiais sem valor comercial e precisam separar esses resíduos daqueles que podem ser reciclados.
Eliete Pereira dos Santos trabalha há VINTE E UM ANOS na triagem de materiais recicláveis na Coopere, na capital paulista. Segundo ela, copos, mexedores e outros produtos descartáveis continuam chegando junto aos materiais destinados à reciclagem.
TEC./SONORA: Eliete Pereira dos Santos, catadora de produtos recicláveis
“Para nós, está sendo meio complicado. Há muitos anos de briga em relação à coleta, porque vêm para nós uns materiais que não são recicláveis, é mais lixo. Inclusive na parte em que se fala em relação a plástico, na qual já foi lançada uma lei, mas que não se cumpre, porque não tem a fiscalização para se fazer cumprir.”
LOC.: A Lei Municipal 17.261, sancionada em janeiro de 2020, proíbe o fornecimento de produtos como copos, pratos, talheres, mexedores de bebidas e varas para balões em estabelecimentos e eventos da capital. Sem o decreto de regulamentação, porém, ainda não foram definidos os critérios para fiscalização e aplicação das sanções.
Valquíria Cândido da Silva é catadora desde 2008 e preside a Cooperpac, na zona sul da capital. Ela afirma que a retirada desses materiais reduziria uma etapa do trabalho que não gera receita.
TEC./SONORA: Valquíria Cândido, catadora de produtos recicláveis
"Se a lei estivesse funcionando de verdade, facilitaria muito a vida dos catadores e catadoras, porque as pessoas utilizam e consomem plásticos de uso único e descartam desenfreadamente. Porém, não tem nenhum valor comercial e onera o trabalho dos catadores e catadoras, porque é um trabalho que não é remunerado.”
LOC.: A cobrança pela regulamentação chegou à Justiça. Em 11 de agosto, a Oceana, o Instituto de Defesa de Consumidores e o Instituto de Direito Coletivo entraram com um mandado de injunção no Tribunal de Justiça de São Paulo contra a prefeitura, cobrando ação da gestão local.
A diretora de estratégia da Oceana, Lara Iwanicki, lembra que, em 2023, o município havia criado um Grupo de Trabalho para elaborar o decreto. Contudo, a regulamentação não avançou.
TEC./SONORA: Lara Iwanicki, diretora de estratégia da Oceana
“O município se contradiz porque ele impede que, na prática, a lei tenha o impacto para a qual ela foi construída. Chama muita atenção esse tipo de controvérsia, esse tipo de omissão vinda da prefeitura. Na nossa visão, isso é uma escolha política.”
LOC.: A reportagem do Brasil 61 tentou contato com a prefeitura de São Paulo, mas até o fechamento desta reportagem não obteve retorno.
De acordo com as organizações, desde que a lei foi aprovada, em 2020, a sua regulamentação poderia ter evitado o descarte de aproximadamente quarenta bilhões de itens descartáveis na cidade.
Reportagem, Marquezan Araújo
O preço do café arábica abriu esta quinta-feira, dia 8, com baixa de zero vírgula quinze por cento. A saca de 60 quilos é negociada a mil 566 reais e 59 centavos, na cidade de São Paulo.
O café robusta também apresentou queda. O recuo foi de zero vírgula setenta e um por cento, com a saca comercializada a 970 reais e dois centavos.
No mercado de açúcar, o preço do cristal ficou estável na capital paulista. A saca de 50 quilos é cotada a 122 reais e 58 centavos.
Em Santos, no litoral de São Paulo, o açúcar apresentou alta de um vírgula dez por cento. A saca de 60 quilos é negociada, na média de preços sem impostos, a 136 reais e 50 centavos.
Já o milho teve leve alta de zero vírgula zero um por cento. A saca de 60 quilos é vendida a 67 reais e 24 centavos.
Os valores são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o Cepea.
Reportagem, Sophia Muniz.
A saca de 60 quilos da soja inicia esta quinta-feira, dia 8, com movimentos diferentes no Paraná. No interior do estado, o preço teve alta de zero vírgula trinta e dois por cento, e a saca é negociada a 147 reais e 67 centavos.
Já na região litorânea de Paranaguá, a soja apresentou queda de um vírgula quatorze por cento. Com isso, a saca de 60 quilos passou a ser comercializada a 153 reais e 90 centavos.
No mercado de trigo, os preços também tiveram comportamentos diferentes entre os estados. No Paraná, a tonelada do cereal é comercializada a mil 538 reais e 46 centavos.
No Rio Grande do Sul, por outro lado, houve redução no preço, e a tonelada do trigo é vendida a mil 454 reais e 59 centavos.
Os valores são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o Cepea.
Reportagem, Sophia Muniz.