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Baixar áudioPacientes com câncer têm 2 a 6 vezes mais risco de desenvolver problemas no coração durante ou após o tratamento. Mais impressionante ainda: entre os sobreviventes de câncer, as doenças cardiovasculares se tornam uma das principais causas de morte a longo prazo, chegando a representar até 40% dos óbitos em alguns tipos de câncer.
Assim, antes de iniciar qualquer tratamento, é recomendado fazer a avaliação cardiológica completa, com histórico clínico, exame físico, eletrocardiograma e ecocardiograma para avaliação da função cardíaca inicial. O médico avalia as características individuais do paciente e o tratamento recomendado para responder.
“Isso é o que chamamos de estratificação de risco, que define um plano para reduzir a chance de complicações cardiovasculares. Inclui monitoramento frequente, que varia conforme o caso, uso de medicações protetoras do coração, manejo rigoroso dos fatores de risco como pressão arterial, diabetes e colesterol, parada do tabagismo e manutenção do peso adequado. O tempo de acompanhamento também varia. Alguns casos duram apenas o período do tratamento, mas a maioria persiste por mais tempo, porque efeitos cardíacos podem aparecer meses ou anos depois”, explica o Dr. Gustavo Luis Ramos, cardiologista.
Essa programação previne e detecta precocemente problemas cardíacos, permitindo continuar o tratamento oncológico de forma segura e preservando a qualidade do coração para a vida futura.
Se você está enfrentando tratamento contra o câncer, converse com a equipe médica sobre acompanhamento com um cardiologista.
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Baixar áudioEstudos mostram que 40% das crianças aos 7 anos já tiveram pelo menos um episódio de dor de cabeça, e aos 15 anos esse número sobe para 75%. No Brasil, entre 10 a 15% das crianças em idade escolar sofrem com dores recorrentes. Sim, crianças podem ter enxaqueca.
Dra. Letícia Sampaio, médica neurologista pediátrica, explica os três principais tipos. “O primeiro é a enxaqueca, que é uma dor pulsátil, como um martelo batendo, associada a náuseas, vômitos, sensibilidade à luz e som. A criança procura lugares escuros e para de brincar. O segundo tipo é a cefaleia tensional, que é uma dor em aperto por toda a cabeça, relacionada ao estresse, ansiedade. Ela não piora com a atividade física. E o terceiro, as dores secundárias, após problemas visuais, sinusite, desidratação ou jejum prolongado”, explica.
A médica alerta que os sinais de emergência, que exigem o pronto-socorro imediato, são: dor súbita e muito intensa; febre com rigidez do pescoço; alterações de comportamento; vômitos em jato pela manhã; alterações na visão; dor após pancada na cabeça; e dores que despertam a criança durante a noite.
A maioria das dores de cabeça em crianças são benignas, mas precisam de avaliação adequada. Se seu/sua filho(a) tem dores frequentes, procure um pediatra ou um neuropediatra.
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Baixar áudioNem toda dor de barriga é uma emergência médica. Segundo a Dra. Beatriz Azevedo, médica cirurgiã do aparelho digestivo, pode aguardar consulta médica no consultório quando apresentar:
Importante! Observar a intensidade da dor numa escala de 0 a 10. Dores acima de 7, que não melhoram, merecem avaliação urgente. Preste atenção à evolução. Dor que piora progressivamente ao longo de horas é mais preocupante.
Crianças, idosos, gestantes e pacientes com baixa imunidade precisam de atenção redobrada.
Se ficar com dúvidas sobre a gravidade, procure a avaliação médica imediatamente ou ligue 192. Sua vida pode depender dessa decisão!
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Baixar áudioCansaço sem motivo, perda de cabelo, alteração no humor, peso ou sono podem representar problema na tireoide.
“A tireoide é uma pequena glândula no pescoço que funciona como o acelerador do corpo, controlando o metabolismo. Quando produz pouco hormônio, tudo fica lento. Quando produz em excesso, tudo acelera”, explica a Dra. Ana Paula Silva, endocrinologista.
No Brasil, 15 milhões têm problemas de tireoide, mas 60% não sabem. Mulheres são oito vezes mais afetadas. O diagnóstico é simples, com exames de sangue e tem tratamento eficaz.
Se você tem vários desses sintomas juntos, procure um endocrinologista!
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Baixar áudioO peritônio é uma membrana que reveste a cavidade abdominal como uma película, um “saquinho” protegendo os órgãos. A peritonite, por sua vez, é quando ocorre qualquer inflamação dessa película.
Sangue, líquidos de vísceras com uma perfuração ou infecção dessa membrana podem irritar o peritônio, como ocorre, por exemplo, em uma úlcera de estômago, uma apendicite grave, em facadas, acidentes ou até tumores.
“Infecções peritoneais podem se tornar graves e levar rapidamente a sepses e morte. É importante reconhecer os sete sinais de alerta: dor abdominal intensa que se espalha por todo o abdômen; a barriga se torna rígida como uma tábua; a dor piora com qualquer movimento como tosse, o balanço de um veículo; febre alta acima de 38 graus; náuseas e vômitos persistentes que pioram a dor; barriga inchada; sinais de choque como palidez e suor frio”, alerta o Dr. Abner Jorge Jácome Barrozo, cirurgião oncológico.
O diagnóstico é feito em avaliação clínica e com exames de imagem. Segundo o médico, o tratamento varia bastante a depender do diagnóstico que foi dado, muitas vezes precisando de uma cirurgia com urgência. Esta é uma das emergências médicas mais graves. O tempo é fundamental.
Se você tem esses sintomas, procure o pronto-socorro imediatamente. Não espere. Não tome remédios em casa. Peritonite pode ser fatal se não for tratado a tempo.
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Baixar áudioVocê acorda com gosto amargo na boca e não sabe por quê? O amargor tem cinco causas principais, segundo o Dr. Ali Mahmoud, médico otorrinolaringologista. Veja quais são:
O gosto amargo ocasional é normal, mas se persistir por mais de uma semana, procure um médico. Pode ser sinal de algo que precisa ser tratado. Mantenha boa higiene bocal, evite jejum prolongado e observe se tem relação com medicamentos que está tomando.
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Baixar áudioA infecção urinária em crianças ocorre quando bactérias entram no trato urinário, causando sintomas como febre, dor/ardor ao urinar, aumento da frequência urinária, dor abdominal, urina com cheiro forte ou sangue.
De acordo com a Dra. Lorena Marçalo, médica urologista, o diagnóstico é feito através de exames de urina. Em bebês, pode ser necessária a sondagem. Em crianças maiores, a coleta é feita pós-higiene adequada.
“O exame de urina mostra sinais inflamatórios, como leucócitos e hemácias. A urocultura confirma a infecção e identifica a bactéria, geralmente a escherichia coli, orientando o antibiótico correto. O tratamento varia. Em casos leves, usa -se antibiótico oral. Casos com febre persistente podem necessitar de internação. Mas um alerta importante: nunca pare o antibiótico antes do tempo. Se a receita é para 7 dias, tome 7 dias completos, mesmo que a criança melhore em 1 ou 2 dias. Parar antes pode causar uma recidiva mais grave”, pontua a médica.
Para prevenir a infecção urinária, a criança deve beber líquidos adequadamente, urinar de 3 em 3 horas e evacuar diariamente. Mantenha a higiene íntima adequada, use roupas íntimas de algodão e trate o intestino preso. Infecções recorrentes precisam de investigação para alterações anatômicas. Bem tratadas, as infecções raramente deixam sequelas, mas maltratadas podem causar cicatrizes nos rins.
Se a criança tem sintomas, procure um pediatra ou um urologista.
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Baixar áudioÉ possível que, mesmo bebendo bastante água e passando protetor, você sinta seus lábios sempre ressecados. O Dr. Ali Mahmoud, médico otorrinolaringologista, explica quais são os principais motivos para isso acontecer.
Para melhorar, use protetor labial sem álcool, respire pelo nariz, evite lamber os lábios e mantenha a alimentação balanceada. Dica importante: se o problema persistir por mais de duas semanas, mesmo com hidratação adequada e cuidados locais, procure um médico para investigar possíveis deficiências ou condições subjacentes.
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Baixar áudioA gastrite é qualquer inflamação do revestimento interno do estômago. Existem gastrites agudas, com sintomas mais intensos, e crônicas, com sintomas mais arrastados.
De acordo com a Dra. Beatriz Azevedo, médica cirurgiã do aparelho digestivo, o principal sintoma é uma queimação na boca do estômago.
“Você sente saciedade precoce, náuseas, especialmente pela manhã, e tem arrotos frequentes e digestão lenta. Em casos graves, pode haver sangramento com vômitos com sangue ou fezes escuras”, diz a especialista.
Mas por que isso acontece?
O estômago produz ácido para combater bactérias e digerir proteínas, mas tem mecanismos de proteção. A gastrite surge no desequilíbrio entre produção ácida e fatores protetores.
“As principais causas são álcool, refrigerantes, cafeína, frituras, medicamentos anti-inflamatórios, estresse, infecção por H.pylori e doenças autoimunes”, fala Dra. Beatriz.
Se você tem sintomas persistentes de dor no estômago, procure um gastroenterologista para avaliação adequada.
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Baixar áudioA síndrome da fibromialgia (FM) é uma síndrome clínica que se manifesta com dor no corpo todo, principalmente na musculatura. Uma característica importante da doença é a grande sensibilidade ao toque e à compressão da musculatura pelo examinador ou por outras pessoas.
Segundo o Dr. André Franco, reumatologista, o tratamento é multidisciplinar e individualizado.
“Primeiro, é necessária a educação sobre a doença. Entender que é uma doença benigna e que não causa deformidades. Segundo, atividade física é o tratamento mais eficaz. Exercícios aeróbicos leves, musculação adaptada, yoga e hidroginástica reduzem dor e fadiga. Comece devagar e aumente gradualmente. Terceiro, medicamentos quando necessários, como antidepressivos específicos e anticonvulsivantes, sempre com orientação médica. Quarto, terapias complementares como psicologia, meditação, acupuntura e técnicas de relaxamento. Importante novidade”, explica o médico.
Em 2025, foi sancionada a lei que permite que pessoas com fibromialgia sejam reconhecidas como pessoas com deficiência, após avaliação por equipe multiprofissional. Isso pode dar acesso a benefícios como cotas em concursos e adaptações no trabalho.
Embora não tenha cura, é possível ter qualidade de vida com tratamento adequado. O diagnóstico precoce é fundamental. Se você tem os sintomas, procure um reumatologista ou fisiatra especializado em dor.
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