IGP-DI

18/03/2026 04:25h

Indicador apresentou segunda baixa seguida e acumula recuo de 0,36% em 2026 e de 2,53% nos últimos 12 meses

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A Fundação Getulio Vargas (FGV) informou, nesta terça-feira (17), que o Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) caiu 0,24% em março, após baixa de 0,46% em fevereiro. O resultado implica em retração acumulada de 0,36% no ano de 2026 e de 2,53% nos últimos 12 meses. Segundo economistas do FGV IBRE, a apuração de março mostrou continuidade da queda nas commodities de maior peso, especialmente o minério de ferro, soja e milho.

Os dados mostram uma situação de melhora econômica frente a março de 2025, quando o IGP-10 teve alta mensal de 0,04% e acumulou alta de 8,59% em 12 meses.

O indicador avalia a inflação entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência. Segundo a FGV, ele surgiu como uma forma de oferecer um indicador adicional, divulgado no início da segunda quinzena do mês, que permite um acompanhamento mais próximo das oscilações de preços em períodos intermediários ao Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) e ao Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M).

Composição do IGP-10

O IGP-10 é calculado por meio de outros três subíndices, em média ponderada:

  • Índice de Preços ao Produtor Amplo - 10 (IPA-10);
  • Índice de Preços ao Consumidor - 10 (IPC-10);
  • Índice Nacional de Custo da Construção - 10 (INCC-10).
     

Em março, o IPA-10 caiu 0,39%, suavizando o comportamento observado em fevereiro, quando caiu 0,80%. O grupo de Bens Finais apresentou aceleração, passando de -0,05% em fevereiro para 0,59% em março, assim como o de Bens Finais (ex) — que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para o consumo —, que subiu de 0,06% em fevereiro para 0,16% em março. Já as taxas dos grupos de Bens Intermediários, Bens Intermediários (ex) — que exclui o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção — e Matérias-Primas Brutas tiveram quedas de 0,33%, 0,03% e 1,11%, respectivamente.

Segundo o economista do FGV IBRE André Braz, o IGP-10 de março segue registrando queda nas commodities de maior peso, especialmente minério de ferro, soja e milho. Ele reforça que o recuo do IPA não foi mais intenso devido à elevação dos preços dos produtos pecuários como bovinos, carne e leite.

Já o IPC-10 apresentou alta de 0,03% em março, inferior à de 0,50% observada em fevereiro. Entre as oito classes de despesas que compõem o índice, Educação, Leitura e Recreação (1,51% para -2,16%), Transportes (0,93% para 0,06%), Alimentação (0,44% para 0,37%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,24% para 0,18%) e Habitação (0,34% para 0,31%) tiveram recuo em suas taxas. Em contrapartida, os grupos Vestuário (-1,10% para 0,07%), Despesas Diversas (0,33% para 0,88%) e Comunicação (0,00% para 0,11%) apresentaram avanço em suas taxas de variação.

“No âmbito do consumidor, cuja taxa apresentou desaceleração expressiva, destacam-se os movimentos de cursos formais e passagens aéreas, ambos registrando retração em suas taxas de variação”, complementa o economista.

Por sua vez, o INCC-10 registrou alta de 0,29% em março, abaixo da taxa de 0,47% observada em fevereiro. Dentre os três grupos que constituem o índice, todos tiveram movimentações idênticas em suas taxas de variação entre fevereiro e março: o grupo Materiais e Equipamentos recuou de 0,32% para 0,28%; o grupo Serviços desacelerou de 0,53% para 0,25%; e o grupo Mão de Obra diminuiu de 0,66% para 0,31%.

“Já na construção civil, altas menos intensas nos custos de mão de obra contribuíram para a desaceleração da inflação nesse segmento”, finaliza André Braz.

 

As informações são do FGV IBRE.

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18/01/2026 04:00h

Indicador da FGV mostra queda acumulada anual e melhora frente a janeiro de 2025

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A Fundação Getulio Vargas (FGV) informou, nesta sexta-feira (19), que o Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) subiu 0,29% em janeiro, após alta de 0,04% em dezembro. O resultado implica em alta acumulada de 0,29% no ano (2026) e queda acumulada de 0,99% nos últimos 12 meses.

Os dados mostram uma situação de melhora econômica frente a janeiro de 2025, quando o IGP-10 teve alta mensal de 0,53% e acumulou alta de 6,73% em 12 meses.

O indicador avalia a inflação entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência. Segundo a FGV, ele surgiu como uma forma de oferecer um indicador adicional, divulgado no início da segunda quinzena do mês, que permite um acompanhamento mais próximo das oscilações de preços em períodos intermediários ao Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) e ao Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M).

Composição do IGP-10

O IGP-10 é calculado por meio de outros três subíndices, em média ponderada:

  • Índice de Preços ao Produtor Amplo - 10 (IPA-10);
  • Índice de Preços ao Consumidor - 10 (IPC-10);
  • Índice Nacional de Custo da Construção - 10 (INCC-10).
     

Em janeiro, o IPA-10 subiu 0,24%, invertendo o comportamento observado em dezembro, quando caiu 0,03%. O grupo de Bens Finais apresentou desaceleração de 0,26% em janeiro, assim como o de Bens Finais (ex) — que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para o consumo —, que caiu 0,24%, enquanto as taxas dos grupos de Bens Intermediários, Bens Intermediários (ex) — que exclui o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção — e Matérias-Primas Brutas tiveram altas de 0,40%, 0,46% e 0,48%, respectivamente.

Segundo o economista do FGV IBRE Matheus Dias, o IPA-10 foi influenciado, principalmente, pelo segmento de extração mineral e pelos combustíveis: “Foi influenciado principalmente pelo segmento de extração mineral, liderado pelo minério de ferro. Contudo, também há impactos de combustíveis, especialmente pelo álcool etílico hidratado (etanol), que apresentou alta de 4,59% no período, elevação que foi sustentada pelo menor estoque e demanda firme do período de entressafra”, explica.

Já o IPC-10 apresentou alta de 0,39% em janeiro, superior à de 0,21% observada em dezembro. Entre as oito classes de despesas que compõem o índice, Vestuário (-1,30% para 0,87%), Alimentação (-0,19% para 0,50%), Transportes (0,23% para 0,40%), Despesas Diversas (0,00% para 0,11%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,16% para 0,22%) apresentaram avanço nas taxas, enquanto Educação, Leitura e Recreação (1,86% para 1,27%), Habitação (0,28% para 0,08%) e Comunicação (0,10% para 0,00%) apresentaram recuo.

“Os preços ao consumidor, sazonalmente no início do ano, apresentam maiores elevações no grupo Educação, em razão do início do novo ano letivo. Além disso, houve uma reaceleração nos preços dos alimentos, contribuindo para o avanço do IPC em relação a dezembro”, complementa o economista.

Por sua vez, o INCC-10 registrou alta de 0,47% em janeiro, ultrapassando o resultado de 0,22% observado em dezembro. Dentre os três grupos que constituem o índice, Materiais e Equipamentos (de 0,18% para 0,26%) e Mão de Obra (de 0,28% para 0,78%) apresentaram aceleração, enquanto o grupo Serviços recuou de 0,15% para 0,09%.

“A forte alta nos custos da construção em janeiro decorre dos reajustes salariais e dos acordos coletivos do setor. Outro fator relevante foi a influência dos condutores elétricos, que registraram significativo repasse do aumento acumulado no preço do cobre”, finaliza Matheus Dias.

As informações são da Fundação Getúlio Vargas

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