LOC.: O interesse por energia solar como fonte renovável está presente em 75% das indústrias brasileiras. A informação é de uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O estudo mostra ainda que 53% têm projetos voltados para o uso de fontes renováveis de energia e a solar é a preferida do setor.
No entanto, uma mudança para cobrar impostos na importação das placas solares produzidas na China, já que, atualmente, cerca de 95% da produção vem do país asiático, pode ameaçar os investimentos no setor, por causa do aumento nos preços.
Segundo o consultor Welber Barral, essa medida seria prejudicial para o mercado que está em um momento de expansão.
TEC./SONORA: Welber Barral - consultor
“Quando se trata da construção de usinas solares, o principal item são as placas. Quase 80% do custo de uma usina vem das placas. E a medida é muito negativa porque aumentaria o custo para se instalar esses parques solares no Brasil”
LOC.: Atualmente, as placas solares importadas da China são isentas de impostos, mas o pedido de tributação, que parte dos produtores nacionais, pode fazer com que o imposto fique entre 14% e 18%.
Para evitar esse cenário, a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) protocolou, junto ao governo federal, pedidos com o intuito de proteger o setor dos riscos de aumento de impostos sobre a importação dos módulos.
O pedido inclui um prazo de transição de, pelo menos, 24 meses para o início da cobrança do imposto, para que os projetos em andamento sejam construídos e entregues e os investimentos não sejam perdidos ou cancelados.
De acordo com o presidente executivo da Absolar, Rodrigo Sauaia, pelo menos 281 projetos fotovoltaicos estariam em risco de serem cancelados caso a isenção de impostos fosse revogada.
TEC./SONORA: Rodrigo Sauaia - presidente Absolar
“Além dessa carga tributária prejudicar a viabilidade econômica e financeira desses projetos, ela poderia também inviabilizar o financiamento atrelado aos projetos. Porque as instituições financeiras contam com essa caga tributária mais baixa para oferecer o crédito para que esses projetos possam ser desenvolvidos”
LOC.: A perda de investimentos pode chegar a 97 bilhões de reais.
Reportagem, Yumi Kuwano