Turismo

01/07/2026 04:50h

Com 250 quadrilhas e um mês de programação, o município encerra a temporada junina mostrando a força da cultura como motor do turismo e da geração de renda

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O som da sanfona, da zabumba e do triângulo já dita o ritmo para o coração bater mais forte! No quinto e último episódio da série especial do Ministério do Turismo sobre os destinos juninos, desembarcamos em Maracanaú, no Ceará. Aqui, o São João ganha grandes proporções. É uma verdadeira imersão em cores, luzes e sabores. Mas, para que esse espetáculo encante multidões na arena, a preparação começa muito antes de as fogueiras serem acesas.

Nos bastidores, o brilho das quadrilhas ganha forma nas mãos de talentos como a costureira Leide Ferreira. Meses antes do primeiro acorde tocar, ela já costurava os sonhos que iriam para a arena. Só nesta edição, foram cerca de 200 peças produzidas — e a agenda para o ano que vem já está cheia! Leide não esconde a emoção ao ver a própria arte ganhando vida.

"Mas é como te disse, é prazeroso quando eu vejo aquela alegria das meninas. Todo mundo ali feliz, vestindo a sua roupa. E é mais prazeroso ainda quando elas sabem que quem fez foi eu. Eu fico muito feliz. Elas me abraçam, dizem que a roupa está linda. Eu fico muito feliz com isso".

E o trabalho minucioso da Leide é apenas uma das engrenagens desta megaestrutura. Paulo Salomão, coordenador do Quadrilhódromo – que é o grande palco dos festivais –, explica que a festa exige uma mobilização que o público muitas vezes nem imagina.

"Direta e indiretamente mais de mil pessoas. Porque a gente vem desde as pessoas que produzem estrutura, as seguranças, a equipe que mora distante, a que monta paliódromo, que monta palco, que monta a cidade cenográfica e toda a logística de trabalhadores, de empresas, de fornecedores que ficam aqui durante três meses, porque o São João não é só um mês que ele acontece, ele é antes, durante e depois. A gente só sai daqui quando tira a última estrutura que a gente deixa a arena e até dois 2027"

Quando a festa começa, o resultado de tanto esforço é imediato. A turista Natália Matos saiu de Fortaleza para curtir o São João de Maracanaú pelo segundo ano consecutivo. Ela conta que a infraestrutura impecável foi o que a fez voltar.

"Sempre é impactante, né? Sempre é muito mais bonito no ano seguinte. Então, ano passado eu vim, vi quadrilhas, comi, aproveitei tudo, mas esse ano me surpreendeu ainda mais. Tá muito lindo, a gente acabou de ver uma quadrilha linda, perfeita. Então assim, eu acho que todo ano o evento cresce ainda mais e ano que vem eu quero trazer mais gente".

E ela não está sozinha. Em 30 dias de festa, nesta edição de 2026, Maracanaú reuniu cerca de 450 atrações culturais, 250 quadrilhas divididas em sete festivais e um público impressionante: 2 milhões e 700 mil visitantes. O reflexo disso? Mais de 110 milhões de reais injetados direto na economia local.

Com a beleza do interior cearense, chegamos ao fim da série Destino: Festas Juninas. Ao longo de cinco reportagens, viajamos por Campina Grande, na Paraíba; Caruaru e Petrolina, em Pernambuco; Mossoró, no Rio Grande do Norte; e, agora, Maracanaú. Mostramos que o São João é muito mais que uma celebração: é a alma nordestina mantendo viva a sua cultura, gerando oportunidades, impulsionando o turismo e transformando a realidade de quem faz a festa acontecer.

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29/06/2026 13:45h

Quarto episódio da série do Ministério do Turismo desembarca no Bodódromo e mostra como a culinária local atrai milhares de visitantes e movimenta R$ 325 milhões

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Antes das quadrilhas ganharem as ruas e dss sanfonas embalarem o São João, um outro espetáculo já conquista moradores e visitantes: a gastronomia. Nesta reportagem especial da série "Destino: Festas Juninas", o Ministério do Turismo leva você até Petrolina, no sertão pernambucano, para descobrir os pratos, os ingredientes e os sabores que transformam a culinária regional em uma das grandes atrações do período junino. Aperte o cinto e embarque com a gente nessa viagem deliciosa que vai além do milho, tão presente nas festas juninas!

​A nossa reportagem começa no Bodódromo de Petrolina, um dos maiores polos gastronômicos do Nordeste brasileiro e onde o bode é o carro-chefe de pratos quentes tradicionais da cidade que fica às margens do Rio São Francisco. O gerente de restaurante Leonardo Alves explica como a carne do animal se tornou o símbolo da cidade.

​"O mais fácil de criar, mais fácil de lidar e foi virando tradição e o pessoal achou legal colocar um bodódromo e ficar essa iguaria, que o pessoal de fora chama. É gratificante. É uma coisa que a gosta e indica muito pra quem vem de fora".

E não é só em pratos salgados que o bode é o protagonista. Em Petrolina, lá que é possível experimentar uma iguaria única: o sorvete de caramelo de bode, feito com a carne do próprio animal. José Veras, que idealizou a receita, e João Antônio, seu sócio em uma sorveteria tradicional da cidade, explicam como essa ideia surgiu.

"Em uma dessas viagens, buscando novos sabores, nós descobrimos o sorvete de bacon e gostamos muito do resultado. Aquele momento me fez viajar no tempo, direto para a casa da minha avó, lá em Salgueiro. No café da manhã, ela fazia um bode bem sequinho, que ficava secando no varal; era muito gostoso e a textura lembrava um pouco a do bacon. Foi então que conversei com o João: 'João, minha avó fazia um carne de bode que parecia muito com bacon. Será que não dá para a gente fazer um sorvete? Vamos testar?'. Pegamos o bode e deu super certo! Essa memória afetiva é inclusive muito marcante, daquelas que trazem uma lembrança familiar muito grande, bem latente. Quando colocamos o sabor no cardápio, foi como se um pedaço da nossa família e da nossa história estivesse ali, homenageando um produto que é a cara do sertão. O José, na hora, apoiou: 'Se dá para fazer de bacon, dá para fazer de bode também!'. Decidimos ousar. Demos uma pesquisada no Google para ver se já existia sorvete de bode e não encontramos nada. Ninguém nunca tinha tido essa ousadia!"

O sabor exótico conquistou Mirela Conceição, turista soteropolitana que viajou para Petrolina para aproveitar os festejos de São João. Ela tenta definir o sabor do sorvete para quem nunca o experimentou.

​"Eu achei muito diferente. Quando eu via assim gera uma certa estranheza, mas é muito gostoso, muito amistoso. E as opções no geral aqui da sorveteria são muito interessantes. Hoje eu provei um novo sabor que foi de torta búlgara e eu também adorei. Eu acho que eu não consigo comparar com nada que eu tinha que experimentado, mas tem um fundo salgado, um certos pedacinhos também crocantes, mas ao mesmo tempo é doce. É uma mistura de sabores que no final fica muito ornamentada, torna bastante"

Petrolina espera deve reunir mais de um milhão de pessoas ao longo do ciclo junino. Essa movimentação deve injetar 325 milhões de reais na economia local, gerar 20 mil empregos e atrair 50 mil passageiros, vindos de 150 cidades, pelo Aeroporto Senador Nilo Coelho. O fluxo de visitantes garante lotação máxima na rede hoteleira e beneficia diretamente 700 ambulantes credenciados.

​No próximo episódio da nossa série especial, a viagem pelas Festas Juninas do Nordeste segue para o seu último destino: Maracanaú, no Ceará. Não perca!

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27/06/2026 04:45h

Resultado de janeiro a maio é 11% maior em relação ao ano passado; só em maio, crescimento é de 19%

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Os gastos de turistas internacionais atingiram em 2026 o maior valor da história entre janeiro e maio: R$ 25 bilhões. O valor é 11% maior na comparação com o mesmo período do ano passado, quando as despesas atingiram R$ 22,6 bilhões.

Em maio, os gastos também foram recordes: R$ 4,08 bilhões e 19% maior que o valor registrado no mesmo mês de 2025, quando atingiram R$ 3,42 bilhões.

Os dados, analisados pelo Ministério do Turismo, foram divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Banco Central.

Para o ministro do turismo, Gustavo Feliciano, os números reforçam a confiança do turista internacional no Brasil.

“O aumento registrado em maio e no acumulado do ano mostram que o turismo está mais aquecido do que nunca. Isso significa mais hotéis cheios, mais restaurantes movimentados, comércio e serviços faturando mais. É o turismo gerando emprego, renda e se tornando um dos principais setores que impulsionam a economia brasileira”, afirmou.

O avanço das receitas acompanha o crescimento do fluxo de turistas estrangeiros para o Brasil. Em maio, o país registrou o melhor desempenho da série histórica para o mês, com a entrada de 486.262 visitantes internacionais. O volume representa um aumento de 5,4% em relação a maio de 2025, quando 461.341 turistas desembarcaram em destinos brasileiros.

No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, o Brasil recebeu quase 5 milhões de turistas internacionais, mantendo o nível do mesmo período do ano passado.

Chineses

O Brasil também registrou recorde histórico na chegada de turistas chineses em maio de 2026. No mês passado, 15.380 visitantes da China desembarcaram no país. O número é 75% maior em relação a maio de 2025, quando o Brasil recebeu 8.767 chineses.

No acumulado do ano também houve aumento de chineses no Brasil. De janeiro a maio, 55.260 visitantes da China vieram para o país – número 43% maior na comparação com o mesmo período do ano passado, quando 38.607 chegaram ao Brasil.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, cumpriu agenda recentemente na China, com objetivo de atrair mais turistas para o Brasil.

Ele participou da ITB China 2026, uma das principais feiras de turismo voltadas ao mercado asiático. A agenda ocorreu dias depois do Governo do Brasil anunciar a isenção de vistos para chineses que vêm ao país.

A medida, que passou a valer em 11 de maio, é válida até 31 de dezembro deste ano. A isenção engloba viagens para turismo ou negócios.

Na China, ele apresentou o potencial turístico do país à associação que reúne mais de 3 mil agências de turismo do país asiático, intensificando a estratégia de divulgar os destinos brasileiros naquele mercado.

O ministro também negociou a abertura de novas rotas entre os dois países e articulou parceria com a gigante Trip.com, uma das maiores companhias digitais de viagem do mundo. A proposta é que os destinos brasileiros sejam divulgados na plataforma da empresa, numa ação em parceria com a Embratur.

Ainda em Xangai, o Ministério do Turismo lançou o guia de investimentos em mandarim, com projetos que podem chegar a US$ 4,5 bilhões. O objetivo é ampliar a presença de turistas e investidores chineses no Brasil.

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26/06/2026 10:15h

Terceiro episódio da série do Ministério do Turismo destaca o espetáculo "Chuva de Bala" e a força da tradição que atrai milhares de visitantes e movimenta a economia local

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O arraiá do Ministério do Turismo continua! Nas duas primeiras reportagens especiais do "Destino: Festas Juninas", passamos por Paraíba e Pernambuco. Agora, a nossa viagem desembarca no Rio Grande do Norte, direto para a festa de Mossoró, trazendo a arte que brota nesse período junino!

É lá que a história ganha vida no espetáculo "Chuva de Bala no País de Mossoró". A superprodução ao ar livre recria um episódio épico: a resistência da cidade contra o bando do temido cangaceiro Lampião, no ano de mil novecentos e vinte e sete. São cerca de setenta artistas em cena e uma plateia de quatro mil pessoas por noite!

A diretora da peça, Joriana Pontes, resume o sentimento de colocar esse marco histórico no palco:

"Esse espetáculo, para mim, fala sobretudo sobre identidade, resistência e sobre uma cidade aguerrida. Um povo que é resistente, que luta pela sua existência e sobrevivência. É muito importante que as pessoas também consigam transferir o que aconteceu em Mossoró para os seus próprios territórios. Acho que é um belo exemplo de cidadania, de liberdade, de amor à sua cidade, amor aos seus cidadãos e às suas cidadãs. Para mim, o espetáculo é isso. O país inteiro, o mundo, deveria se espelhar no 'país de Mossoró' e assistir ao Chuva de Bala"

E não é só no palco que a história resiste. Durante o dia, a pedida é visitar o Museu Histórico Lauro da Escóssia, que funciona na antiga cadeia pública — o mesmíssimo prédio onde a batalha contra Lampião aconteceu!

O historiador e guia turístico Fábio Vinicius confirma que o clima junino atrai muita gente querendo conhecer esse passado de perto.

"No início do ano, de fevereiro até meados de junho, temos um aumento expressivo na visitação de escolas. Com o início do período letivo, as instituições buscam trazer os alunos para conhecer o local, gerando esse fluxo maior de estudantes. Quando chega o mês de junho, o cenário muda. Como as escolas entram em recesso de meio de ano, há uma pausa nas visitas escolares. Em contrapartida, registramos um aumento significativo de outros grupos turísticos, sejam excursões agendadas ou visitantes espontâneos, impulsionado pelas festividades juninas que se estendem até julho. As pessoas vêm para aproveitar as festas e, nos períodos da manhã e da tarde, quem está com um tempo livre busca conhecer mais sobre a história, a cidade e os espaços culturais. É justamente nesse momento que ocorre o grande pico de visitas de turistas de fora de Mossoró"

Essa mistura de festa com história encanta quem vem de longe. A turista de Minas Gerais, Aparecida Ravani, viaja de carro com o marido pelo interior do Nordeste só para curtir o São João. Ela conta que viver a tradição de Mossoró é uma experiência que vai muito além das praias, e deixa um convite:

"Olha a venha, venha porque a gente só entende como é essa festa, como é o sentimento que a gente tem, participando dessas festas. As imagens que a gente vê, as reportagens que a gente vê, elas mostram no ponto, mas o sentimento é só estando aqui, é um sentimento de emoção mesmo, de resgate da tradição".

Com uma expectativa de receber mais de um milhão e duzentos mil visitantes, e contribuir com cerca de trezentos e sessenta milhões de reais na economia, Mossoró prova que transformar memória em cultura é um dos maiores atrativos do Nordeste brasileiro.

No próximo episódio da nossa série especial, a viagem segue para Petrolina, às margens do Rio São Francisco. Não perca!

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22/06/2026 22:00h

Resultado só de maio também foi positivo, registrando aumento de 2%

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O Brasil registrou no mês passado mais um recorde na movimentação de passageiros domésticos. De janeiro a maio, 42 milhões de pessoas voaram pelo país. O número é 6% maior que os 39,8 milhões de passageiros registrados no mesmo período do ano passado. É a primeira vez na história que o Brasil ultrapassa a marca de 42 milhões de passageiros no período.

O resultado de maio também foi positivo e recorde. No mês, 8,31 milhões de passageiros voaram pelo Brasil – número 2% maior que os 8,16 milhões contabilizados em maio de 2025. A movimentação de maio de 2026 é a maior desde o início da série histórica, em 2000.

Os dados compilados pelo Ministério do Turismo foram divulgados nesta segunda-feira (22) pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, comemorou mais um recorde no setor.

“Os números refletem o excelente momento que o turismo brasileiro vive atualmente. Significa que o brasileiro está com mais confiança, mais renda e mais desejo de conhecer as belezas do seu próprio país. Cada avião cheio representa hotéis movimentados, restaurantes trabalhando a pleno vapor, o comércio local aquecido e, o mais importante, geração de emprego e renda, desde as grandes capitais até os pequenos municípios turísticos”, disse.

Ele afirmou ainda que os recordes são fruto de um trabalho sério de estruturação dos destinos brasileiros, de promoção das rotas nacionais e de parcerias para tornar as viagens mais acessíveis.

“O turismo é a força motriz do novo Brasil: um setor sustentável, vibrante e que orgulha a todos nós. Vamos continuar trabalhando para que ainda mais brasileiros possam viajar, descobrir nossas riquezas e fortalecer a nossa economia”, emendou.

No acumulado do ano, o número de passageiros internacionais também registrou aumento. Nos cinco primeiros meses de 2026 foram registrados 12,8 milhões de passageiros, número 10% maior que os 11,6 milhões contabilizados no mesmo período de 2025.

Analisando apenas o mês de maio, o número de turistas internacionais registrou aumento de 5% na movimentação, com 2,23 milhões em 2026 e 2,13 milhões em 2025.

Os números de passageiros internacionais de 2026 são os maiores já registrados - tanto no acumulado do ano (de janeiro a maio) quanto no mês de maio.

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22/06/2026 21:00h

No Alto do Moura, histórias como a da Mestra Nicinha revelam como o artesanato mantém vivo o legado de Mestre Vitalino e impulsiona a renda de famílias durante uma das maiores festas populares do mundo

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A viagem pelas festas juninas no Nordeste continua! No segundo episódio da série especial Destino: Festas Juninas, do Ministério do Turismo, saímos da Paraíba e desembarcamos no interior de Pernambuco.

Nosso destino hoje é Caruaru... mais precisamente o Alto do Moura. É aqui que vamos conhecer as histórias reais de quem faz acontecer uma das maiores festas populares do mundo. E em Caruaru, o grande destaque é: o artesanato de barro, que molda a cultura e garante a renda de muitas famílias nesta época do ano.

Uma dessas histórias é a da Mestra Nicinha. O contato com a argila começou ainda na infância, quando ela modelava os próprios brinquedos. Aos sete anos de idade, fez a sua primeira venda. A artesã conta o que mais encanta na arte de produzir peças feitas de barro.

"Eu cresci e entendi que é isso o que eu gosto de fazer: imaginar e criar. Até hoje, aos 68 anos, vivo da arte do barro. Não aprendi muito a ler, porque eu não estudei, mas, com o barro, eu formei filhos médicos. Tenho uma turma que trabalha comigo, porque sozinhas não somos ninguém; gosto muito de trabalhar com o coletivo e levar a minha arte para o mundo. Eu vendo para todo mundo, faço exposições, faço muita coisa e, graças a Deus, até hoje estou aqui, muito satisfeita. O barro é o meu diploma. Ele é a minha caneta sem bico, aquela que eu não tinha, assim como o lápis, quando era criança para estudar. Mas, através dele, eu sou escritora, acadêmica e um bocado de coisas, mas com muito orgulho".

Considerado o maior centro de artes figurativas das Américas, o Alto do Moura está ligado diretamente à história de Mestre Vitalino. O legado do grande artesão, ceramista e músico segue vivo em todo o país, como destaca a neta dele, Emanuela Rodrigues.

"Para mim, ele é a pessoa que deu nome à nossa cidade. O Mestre Vitalino, por ter criado essa imagem do barro, deixou viva a sua memória até hoje. Porque, quando as pessoas veem os bonequinhos de barro, isso remete ao Mestre Vitalino. Não foi feito por ele, mas foi o legado que ele nos deixou"

Toda essa riqueza cultural atrai olhares apaixonados. A turista Luana Tamires, que veio de Petrolina, outra bela cidade pernambucana, resume o sentimento de quem visita o polo de tradição.

"O Alto do Moura, para mim, respira arte, respira cultura. É um lugar onde a gente vê uma diversidade imensa de manifestações culturais e artesanato. A Casa Mestre Vitalino é o centro cultural onde nós podemos respirar essa arte e, principalmente, a cultura do barro, fundamental para a nossa região, para o país em si e, principalmente, para Pernambuco".

E a arte em barro é apenas um dos atrativos da Capital do Forró. Junto com o tradicional circuito das Comidas Gigantes, o São João de Caruaru movimenta toda a região.

Na época junina, a cidade se prepara para receber mais de quatro milhões de visitantes. A expectativa é contribuir com cerca de oitocentos milhões de reais na economia, alcançando cem por cento de ocupação nos hotéis e gerando cerca de vinte mil empregos, entre diretos e indiretos.

No próximo episódio da nossa série especial, a viagem segue para Mossoró, no Rio Grande do Norte. Não perca!

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22/06/2026 01:58h

Impostos passarão a ser recolhidos onde os serviços são consumidos, fortalecendo destinos turísticos

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A Reforma Tributária deve ampliar a arrecadação de cidades que têm no turismo uma de suas principais atividades econômicas. Com a adoção do modelo de tributação no destino, os impostos passarão a ser recolhidos no local onde bens e serviços são consumidos, o que tende a beneficiar municípios que recebem grande fluxo de visitantes.

De acordo com a Confederação Nacional de Municípios (CNM), a mudança reforça a importância econômica dos destinos turísticos dentro do novo sistema tributário.

Para as administrações municipais, o principal impacto será a substituição gradual do Imposto Sobre Serviços (ISS) pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

Pelas novas regras, a arrecadação será destinada ao município onde o serviço é consumido, e não mais à cidade onde a empresa está sediada. A alteração busca corrigir uma distorção histórica do sistema tributário brasileiro, que frequentemente fazia com que municípios com forte atividade turística recebessem menos do que o volume de tributos gerados em seus territórios.

Na prática, a expectativa é que localidades que concentram visitantes passem a se beneficiar mais diretamente da movimentação econômica do turismo. Gastos com hospedagem, alimentação, transporte, eventos, meios de pagamento e outros serviços ligados ao setor deverão ter maior peso na composição das receitas municipais.

VEJA MAIS:

A área técnica de Turismo da CNM destaca que o setor movimenta uma ampla cadeia de serviços e tem participação relevante na economia local. Com a aplicação do princípio da tributação no destino, previsto na Reforma Tributária, a expectativa é de que os municípios turísticos ampliem gradualmente sua participação na arrecadação durante a transição para o novo modelo.

A transição para o novo modelo será feita gradualmente, e a repartição das receitas passará por uma fase de ajustes. Durante esse período, mecanismos de compensação e indicadores baseados no histórico de arrecadação serão adotados para evitar perdas significativas aos entes federativos.

Gestão fiscal

Além das oportunidades de aumento de arrecadação, a reforma exigirá adaptações por parte das administrações municipais. A qualidade dos dados fiscais e o acompanhamento das atividades econômicas locais terão papel fundamental para assegurar uma participação adequada na distribuição das receitas.

Diante desse cenário, municípios com vocação turística precisarão atualizar seus cadastros, fortalecer a fiscalização e ampliar o controle sobre os serviços oferecidos em seus territórios. Recursos como a emissão eletrônica de notas fiscais e sistemas de monitoramento da movimentação econômica local devem se tornar ainda mais estratégicos.

As regras que regulamentam a reforma também incluem medidas para estimular o turismo internacional. Entre elas está a devolução de tributos incidentes sobre determinadas compras realizadas por visitantes estrangeiros, mecanismo que busca aumentar a competitividade do Brasil frente a países que já adotam modelos semelhantes.

Embora os impactos mais expressivos devam ser percebidos apenas ao longo da transição prevista para as próximas décadas, a recomendação é que os gestores municipais comecem desde já a se preparar para as mudanças. A orientação da CNM é que as administrações promovam os ajustes internos necessários para aproveitar o potencial de crescimento das receitas ligadas ao turismo e transformá-lo em benefícios para a população.
 

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18/06/2026 06:00h

Programa Do Lado do Turismo Brasileiro levou informações sobre crédito e incentivos a profissionais e empresas da cadeia turística

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Microempreendedores e empresários do setor turístico receberam orientações nesta quarta-feira (17), em Natal (RN), sobre o acesso a financiamentos do Fundo Geral de Turismo (Fungetur). A iniciativa fez parte de mais uma edição do programa Do Lado do Turismo Brasileiro, promovido pelo Ministério do Turismo, que disponibilizou, somente em 2026, mais de R$ 1 bilhão para operações de crédito com condições diferenciadas.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, participou da ação na capital potiguar. O programa já havia passado por Salvador (BA), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Macapá (AP) e Oiapoque (AP). Na avaliação do chefe da Pasta, ampliar o acesso ao crédito é uma das formas de fortalecer o turismo e apoiar os empreendedores do setor.

“O turismo é um dos setores mais potentes da economia do nosso país. Ele gera emprego na ponta, bota comida na mesa dos brasileiros que trabalham no setor e transforma realidades. Para que o turismo continue crescendo e se modernizando, o empreendedor precisa de apoio real. Precisamos dar condições para que o dono da pousada, o operador de passeios, o guia, o vendedor ambulante, o dono do restaurante, o comércio local ligado ao setor consigam investir, ampliar e melhorar seus negócios”, destacou.

“O turismo, além de ser uma ferramenta econômica, também é uma ferramenta de inclusão social. A gente vê o grande hoteleiro, o resort, o parque aquático também participando da cadeia produtiva do turismo, e a gente vê a camareira, o garçom, o dono do restaurante, o dono do bar, o microempreendedor individual, todos fazendo parte dessa cadeia do turismo. Essa roda só tem sentido se puder fazer a inclusão social de todos”, enfatizou o ministro.

VEJA MAIS:

O encontro ocorreu no Hotel-Escola Senac Barreira Roxa, localizado na Via Costeira de Natal. Durante o evento, empresários e microempreendedores puderam esclarecer dúvidas sobre as linhas de financiamento do Fungetur diretamente com representantes das instituições financeiras credenciadas pelo Ministério do Turismo. Também tiveram acesso a simulações de crédito.

O Fungetur oferece financiamento para capital de giro, obras, aquisição de equipamentos, modernização e ampliação de empreendimentos turísticos. A proposta é apoiar empresas do setor, estimular a geração de emprego e renda e contribuir para o desenvolvimento econômico das regiões atendidas.

A programação também incluiu orientações sobre uma linha de crédito voltada a microempreendedores individuais de baixa renda. De acordo com o ministério, os bancos estavam em processo de preparação para atender esse público.

Acesso amplo no setor de Turismo

Anunciada durante o Salão do Turismo, realizado em maio, em Fortaleza (CE), a iniciativa contemplou guias de turismo, motoristas, vendedores ambulantes de alimentos e bebidas, artesãos e outros profissionais ligados à atividade turística. O público-alvo é formado por MEIs inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), instrumento utilizado pelo governo federal para identificar famílias em situação de vulnerabilidade social.

A linha busca incentivar a transformação de atividades de subsistência em pequenos negócios, ampliando a autonomia econômica das famílias e reduzindo a dependência de programas de transferência de renda. Cada microempreendedor pode acessar até R$ 21 mil por operação.

O crédito conta com cobertura integral do Fundo de Garantia de Operações (FGO), por meio do Programa Acredita no Primeiro Passo, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. A iniciativa foi criada para apoiar famílias de baixa renda inscritas no CadÚnico por meio do trabalho e do empreendedorismo.

Fungetur

Entre 2023 e 2026, o Fungetur registrou a contratação de 6.129 financiamentos, que somaram R$ 2,73 bilhões. Somente até junho deste ano, foram realizadas 889 operações, totalizando R$ 327,4 milhões em crédito concedido.

As linhas de crédito disponibilizam financiamentos de até R$ 15 milhões, com taxas de juros de até 5% ao ano mais a correção pelo INPC, além de prazos ampliados e carência de até cinco anos, dependendo da modalidade.

A iniciativa também destacou a necessidade de manter o cadastro atualizado no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), ferramenta do Ministério do Turismo que reúne empresas e profissionais do setor e garante acesso a programas de incentivo e linhas de financiamento, como o Fungetur.

Atualmente, o Cadastur conta com 194.843 prestadores de serviços turísticos ativos no país. As agências de turismo concentram o maior número de registros, com 56.612 cadastros. Em seguida aparecem os guias de turismo, com 44.711 inscrições, e os restaurantes, bares e estabelecimentos similares, que somam 24.814 registros.
 

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18/06/2026 04:50h

Iniciativa reúne websérie, disponível nas redes sociais, e série de rádio trazendo como tradição, cultura e turismo movimentam a economia e transformam vidas no Nordeste

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Antes de se abrirem os portões e os grandes shows começarem, há quem passe meses costurando figurinos, moldando peças de barro, preparando receitas tradicionais ou ensaiando apresentações que duram apenas alguns minutos. É esse universo de saberes, trabalho e tradição que o Ministério do Turismo (MTur) vai revelar por meio do projeto "Destino: Festas Juninas"'. A iniciativa reúne uma websérie, disponível nas redes sociais da pasta, e uma série de rádio nas principais plataformas de áudio para contar as histórias de quem mantém viva uma das mais importantes manifestações culturais e turísticas do Brasil.

A iniciativa vai percorrer cinco dos principais destinos juninos do Nordeste, berço dessa manifestação popular, passando por Campina Grande (PB), Caruaru (PE), Mossoró (RN), Maracanaú (CE) e Petrolina (PE) para registrar personagens, tradições e atividades econômicas que ajudam a manter viva a cultura e transformam essas festas em importantes motores do turismo e do desenvolvimento regional.

Acesse aqui o primeiro episódio da série, no YoutubeFacebook Instagram do Ministério do Turismo e Spotify.

Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, as festas juninas são uma das maiores demonstrações de como cultura e turismo caminham juntos. "Milhões de pessoas viajam para viver essas experiências, mas o que torna tudo isso possível são as histórias de quem trabalha nos bastidores. Este projeto nasceu para mostrar essas trajetórias e revelar como a tradição ajuda a movimentar a economia, fortalecer os destinos e manter viva a identidade cultural brasileira", afirmou.

Turismo que transforma

Ao longo da expedição, o MTur vai acompanhar trabalhadores da economia criativa, artistas populares, músicos, cozinheiros, produtores culturais, artesãos, comerciantes e pequenos empreendedores. São pessoas que ajudam a construir as festas juninas todos os anos e que encontram nas celebrações uma oportunidade de fortalecer tradições, impulsionar negócios e movimentar as economias locais.

Para apoiar essa cadeia produtiva, o MTur tem atuado, em parceria com estados e municípios, na promoção e valorização dessa cultura.

"É uma engrenagem de cultura e desenvolvimento, que beneficia desde o público e a hotelaria até o artesão e o vendedor ambulante", afirmou Gustavo Feliciano.

Impacto econômico

A força dos festejos juninos também pode ser medida pelo impacto econômico gerado nos destinos do projeto. Em Caruaru (PE), a expectativa é receber mais de 4 milhões de visitantes e movimentar cerca de R$ 800 milhões na economia local. Em Petrolina (PE), a previsão é de mais de 1 milhão de participantes e uma movimentação econômica de R$ 325 milhões.

Campina Grande (PB) espera receber 3,5 milhões de visitantes e movimentar aproximadamente R$ 800 milhões. Em Maracanaú (CE), a expectativa é reunir cerca de 2,7 milhões de espectadores e gerar mais de R$ 100 milhões em movimentação econômica. Já Mossoró (RN) projeta receber 1,2 milhão de visitantes e injetar cerca de R$ 360 milhões na economia local.

Cinco destinos

Cada destino vai retratar uma faceta diferente do universo junino. Em Campina Grande, o foco estará nas histórias de amor, tradição e economia criativa, que se espalham pelo Parque do Povo. Em Caruaru, a produção acompanha o trabalho dos artesãos do Alto do Moura e a tradição das Comidas Gigantes.

Em Mossoró, a narrativa passa pelo espetáculo "Chuva de Bala no País de Mossoró" e pela relação entre cultura, memória e turismo. Em Maracanaú, os episódios mostram os bastidores das quadrilhas juninas e a cadeia produtiva envolvida na realização dos espetáculos. Já em Petrolina, o destaque será a conexão entre cultura sertaneja, gastronomia, agronegócio e enoturismo às margens do Rio São Francisco.

Com informações do MTur.

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08/06/2026 16:01h

Macapá e Oiapoque recebem a 4ª edição do ‘Brasil Mais Crédito para o Turismo’; protocolo de intenções também é assinado para ampliar ações conjuntas de desenvolvimento regional e apoiar acesso a financiamento

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O Ministério do Turismo promoveu nesta segunda-feira (8), em Macapá (AP), ações voltadas a concessão de crédito para empreendedores do setor.

Na capital do Amapá, foi realizada a 4ª edição do programa “Brasil Mais Crédito para o Turismo”, iniciativa voltada à orientação de empresários e prestadores de serviços sobre linhas de financiamento do Fundo Geral de Turismo (Fungetur) - que oferece recursos para prestadores de serviços e empresários turísticos.

Em 2026, o Fundo conta com mais de R$ 1 bilhão para serem destinados a empreendedores do setor.

Durante a agenda, o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, assinou ainda um protocolo de intenções com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) para ampliar ações conjuntas de desenvolvimento regional e facilitar o acesso ao crédito, com prioridade para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

“O objetivo é claro: orientar empreendedores turísticos locais sobre como acessar financiamentos em condições extremamente vantajosas por meio do Fungetur. Essa grande mobilização nacional chega com força total ao Amapá, dando continuidade a um circuito que percorrerá todo o país. O Fungetur é o combustível que o setor precisa. É uma linha de crédito desenhada para financiar capital de giro, a execução de obras e a aquisição de equipamentos”, afirmou Gustavo Feliciano.

O ‘Brasil Mais Crédito para o Turismo’ já passou por Salvador (BA), Fortaleza (CE), durante o Salão do Turismo, e João Pessoa (PB), fazendo parte da programação do Fórum de Mulheres no Turismo – evento que debateu o protagonismo feminino no setor.

“Estamos falando de ‘recurso na veia’ para que principalmente os pequenos negócios – as pousadas, os restaurantes, as agências de  viagens, os guias de turismo – possam promover melhorias reais nas suas atividades”, disse o ministro.

Sobre o protocolo, Gustavo Feliciano afirmou que o objetivo é fortalecer o setor.

“Estamos assinando hoje aqui um Protocolo de Intenções com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, com meu amigo ministro Waldez Góes, para desenvolvimento do turismo regional. Vamos juntos construir políticas públicas para que mais empreendedores possam se desenvolver e oferecer o que o Brasil tem de melhor, que é a recepção calorosa do seu povo. Vamos facilitar o acesso ao crédito do Fungetur para que o turismo se fortaleça ainda mais”, complementou.

A parceria prevê a elaboração de planos de ação conjuntos e a indicação, em até 30 dias, dos responsáveis pela execução das iniciativas. O protocolo terá vigência inicial de 12 meses, com possibilidade de prorrogação.

A edição no Amapá do “Brasil Mais Crédito para o Turismo” foi realizada também no Oiapoque, onde o ministro cumpriu agenda pela manhã.

As ações do MTur nas duas cidades amapaenses preveem ainda orientações sobre o Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur) - sistema oficial do Ministério do Turismo que cadastra e regulamenta pessoas físicas e jurídicas que atuam no setor turístico no Brasil (requisito para acesso aos financiamentos).

Em Macapá, o ministrou falou ainda sobre uma política especial implementada pelo Ministério do Turismo na semana passada, anunciada em João Pessoa (PB) e que dá apoio para mulheres empreendedoras do setor vítimas de violência doméstica.

“Sabemos o quanto é difícil se reconstruir após um episódio assim. Por isso vamos fortalecer as mulheres empreendedoras com crédito, para  que elas possam voltar cada vez mais fortes e independentes”, disse.

Ele citou, também, o bom momento que o turismo brasileiro vive: “Estamos impulsionando o turismo local e reforçando o maior compromisso do governo do presidente Lula: a proteção e valorização da mulher, a geração de emprego, renda e inclusão social. Senhoras e senhores, o momento para o Amapá ‘acelerar’ o turismo não poderia ser melhor. O desempenho positivo do setor no Estado acompanha os recordes nacionais que temos registrado em todo o Brasil, criando as condições perfeitas para que empreendedores apostem, invistam e acreditem no turismo como força econômica”, finalizou.

Fungetur

As linhas do Fungetur podem ser utilizadas para capital de giro, aquisição de equipamentos e obras, beneficiando principalmente pequenos negócios, como meios de hospedagem, restaurantes, agências de turismo, guias e demais empreendedores da cadeia turística.

Entre 2018 e 2026, o Fungetur acumulou 14.789 operações contratadas no país, movimentando R$ 5,1 bilhões. Apenas em 2026, até 2 de junho, foram registradas 719 operações, no valor de R$ 276,3 milhões.

No Amapá, foram contratados 13 financiamentos entre 2023 e 2026, totalizando R$ 4,04 milhões. Todos os recursos foram destinados a capital de giro. Macapá concentrou 12 operações, equivalentes a R$ 3,3 milhões, beneficiando agências de viagens, organizadoras de eventos, restaurantes e empresas de transporte turístico. Em 2026, foram fechados 10 contratos, todos na capital, que somaram R$ 3,03 milhões.

O Estado possui atualmente 555 prestadores de serviços turísticos regularizados no Cadastur. As atividades com maior número de registros são agências de turismo, com 140 cadastros, restaurantes, bares e similares, com 104, e meios de hospedagem, com 90 estabelecimentos. Em Macapá, há 381 prestadores cadastrados, liderados por agências de turismo (123), guias de turismo (66) e organizadoras de eventos (50).

Infraestrutura

Além das ações voltadas ao crédito, o Ministério do Turismo mantém 12 contratos ativos de infraestrutura turística no Amapá, que somam R$ 65,5 milhões. Desde 2023, três obras foram concluídas, totalizando R$ 8,6 milhões em investimentos.

Em Macapá, os principais investimentos em execução incluem a construção do Centro de Convenções, com aporte de R$ 12 milhões, as obras no Parque do Centenário, de R$ 11,4 milhões, e a reforma do Teatro das Bacabeiras, com recursos de R$ 10 milhões.

Fluxo

Os indicadores do fluxo turístico também mostram crescimento do mercado internacional no estado. Em 2025, o Amapá recebeu 52 mil turistas estrangeiros, resultado 33% superior ao registrado em 2024 e o segundo maior da região Norte.

Turismo fronteiriço

Nesta segunda-feira (8), durante agenda em Oiapoque, o Ministério do Turismo também anunciou a elaboração de um diagnóstico e de um plano de ação para o turismo nas áreas de fronteira do Amapá e do Pará que fazem divisa com a Guiana Francesa e o Suriname. A iniciativa faz parte de um projeto de cooperação com a UNESCO voltado ao fortalecimento das relações turísticas entre o Brasil e os países vizinhos.

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