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Baixar áudioA 53ª ABAV Expo teve início nesta quarta-feira (30), em São Paulo, reunindo representantes do setor de viagens e turismo e destacando os resultados alcançados pela atividade em 2026. Entre os números apresentados estão recordes na aviação doméstica e no turismo corporativo. O evento também colocou em evidência a atuação dos agentes de viagens na cadeia do setor.
Representando o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o secretário nacional de Políticas de Turismo, Augusto Rocha, afirmou que o crescimento da atividade amplia as oportunidades para trabalhadores e empreendedores dos destinos brasileiros.
“O turismo brasileiro, agora, de fato, está em outro patamar. Subimos de nível, mas queremos muito mais. E temos trabalhado todos os dias para melhorar os nossos atrativos e trazer mais pessoas para os destinos do país”, destacou o secretário.
O Brasil recebeu mais de 9 milhões de turistas internacionais em 2025. De janeiro a agosto de 2026, foram 6,45 milhões de chegadas de estrangeiros. No mercado interno, a aviação doméstica transportou 68 milhões de passageiros nos oito primeiros meses deste ano, recorde para o período. O turismo corporativo também atingiu uma marca histórica, com movimentação de R$ 9,75 bilhões.
Ao comentar os resultados, Rocha atribuiu parte do desempenho à atuação dos profissionais que trabalham diretamente com os turistas.
“São mais de 2 milhões de pessoas empregadas no turismo. É o agente de viagem que transforma o desejo do turista em realidade. É o guia de turismo que conta a história da nossa gente com paixão. É o motorista, o receptivo, a camareira do hotel, o chefe de cozinha, o cozinheiro do restaurante, o artesão, o ambulante, os povos originários, as comunidades tradicionais que dão alma à identidade e sustentabilidade do nosso setor,” enfatizou o secretário.
A presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV Nacional), Ana Carolina Medeiros, destacou a relação entre os diferentes segmentos do turismo e afirmou que a realização de grandes eventos também movimenta a economia dos destinos.
“Um evento do tamanho da ABAV Expo não movimenta apenas um pavilhão. Movimenta hotéis, restaurantes, transporte e comércio. Um grande evento também é um evento turístico”, afirmou. “Nenhum elo dessa cadeia existe sozinho. O turismo só é verdadeiramente forte quando toda a sua cadeia é forte”, concluiu.
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Após a solenidade de abertura, as autoridades participaram do corte da fita e percorreram os pavilhões do Expo Center Norte, onde ocorre a 53ª edição da ABAV Expo.
O evento reúne agentes de viagens, expositores nacionais e internacionais, companhias aéreas, redes hoteleiras e destinos de todo o país. A programação segue até sexta-feira (2) e é considerada a maior do mercado de viagens e turismo da América Latina.
O Ministério do Turismo mantém um estande no evento com ações e atendimentos institucionais. Entre as atividades previstas está um workshop técnico sobre o uso de dados territoriais e variáveis climáticas no planejamento do turismo sustentável.
A pasta também apresenta uma exposição fotográfica voltada ao ecoturismo e à conservação ambiental, com destaque para as rotas integradas da Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade (Sintrilhas).
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Baixar áudioO governo federal entregou, nesta quarta-feira (30), 92 unidades habitacionais do Residencial Belvedere, em Campina Grande (PB). O investimento no residencial chega a R$ 16,1 milhões e os apartamentos beneficiam famílias da Faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida, com renda familiar de até R$ 2.640.
A cerimônia foi realizada no bairro Serrotão e teve a participação do ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, que representou o governo federal.
Durante a entrega, o ministro ressaltou que o programa habitacional tem o papel de mudar a realidade das famílias beneficiadas.
“Nada dignifica mais uma pessoa, uma família, do que a conquista do seu lar, sua moradia. 92 famílias vão ter um lar novo, uma casa nova, vão ter onde abrigar sua família melhor e onde realizar seus sonhos”, afirmou Gustavo Feliciano.
O ministro também destacou as ações do Ministério do Turismo (MTur) com enfoque no potencial turístico de Campina Grande, especialmente o São João, considerado um dos principais eventos culturais e econômicos da cidade.
"O país tem vivido o melhor momento do turismo, batendo todos os recordes. Com a contribuição da nossa Campina Grande, aportamos aqui no Maior São João do Mundo R$ 2 milhões do Governo Federal, para que vocês pudessem curtir o Maior São João do Mundo”, mencionou o chefe da pasta.
Entre as famílias que receberam as chaves no Residencial Belvedere está Elaine Maria da Silva, de 43 anos. Ela morou de aluguel por mais de 15 anos e, agora, recebeu o apartamento próprio nesta quarta-feira (30).
Elaine conta que pagava R$ 800 de aluguel, R$ 100 de energia e R$ 100 de água e que agora a realidade dela vai mudar. “Para mim, a casa própria é a realização de um sonho que parecia impossível”, disse.
A beneficiária destacou, ainda, a importância do suporte do programa federal para conquistar o próprio imóvel. "Esse subsídio é uma ajuda gigantesca. Assim como eu consegui, outros também podem conseguir”, completou.
Elaine Maria compartilhou, ainda, que o período em que morou de aluguel resultou em perdas econômicas e de bens materiais. No entanto, comemorou a nova conquista como o início de uma nova etapa.
“É um novo caminho. Daqui para a frente, só espero melhorias. Aluguel, nunca mais. Já mandei fazer toda a mobília. Vou deixar do jeito que eu quero. Porque quem vive de aluguel sabe que a gente perde muito. Tanto em valor, como em bens materiais. E agora eu vou fazer a mobília do meu gosto. Vou deixar do jeito que eu quero”, mencionou a beneficiária.
Na última terça-feira (29), o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, também participou da entrega de apartamentos no Residencial Villa Bela, em João Pessoa (PB).
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Baixar áudioO Brasil vive um novo momento no turismo e já ocupa uma posição de protagonismo no cenário internacional. A avaliação é do ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, em artigo publicado às vésperas do Dia Mundial do Turismo, celebrado neste domingo (27).
“O turismo nacional vive uma fase de consolidação histórica, deixando o papel de mera promessa e se firmando como um dos motores mais eficientes de desenvolvimento sustentável, geração de emprego e distribuição de renda do nosso país”, escreveu Feliciano.
Entre os indicadores destacados pelo ministro está o gasto de turistas estrangeiros no país. Nos primeiros sete meses de 2026, os visitantes internacionais deixaram R$ 33,6 bilhões na economia brasileira. O valor supera os R$ 25 bilhões registrados no mesmo período de 2025, uma alta de cerca de 34%.
De janeiro a agosto, 6,4 milhões de turistas internacionais entraram no Brasil, segundo os dados citados pelo ministro. O volume mantém o país no patamar recorde registrado no mesmo período do ano passado.
O mercado doméstico também aparece entre os indicadores destacados. Foram 68,3 milhões de passageiros em voos dentro do país nos oito primeiros meses de 2026, o maior volume para o período, segundo Feliciano.
O avanço do setor também se refletiu no mercado de trabalho. De acordo com o ministro, o turismo gerou 93 mil novos empregos formais em um ano. Atualmente, o setor reúne 2,44 milhões de trabalhadores, o equivalente a 5% da força de trabalho do país.
Na avaliação de Feliciano, a expansão do turismo também está relacionada ao aumento do crédito e dos investimentos públicos no setor. O Fundo Geral de Turismo (Fungetur) viabilizou cerca de 6,5 mil contratos de financiamento, que somam R$ 2,94 bilhões destinados à modernização e estruturação de empresas do setor.
Desde 2023, segundo o ministro, estados e municípios também firmaram quase 2,1 mil contratos para obras relacionadas ao turismo. Os projetos representam R$ 2,7 bilhões em recursos e incluem intervenções como reformas de orlas, construção de centros de eventos e melhorias de infraestrutura urbana.
No cenário internacional, Feliciano destaca ainda a presidência brasileira do Conselho Executivo da ONU Turismo e acordos de cooperação com México, Índia e China. O ministro também cita o acordo de liberalização aérea na América do Sul como uma medida capaz de ampliar a integração regional e estimular o fluxo de turistas.
Para Feliciano, o desafio agora é transformar o crescimento do setor em oportunidades econômicas para diferentes regiões e segmentos do país, incluindo o afroturismo, o turismo em terras indígenas e o turismo de fronteira.
Ao fazer um balanço do setor no Dia Mundial do Turismo, o ministro afirma que o Brasil não precisa mais esperar por um futuro de protagonismo na atividade. Na avaliação dele, o momento “de encantar o planeta é agora”.
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Baixar áudioTuristas de diferentes regiões do país estão sendo entrevistados para ajudar a traçar um perfil dos viajantes e entender como eles planejam e avaliam suas viagens. Realizada pelo Ministério do Turismo (MTur) e pelo Itaipu Parquetec, a Pesquisa Nacional de Demanda Turística (PNDT) já começou em 50 municípios das cinco regiões brasileiras (veja lista abaixo). A previsão é realizar cerca de 22,5 mil entrevistas presenciais até 3 de outubro. Os resultados devem ser disponibilizados até abril de 2027.
O levantamento vai reunir informações para apoiar o desenvolvimento do turismo nacional. A pesquisa vai analisar os seguintes aspectos:
O questionário é padronizado para todos os municípios participantes. As perguntas abordam informações como meios de transporte, hospedagem, tempo de permanência, composição dos grupos de viagem, atividades realizadas e gastos durante a estadia.
Além da dimensão dos padrões de comportamento dos turistas, a pesquisa também deve apontar a percepção dos visitantes sobre infraestrutura, qualidade dos serviços, acessibilidade, segurança, conectividade e preços.
Segundo o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, a pesquisa ocorre em um momento de expansão do setor e pode ajudar o governo a formular políticas públicas com base em informações atualizadas.
“A pesquisa vem num momento oportuno, porque o turismo no Brasil tem crescido bastante e um dos nossos desafios à frente do ministério é poder fazer com que esse crescimento se torne permanente e a gente possa avançar cada vez mais. E a pesquisa se dá exatamente para que a gente possa, recolhendo os dados mais apurados e fiéis do momento turístico que nós estamos fazendo, implementar políticas públicas consistentes para desenvolver o turismo em todas as regiões do Brasil”, afirma.
A escolha dos 50 municípios foi baseada no Mapa do Turismo Brasileiro e em indicadores relacionados à atividade turística, como o Índice Geral dos Municípios – ranking que categoriza os destinos a partir da análise de 70 indicadores, distribuídos em dez dimensões relacionadas ao turismo.
O ministro destaca que a abrangência nacional da pesquisa busca considerar as diferenças entre os destinos brasileiros.
“A gente leva em consideração os indicadores que nós temos nos Índices Gerais dos Municípios e a participação na atuação turística. Então, é importante destacar que é uma pesquisa nacional. O Brasil é um país continental, com várias demandas, belezas naturais, vários tipos de turismo, então é uma pesquisa bastante abrangente. Muito vai ser discutido e cinquenta municípios do nosso país estão sendo escolhidos nesse momento”, ressalta.
A seleção reúne cidades das cinco regiões e inclui destinos como Ananindeua (PA), Salvador (BA), Fortaleza (CE), Foz do Iguaçu (PR), Brasília (DF) e Cuiabá (MT). Conforme o MTur, a expectativa é ampliar a participação dos municípios posteriormente.
A pesquisa integra as ações do Observatório Nacional de Turismo Sustentável e é coordenada pela Rede Brasileira de Observatórios de Turismo (RBOT), que é responsável pelo planejamento metodológico, coordenação da coleta de dados e consolidação dos resultados.
A expectativa do MTur é de que os dados contribuam para identificar padrões de comportamento dos visitantes e orientar ações voltadas ao desenvolvimento dos destinos.
Também estão previstos workshops nas cinco regiões do país e uma conferência nacional até o primeiro semestre de 2027. O objetivo será apresentar a metodologia e compartilhar conhecimentos relacionados ao levantamento.
A proposta é que informações sobre o perfil e o comportamento dos visitantes possam ajudar a direcionar investimentos e estratégias para o setor, com impactos sobre pequenas e grandes empresas, além dos trabalhadores que integram a cadeia produtiva do turismo.
O ministério também aponta a pesquisa como instrumento para apoiar o desenvolvimento econômico dos destinos e a preservação do patrimônio natural e cultural do país.
A coleta da Pesquisa Nacional de Demanda Turística (PNDT) é realizada por pesquisadores capacitados e identificados por crachá, em pontos de circulação e concentração de visitantes. Estão aptos a participar do estudo turistas brasileiros e estrangeiros com 18 anos ou mais. É necessário não ser residente do município pesquisado e ter realizado ou pretendido realizar ao menos uma pernoite no destino durante a viagem.
Região Norte
Ananindeua/PA
Belém/PA
Boa Vista/RR
Cruzeiro do Sul/AC
Ji-Paraná/RO
Macapá/AP
Manaus/AM
Palmas/TO
Paraíso do Tocantins/TO
Porto Velho/RO
Rio Branco/AC
Região Nordeste
João Pessoa/PB
Recife/PE
Maceió/AL
Natal/RN
Aracaju/SE
Cabedelo/PB
Caucaia/CE
Fernando de Noronha/PE
Fortaleza/CE
Japaratinga/AL
Parnaíba/PI
Parnamirim/RN
Porto Seguro/BA
Salvador/BA
São Cristóvão/SE
São José de Ribamar/MA
São Luís/MA
Teresina/PI
Região Sudeste
São Paulo/SP
Rio de Janeiro/RJ
Armação dos Búzios/RJ
Belo Horizonte/MG
Extrema/MG
Ilhabela/SP
Vila Velha/ES
Vitória/ES
Região Sul
Balneário Camboriú/SC
Curitiba/PR
Florianópolis/SC
Foz do Iguaçu/PR
Gramado/RS
Porto Alegre/RS
Região Centro-Oeste
Brasília/DF
Caldas Novas/GO
Campo Grande/MS
Cuiabá/MT
Goiânia/GO
Sinop/MT
Três Lagoas/MS
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Baixar áudioO Ministério do Turismo (MTur) está desenvolvendo um diagnóstico e um plano de ação parahttps://www.gov.br/turismo/pt-br. A iniciativa é resultado de uma cooperação técnica com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e prevê estudos sobre potencialidades, desafios e oportunidades de desenvolvimento da atividade turística em áreas próximas a países vizinhos.
A expectativa da pasta é ampliar oportunidades para os agentes locais, como comunidades tradicionais e empreendedores da cadeia produtiva do turismo. O levantamento deve, ainda, identificar desafios relacionados à infraestrutura, conectividade, governança e promoção turística.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, explica que o estudo busca identificar as vocações turísticas das regiões de fronteira e avaliar como a proximidade com países vizinhos pode ser aproveitada para ampliar o fluxo de visitantes.
“A gente está buscando diagnosticar as vocações dos estados e das regiões. Então, a fronteira e a proximidade que se tem com países vizinhos, a gente, junto da Unesco, está fazendo um estudo fronteiriço para que a gente possa aproveitar o fluxo de turistas, não só no aumento da conectividade com esse estado, não só no encurtamento de distâncias com países vizinhos, e que a gente possa fazer esse estudo fronteiriço para fortalecer e fomentar o turismo da região”, destaca Feliciano.
No eixo que envolve Amapá e Pará, os estudos abrangem áreas relacionadas ao Suriname e à Guiana Francesa e devem considerar aspectos territoriais, econômicos, sociais e culturais. Também estão previstas análises no Acre e em Rondônia, nas áreas de fronteira com Peru e Bolívia, além de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, na região de fronteira com países do Mercosul, no Sul do país.
O estudo envolve o envio de equipes técnicas do MTur ao estado de Rondônia e deve englobar a análise dos fluxos turísticos, oferta de atrativos, serviços e equipamentos turísticos disponíveis em toda a região, além de mapear as iniciativas de cooperação internacional já existentes.
O projeto busca promover o desenvolvimento do turismo a partir de uma abordagem integrada, com estratégias para formulação e aprimoramento de políticas públicas que considerem a preservação ambiental, a valorização das culturas locais e a cooperação entre estados e países fronteiriços.
A iniciativa ganhou força após discussões realizadas na reunião de ministros do Turismo do Mercosul, em 2023, e está alinhada às diretrizes do Comitê Nacional de Fronteiras e à elaboração da Estratégia Nacional de Fronteiras.
Segundo o Ministério do Turismo, o Brasil recebeu 9,3 milhões de turistas internacionais em 2025. Cerca de 65% eram de origem de países sul-americanos, o que reforça a relevância das áreas de fronteira para o fluxo turístico internacional.
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Baixar áudioO Brasil recebeu 113.228 turistas chineses entre janeiro e agosto de 2026. O número supera em 10% o total registrado durante todo o ano de 2025, quando 103.122 visitantes da China entraram no país. Na comparação com os oito primeiros meses do ano passado, o crescimento foi de 73,3%.
Os dados fazem parte do levantamento oficial do Ministério do Turismo (MTur), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) e a Polícia Federal.
Segundo o MTur, a alta ocorre após o início da isenção de visto para turistas chineses, que passou a valer em maio deste ano e vai até 31 de dezembro de 2026. A pasta também destacou que o período foi marcado pelo fortalecimento das relações entre Brasil e China, além de ações de promoção dos destinos brasileiros no mercado asiático, incluindo iniciativas do Ano Cultural Brasil-China.
Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, os resultados mostram os efeitos da política de isenção de visto e da aproximação entre os dois países para impulsionar o turismo bilateral.
“[Estou] muito feliz de poder comemorar esses dados. O governo do Brasil adotou a política de isenção de visto e a gente está podendo colher o fruto dessa política, atrelada à proximidade entre países. São políticas públicas como essa que a gente procura e espera desenvolver o turismo do Brasil cada vez mais”, afirmou Feliciano.
Em maio, o chefe da pasta realizou missão oficial na China e se reuniu com representantes de agências de viagens, de empresa aérea e operadores de turismo. “Estamos construindo uma agenda de longo prazo para posicionar o país de forma permanente entre os destinos prioritários do público chinês”, disse o ministro.
Atualmente, Brasil e China contam com uma operação de voo direto com parada técnica na Europa, realizada pela Air China. Outras companhias, como a Emirates, oferecem rotas com conexão.
O MTur criou um Grupo de Trabalho de Turismo Brasil-China para discutir medidas relacionadas à recepção dos visitantes e para apoiar a expansão do fluxo. Entre as iniciativas estão a qualificação do receptivo, adaptação de serviços, capacitação de profissionais e melhoria da experiência dos turistas.
Mais de 330 agências brasileiras já estão aptas a receber turistas chineses. O grupo também deve identificar destinos, rotas e produtos com potencial de atração, além de mapear oportunidades relacionadas à conectividade aérea, mobilidade e infraestrutura.
Entre os destinos apontados estão a Amazônia, Foz do Iguaçu e o Pantanal. A Chapada Diamantina (BA), também vem ganhando espaço entre os turistas chineses, principalmente pela diversidade de fauna e flora e pelos rios da região.
A promoção internacional dos destinos brasileiros também tem sido realizada em parceria entre o Ministério do Turismo e a Embratur, com participação em feiras especializadas, relacionamento com operadores de turismo e companhias aéreas e campanhas voltadas ao mercado asiático.
O crescimento da entrada de turistas chineses ocorre em um cenário de expansão do turismo internacional no Brasil. Dados do MTur indicam que de janeiro a agosto de 2026, o país registrou 6.451.257 chegadas de turistas estrangeiros – sendo o segundo melhor resultado da série histórica para o período.
Apenas no mês de agosto, o país recebeu 576.276 visitantes internacionais. Esse foi o maior número registrado para o mês desde o começo da série histórica, em 2009. O resultado representa alta de 37,9% em relação a agosto de 2019, antes da pandemia, com 158.482 chegadas a mais.
Em todo o ano de 2025, o Brasil registrou o recorde anual de 9,2 milhões de turistas internacionais.
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Baixar áudioBrasil e México assinaram, nesta semana, um plano de ação para ampliar a cooperação no setor de turismo, com previsão de troca de dados e experiências e de facilitar o intercâmbio de informações de profissionais e estudantes entre os dois países. O documento foi firmado na Cidade do México, durante o 4º Congresso Mundial de Turismo Esportivo.
Entre as medidas previstas estão a troca de dados estatísticos e informações sobre o setor, o compartilhamento de experiências em gestão e estratégias de mercado e a divulgação de destinos turísticos brasileiros e mexicanos.
A cooperação ainda prevê ações de qualificação para prestadores de serviços turísticos e intercâmbio de estudantes e professores de cursos de turismo. Profissionais de órgãos oficiais dos dois países também poderão participar de atividades de troca de experiências e boas práticas.
O plano também estabelece que os órgãos deverão divulgar cursos, seminários e conferências promovidos pelos dois países. O objetivo é permitir a participação de servidores brasileiros e mexicanos em atividades de capacitação sobre o setor.
A assinatura foi realizada pela secretária-executiva do Ministério do Turismo (MTur), Fernanda Câmara Norat, e pela secretária de Turismo do México, Josefina Rodríguez Zamora.
Norat destacou que a cooperação busca ampliar o fluxo de turistas entre os dois países e fortalecer o intercâmbio estratégico.
“Vamos trocar experiências, dados, informações, com o objetivo de aumentar o fluxo de turistas entre o Brasil e o México. Por meio dessa assinatura e dessa cooperação esperamos divulgar os destinos no Brasil e no México. Esperamos que nos próximos anos isso tudo se reflita em aumento de chegadas de mexicanos ao nosso país”, disse Norat.
A agenda no 4º Congresso Mundial de Turismo Esportivo também promoveu a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil, que será realizada de 24 de junho a 25 de julho, com vistas a ampliar o fluxo turístico internacional para o Brasil.
Segundo Fernanda Câmara Norat, a Copa do Mundo Feminina de 2027 – a primeira a ser realizada na América do Sul – deve movimentar cerca de R$ 9 bilhões de reais na economia brasileira. Ela destacou, ainda, que o mundial de futebol será uma oportunidade para ampliar a divulgação dos destinos brasileiros e atrair turistas estrangeiros.
Norat também defendeu que a realização de eventos esportivos deve ir além dos dias de competição e gerar benefícios permanentes, que englobam não apenas destinos e comunidades. Para ela, a infraestrutura para a Copa de 2027 deve visar ganhos sociais e econômicos contínuos.
“Será mais uma oportunidade para a gente divulgar nossos destinos, nossa história, nossa rica cultura para o mundo todo. Os mega-eventos esportivos são uma oportunidade única de a gente mostrar o que tem de melhor e deixar um legado duradouro para os destinos, a infraestrutura e na melhoria da experiência dos visitantes para o país”, disse Norat.
Na ocasião, a representante do MTur destacou as experiências do Brasil como sede de mundiais, como a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, que estimularam investimentos em aeroportos, mobilidade e hotelaria.
O debate contou com a participação de ministros e secretários de turismo da Argentina, Portugal, Uruguai e Belize.
Considerando o fluxo de turistas, o MTur, em parceria com a UNESCO, lançou o Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas — já com versões em inglês e espanhol. Norat destacou que o documento permite que turistas conheçam o país com mais autonomia.
Fernanda Norat esteve no México para participar da quarta edição do congresso, organizado pela ONU Turismo. O evento, que aconteceu de 7 a 9 de setembro, reuniu representantes de diferentes países para discutir iniciativas e estratégias relacionadas ao turismo esportivo, como eventos relacionados ao esporte que podem favorecer o turismo nos países.
A secretária-executiva participou de um painel sobre o turismo esportivo nas políticas públicas, ao lado de representantes da Argentina, Portugal e Uruguai.
Na quinta-feira (10), a agenda seguiu em Cancún, onde Norat realizou uma visita técnica ao aeroporto internacional da cidade e participou de uma reunião com representantes do Grupo Aeroportuario del Sureste (ASUR), responsável pela administração do terminal.
Conforme o MTur, o Grupo assumiu 20 operações aeroportuárias na América Latina, sendo 17 no Brasil e três divididas entre Equador, Costa Rica e Curaçao. Entre os principais ativos da empresa em território brasileiro estão os aeroportos de Curitiba, Belo Horizonte e Goiânia.
Para a pasta, a operação abriu espaço pra aproximar os ecossistemas turísticos brasileiro e mexicano em relação à gestão aeroportuária, desenvolvimento de rotas, experiência dos passageiros e integração entre aeroportos e destinos turísticos.
Já nesta sexta-feira (11), a secretária-executiva se reuniu com a governadora de Quintana Roo, Mara Espinosa. O estado fica na Península de Iucatã e abriga Cancún, um dos principais destinos turísticos do México.
Durante a agenda no México, o Ministério do Turismo sugeriu que estados dos dois países firmassem acordos para a divulgação de atrativos entre si. A ação inédita focará na promoção conjunta entre estados do Brasil e do México.
A proposta foi apresentada pela secretária-executiva do Ministério, Fernanda Câmara Norat, durante reunião com Roberto Monroy García, presidente da Mesa Diretora da União de Secretárias e Secretários de Turismo do México (ASETUR).
A previsão é de que os estados façam propagandas conjuntas por meio de campanhas publicitárias e da participação em feiras, além de outras iniciativas. Segundo o MTur, García demonstrou interesse pela ideia e disse que a pasta “pode fazer a ponte” entre os estados.
Segundo a secretária-executiva brasileira, os acordos podem estimular que os estados solicitem a companhias aéreas uma maior frequência de voos entre os dois parceiros.
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Baixar áudioUma empresária de Teresina (PI) é a primeira microempreendedora individual (MEI) inscrita no Cadastro Único (CadÚnico) a assinar um contrato do Fundo Geral de Turismo (Fungetur), segundo o Ministério do Turismo (MTur). Maria do Perpétuo Socorro Medeiros teve o crédito de R$ 21 mil liberado para capital de giro, com o objetivo de expandir a empresa de eventos que mantém há 14 anos.
O contrato foi assinado nesta quinta-feira (10), durante encontro técnico na Universidade Federal do Piauí (UFPI). Na ocasião, foram apresentadas aos MEIs e empresários do setor de turismo inscritos no Cadastur as condições da linha de financiamento e o passo a passo para contratação dos recursos.
O financiamento para Maria do Perpétuo foi concedido pela Agência de Fomento e Desenvolvimento do Piauí (Badespi), com prazo de 24 meses, sendo três meses de carência e 21 parcelas.
“Esse crédito chegou no momento certo. Para o pequeno empreendedor, conseguir financiamento costuma ser difícil, mas pelo Fungetur foi um processo simples e sem burocracia. Vou usar o recurso para comprar insumos, melhorar nossos serviços e atender melhor a demanda dos clientes”, comemorou a empresária.
O evento contou com a participação do ministro do Turismo, Gustavo Feliciano; do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias; além de representante do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, do Sebrae e de instituições financeiras parceiras.
“Com a parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social, a gente fez um trabalho para que os microempreendedores individuais do CadÚnico, ou seja, que estão procurando uma alternativa, pudessem, junto do Programa Acredita, aderir a um financiamento que possa dar uma oportunidade para as pessoas que têm efetivamente uma necessidade de crédito e, muitas vezes, têm dificuldade da garantia e do avalista”, explicou Gustavo Feliciano.
A modalidade de crédito é destinada a MEIs da cadeia turística que tenham renda familiar condizente com os critérios e estejam inscritos no CadÚnico e com cadastro ativo no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), do Ministério do Turismo. Entre os profissionais que podem acessar a linha estão guias de turismo, motoristas, artesãos e comerciantes de alimentos e bebidas.
As operações têm garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO), no âmbito do Programa Acredita no Primeiro Passo. Com isso, os bancos não exigem garantias patrimoniais do MEI.
Para solicitar o crédito, o empreendedor precisa manter o CadÚnico ativo, ter registro como MEI e cadastro regular no Cadastur. Também deve procurar o Sebrae para orientação técnica e elaboração da proposta e, depois, apresentar a solicitação a um banco parceiro. No Piauí, a linha está disponível pela Badespi, Caixa e Banco do Nordeste.
Segundo o Ministério do Turismo, o Fungetur dispõe de R$ 1,033 bilhão para concessão de crédito em todo o país em 2026. Desde 2023, foram viabilizados mais de 6,3 mil financiamentos, que somam R$ 2,81 bilhões. No Piauí, foram 179 contratos no período, com R$ 62,92 milhões destinados à economia do estado.
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Baixar áudioO Brasil se prepara para a nova temporada de cruzeiros, que começa no fim de outubro, com aumento de 24% na oferta de leitos em relação ao ciclo anterior. Segundo o Ministério do Turismo (MTur), serão mais de 831 mil vagas distribuídas em oito navios que vão operar na costa brasileira.
A temporada 2026/2027 contará com 675 escalas e 187 roteiros. A pasta estima que a estrutura deverá superar o impacto econômico do ciclo anterior, quando o setor movimentou R$ 4,28 bilhões na economia nacional.
“O turismo de cruzeiros gera resultados concretos para os destinos das rotas marítimas brasileiras. É um setor que fortalece pequenos negócios e cria oportunidades em várias frentes", explicou o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, durante uma visita técnica ao Porto do Recife (PE), nesta quinta-feira (3).
Uma das principais portas de entrada dos cruzeiros internacionais no país, o terminal da capital pernambucana será o responsável pelas boas-vindas aos meganavios da nova temporada.
O primeiro navio internacional a chegar no porto deve ser o Buenavista, da empresa Corazul Cruzeiros. Será a primeira vez da companhia em águas brasileiras. De acordo com a Clia Brasil (Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos), a atracagem está prevista para o dia 31 de outubro com 2.014 passageiros e 751 tripulantes.
Durante encontro com representantes do setor do turismo pernambucano, Feliciano destacou a expectativa de ampliar, ao longo do tempo, o potencial turístico de Recife e fortalecer o setor no estado.
“A expectativa é que a gente possa, exatamente, através do pontapé inicial aqui do Recife com a chegada desses navios, poder aumentar o fluxo e a frequência de navios a partir de Recife, para que essa temporada seja mais potencializada”, afirmou.
Embora os turistas permaneçam no porto por apenas algumas horas antes de seguirem viagem, o ministro destacou que o retorno desses visitantes à região depende de esforços conjuntos do MTur e dos profissionais que atuam no setor turístico local.
“A partir dessa primeira experiência, a gente espera que o turista possa criar um elo de relação com aquele roteiro, com aquela rota. Então ele vai vir para o Recife, talvez conheça algumas coisas por perto, mas cabe exatamente a quem faz o turismo de Pernambuco, e nós do ministério, divulgar o resto do estado, as belezas naturais que se tem no litoral sul, no litoral norte, que tem no interior do estado, para que exatamente ele tenha esse conhecimento e possa retornar e regressar”, destacou o chefe da pasta.
Ainda de acordo com o MTur, alimentação, comércio, transporte, passeios e hospedagem lideram a lista de serviços beneficiados pelos gastos de passageiros e tripulantes no fomento às economias locais.
Nas cidades de escala, o gasto médio gerado por cada cruzeirista é de R$ 800,98. Já nos destinos de embarque e desembarque, em que a permanência e o consumo são maiores, a média chega a R$ 962,55 por passageiro.
O setor também traz benefícios para o mercado de trabalho. Na temporada 2025/2026, o segmento foi responsável pela criação de 64.529 postos de trabalho — dos quais 63.321 correspondem a empregos diretos e indiretos na cadeia produtiva.
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Baixar áudioO volume de serviços no Brasil ficou estável em junho, na comparação com maio, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo da projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que esperava alta de 0,2%.
Das cinco grandes atividades pesquisadas, quatro registraram queda no mês. A exceção foi informação e comunicação, com avanço de 1,8%. No primeiro semestre, o setor de serviços acumula crescimento de 2% e, em 12 meses, alta de 2,6%.
O turismo recuou 3,4% em junho, na segunda queda consecutiva, e caiu 5,3% na comparação com junho de 2025. O resultado foi influenciado principalmente pelo transporte aéreo de passageiros.
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