São Paulo

30/09/2026 23:00h

Açúcar e milho recuam no estado de SP

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O preço do café arábica abre esta quinta-feira (1º) em alta de 0,82%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.576,85 na cidade de São Paulo.

O café robusta teve alta de 1,90%, sendo comercializado a R$ 985,47.


INDICADOR DO CAFÉ ARÁBICA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
30/09/2026 1.576,85 0,82% -9,81% 304,82
29/09/2026 1.564,02 0,48% -10,55% 299,85
28/09/2026 1.556,57 1,19% -10,97% 298,25
25/09/2026 1.538,29 1,42% -12,02% 296,40
24/09/2026 1.516,81 0,25% -13,25% 292,14

 

INDICADOR DO CAFÉ ROBUSTA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
30/09/2026 985,47 1,90% -3,59% 190,50
29/09/2026 967,14 0,39% -5,38% 185,42
28/09/2026 963,39 1,12% -5,75% 184,59
25/09/2026 952,72 1,18% -6,79% 183,57
24/09/2026 941,57 0,34% -7,88% 181,35

 

O preço do açúcar cristal apresenta baixa de 0,12% na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 121,12. 

 

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL BRANCO CEPEA/ESALQ - SÃO PAULO

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
30/09/2026 121,12 -0,12% 6,48% 23,41
29/09/2026 121,27 0,86% 6,61% 23,25
28/09/2026 120,24 -0,32% 5,71% 23,04
25/09/2026 120,62 -0,42% 6,04% 23,24
24/09/2026 121,13 0,87% 6,49% 23,33

 

Em Santos (SP), declínio de 1,29%, e a mercadoria é negociada a R$ 125,62 na média de preços sem impostos.

 

Indicador Açúcar Cristal - Santos (FOB)

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
30/09/2026 125,62 -1,29% -1,77% 24,25
29/09/2026 127,26 0,55% -0,49% 24,38
28/09/2026 126,56 0,27% -1,04% 24,28
25/09/2026 126,22 -0,25% -1,31% 24,28
24/09/2026 126,53 -0,23% -1,06% 24,43

 

A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 68,67 após baixa de 0,77%.

 

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
30/09/2026 68,67 -0,77% -2,22% 13,28
29/09/2026 69,20 -0,40% -1,47% 13,27
28/09/2026 69,48 -0,24% -1,07% 13,31
25/09/2026 69,65 -0,23% -0,83% 13,42
24/09/2026 69,81 -0,01% -0,60% 13,45

 

Os dados são do Cepea.

 

Diferença entre café arábica e café robusta: características, uso e regiões produtoras

Café arábica e café robusta são as duas principais variedades cultivadas e comercializadas no Brasil, ambas medidas em sacas de 60 kg.

O café arábica (conhecido também como café Conilon, em algumas regiões) tem sabor mais suave, menor teor de cafeína e alta qualidade sensorial, sendo preferido em cafeterias especializadas e nas exportações de cafés premium. Representa cerca de 70% da produção brasileira, com destaque para estados como Minas Gerais e São Paulo.

O café robusta, por sua vez, possui sabor mais amargo, maior concentração de cafeína e corpo mais intenso. É amplamente utilizado na produção de café solúvel e blends comerciais. Seus principais polos produtores são o Espírito Santo e Rondônia, e seu preço costuma ser mais baixo em comparação ao arábica, por conta do perfil mais industrial. 

Como é calculada a saca de açúcar cristal?

A saca de açúcar cristal no Brasil é padronizada em 50 quilos, especialmente para comercialização no mercado atacadista e para uso na indústria alimentícia. Essa unidade de medida é adotada pelo Cepea/Esalq-USP, principal fonte de cotações diárias do açúcar cristal no país.

Qual o peso da saca de milho no Brasil?

A saca de milho equivale a 60 kg de grãos, mesmo padrão utilizado para soja e trigo. Essa medida é oficializada por instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Cepea, sendo amplamente usada em negociações e relatórios de preço do milho.

 

 

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30/09/2026 18:37h

Feira segue até sexta-feira (2), em São Paulo; secretário nacional de Políticas de Turismo relaciona crescimento do setor à atuação dos profissionais que atendem os visitantes

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A 53ª ABAV Expo teve início nesta quarta-feira (30), em São Paulo, reunindo representantes do setor de viagens e turismo e destacando os resultados alcançados pela atividade em 2026. Entre os números apresentados estão recordes na aviação doméstica e no turismo corporativo. O evento também colocou em evidência a atuação dos agentes de viagens na cadeia do setor.

Representando o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o secretário nacional de Políticas de Turismo, Augusto Rocha, afirmou que o crescimento da atividade amplia as oportunidades para trabalhadores e empreendedores dos destinos brasileiros.

“O turismo brasileiro, agora, de fato, está em outro patamar. Subimos de nível, mas queremos muito mais. E temos trabalhado todos os dias para melhorar os nossos atrativos e trazer mais pessoas para os destinos do país”, destacou o secretário.

Recordes no turismo

O Brasil recebeu mais de 9 milhões de turistas internacionais em 2025. De janeiro a agosto de 2026, foram 6,45 milhões de chegadas de estrangeiros. No mercado interno, a aviação doméstica transportou 68 milhões de passageiros nos oito primeiros meses deste ano, recorde para o período. O turismo corporativo também atingiu uma marca histórica, com movimentação de R$ 9,75 bilhões.

Ao comentar os resultados, Rocha atribuiu parte do desempenho à atuação dos profissionais que trabalham diretamente com os turistas.

“São mais de 2 milhões de pessoas empregadas no turismo. É o agente de viagem que transforma o desejo do turista em realidade. É o guia de turismo que conta a história da nossa gente com paixão. É o motorista, o receptivo, a camareira do hotel, o chefe de cozinha, o cozinheiro do restaurante, o artesão, o ambulante, os povos originários, as comunidades tradicionais que dão alma à identidade e sustentabilidade do nosso setor,” enfatizou o secretário.

Integração do setor

A presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV Nacional), Ana Carolina Medeiros, destacou a relação entre os diferentes segmentos do turismo e afirmou que a realização de grandes eventos também movimenta a economia dos destinos.

“Um evento do tamanho da ABAV Expo não movimenta apenas um pavilhão. Movimenta hotéis, restaurantes, transporte e comércio. Um grande evento também é um evento turístico”, afirmou. “Nenhum elo dessa cadeia existe sozinho. O turismo só é verdadeiramente forte quando toda a sua cadeia é forte”, concluiu.

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Após a solenidade de abertura, as autoridades participaram do corte da fita e percorreram os pavilhões do Expo Center Norte, onde ocorre a 53ª edição da ABAV Expo.

O evento reúne agentes de viagens, expositores nacionais e internacionais, companhias aéreas, redes hoteleiras e destinos de todo o país. A programação segue até sexta-feira (2) e é considerada a maior do mercado de viagens e turismo da América Latina.

O Ministério do Turismo mantém um estande no evento com ações e atendimentos institucionais. Entre as atividades previstas está um workshop técnico sobre o uso de dados territoriais e variáveis climáticas no planejamento do turismo sustentável.

A pasta também apresenta uma exposição fotográfica voltada ao ecoturismo e à conservação ambiental, com destaque para as rotas integradas da Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade (Sintrilhas).
 

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30/09/2026 00:06h

Pequenas e médias empresas podem recorrer aos mecanismos para resolver conflitos fora do Judiciário; CEMAAC, da ACSP, registrou 42 arbitragens e 328 mediações entre 2022 e 2025

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A Lei nº 9.307/1996, conhecida como Lei de Arbitragem, completou 30 anos neste mês. Apesar da idade, a norma segue sendo considerada uma das mais modernas do mundo sobre o tema, servindo de referência e modelo para outros países. Ao longo dessas três décadas, no entanto, a ferramenta se consolidou majoritariamente como instrumento voltado para grandes empresas e contratos de alto valor, o que pode ser uma visão limitante e distante da realidade.

Segundo Guilherme Giussani, diretor técnico da Câmara Empresarial de Mediação e Arbitragem (CEMAAC), vinculada à Associação Comercial de São Paulo (ACSP), não existe qualquer restrição quanto a quem pode recorrer à arbitragem. "Toda pessoa física e toda pessoa jurídica pode utilizar do procedimento de arbitragem. Não existe nenhuma limitação em relação à classificação da empresa ou tipo empresarial", afirma. 

O único requisito técnico é que o conflito trate de direitos patrimoniais disponíveis. Ou seja, qualquer questão que tenha valor econômico e possa ser negociada entre as partes. Na prática, isso abrange praticamente toda a cadeia contratual de um empresário: contratos de locação, prestação de serviços, contrato social da empresa e acordos entre sócios, entre outros.

Uma das principais diferenças entre a arbitragem e o processo judicial tradicional está no tempo de tramitação. Para o advogado Roberto Mateus Ordine, presidente da CEMAAC e vice-presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e da Federação das Associações Comerciais de São Paulo (Facesp), essa é uma das vantagens decisivas para viabilizar o acesso de pequenas empresas ao instrumento. "Hoje, se o pequeno recorrer ao Judiciário, seja ele em qual escala for, a demora processual é de 5 a 10 anos, porque você tem as várias instâncias e elas são morosas. Na questão da arbitragem, você reduz esse prazo de conflito para 1 ano", explica.

Procedimento

A forma mais recomendada de acesso à ferramenta é a inclusão de uma cláusula de arbitragem já no nascimento do contrato, no mesmo trecho reservado à eleição de foro. A CEMAAC disponibiliza um modelo de cláusula pronto para uso, o que evita discussões futuras sobre a forma de resolução de eventuais conflitos. Quando o contrato não prevê essa cláusula e o conflito já existe, ainda é possível recorrer à arbitragem por meio de um compromisso arbitral, documento assinado pelas partes em conflito que formaliza a escolha pela via arbitral mesmo após o problema ter surgido.

Para dar entrada em um procedimento, a câmara exige a apresentação de um requerimento de arbitragem, que deve reunir documentos pessoais e da empresa, procuração do advogado responsável, um breve relato sobre o conflito, o contrato relacionado à disputa, o valor da demanda e a cláusula que elege a câmara, quando existente — peça equivalente a uma petição inicial. Embora a lei não exija formalmente a presença de um advogado, a CEMAAC recomenda o acompanhamento profissional, já que o procedimento envolve discussões jurídicas, produção de provas e definição de obrigações entre as partes. Dúvidas sobre o processo podem ser esclarecidas pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (11) 3180-3434.

A câmara da ACSP também se diferencia pelo modelo de custos: diferentemente das grandes câmaras internacionais, historicamente estruturadas para litígios de alto valor, a CEMAAC desenhou sua estrutura para aproximar a arbitragem de pequenas e médias empresas com preços e prazos compatíveis com a realidade desses negócios.

Mediação

A lei sancionada em 1996 também trouxe outra forma de resolução de conflitos contratuais e que comumente é confundido com a arbitragem: a mediação. Segundo Giussani, a mediação costuma ser indicada para conflitos em que existe uma relação duradoura a ser preservada, como disputas societárias em empresas familiares ou contratos de locação e prestação de serviço de longa data, já que busca um consenso entre as partes com o auxílio de um mediador. Já a arbitragem funciona de forma mais próxima a um processo judicial, sem necessariamente buscar uma solução amigável.

"A mediação é a busca de um consenso e a arbitragem, via de regra, não busca uma solução amigável. Ela finaliza o procedimento com uma sentença arbitral, que tem força judicial, é reconhecida como um título executivo judicial, mesmo poder que uma sentença dada pelo Estado, e é dada por um árbitro que é escolhido pelas partes. Ou seja, a mediação é a busca de um acordo e a arbitragem é uma decisão definitiva", resume Giussani.

A CEMAAC

Com quatro anos de atuação, a CEMAAC já soma 79 unidades de atendimento pelo país. Entre 2022 e 2025, a câmara registrou 42 procedimentos de arbitragem, com valores envolvidos que ultrapassam R$ 16 milhões no período, além de 328 procedimentos de mediação, somando mais de R$ 1,3 milhão. Entre os temas mais recorrentes nas arbitragens estão contratos imobiliários, agronegócios, contratos empresariais e conflitos societários; já nas mediações, predominam contratos empresariais, assuntos societários e questões imobiliárias.

A trajetória da arbitragem na Associação Comercial de São Paulo antecede em décadas a própria lei: em 1927, a entidade já havia criado, em parceria com câmaras de comércio estrangeiras, uma Câmara de Arbitragem Internacional, iniciativa pioneira que não prosperou à época por falta de reconhecimento do Judiciário. Após a promulgação da Lei de Arbitragem, a ACSP criou a CEMAAC, justamente com o objetivo de tornar o modelo mais ágil, acessível e menos oneroso para as pequenas e médias empresas.

Três décadas depois de sancionada, a Lei de Arbitragem segue como um marco de segurança jurídica para as relações privadas no país. O desafio que permanece, segundo os especialistas da CEMAAC, não está mais na legislação em si, mas em levar o conhecimento sobre a ferramenta a quem mais pode se beneficiar dela: o pequeno e o médio empresário.

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28/09/2026 19:00h

Em evento na ACSP, Geraldo Melo Filho apresentou os números do agronegócio paulista e comparou as ações estaduais de apoio ao setor com a redução de recursos federais para crédito e seguro rural

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O agronegócio brasileiro enfrenta um aumento dos casos de recuperação judicial e de um quadro preocupante em relação ao crédito rural. Em 2025, foram registrados 1.990 pedidos de recuperação judicial no setor, alta de 56,4% em relação ao ano anterior e recorde da série histórica. Os dados são da Serasa Experian. No primeiro trimestre de 2026, o número já estava 21,9% acima do registrado no mesmo período de 2025.

A situação em relação ao crédito rural também aponta pressão sobre os produtores. Levantamento do BTG Pactual, com base em informações do Banco Central, mostra que R$ 207,4 bilhões estavam em cenário desfavorável em julho — considerando operações em atraso, inadimplência, prorrogação ou renegociação. O valor corresponde a 23,5% de uma carteira nacional de R$ 881,6 bilhões.

A conjuntura foi discutida pelo secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Melo Filho, durante reunião do Conselho do Agronegócio (AC/Agro) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), nesta segunda-feira (28). Na avaliação dele, o problema não está na capacidade produtiva do campo, mas no custo para financiar a atividade.

“O juro que o produtor paga não se decide na lavoura. É o preço de um país que gasta mais do que arrecada e que cobra essa conta de quem está tentando produzir”, afirmou.

Na avaliação do secretário, o agronegócio paulista tem conseguido enfrentar esse cenário por conta da diversificação de suas cadeias produtivas. Segundo Melo Filho, o setor registrou PIB de R$ 657,6 bilhões em 2024. Esse resultado colocaria o agro de São Paulo, isoladamente, entre a quarta e a quinta maior economia do país.

O valor corresponde a 18,9% do PIB paulista, 24% do PIB do agronegócio brasileiro e 40% das exportações totais do estado.

“O que a gente precisa é regra clara, segurança jurídica, segurança institucional, e que a tenhamos o mínimo de previsibilidade, que a gente não durma com uma regra e acorde com outra. Por exemplo, a questão do seguro rural, que é uma política pública essencial para que tenhamos garantia e previsibilidade para frente na nossa produção, mas que basicamente nos últimos anos foi praticamente reduzida a zero”, enfatizou Melo Filho.  

O coordenador do Conselho do Agro da ACSP, Cesário Ramalho, defendeu a necessidade de fortalecer os mecanismos de proteção financeira para o produtor rural.

"Não pode o agronegócio brasileiro não ter seguro. Aqui nós estamos para resolver a dívida. O país não pode isso. O agricultor não pode sofrer essa humilhação. Tem que recorrer a renegociação de dívida, o juro é elevado, o governo não tem dinheiro e vai tirar dinheiro da saúde ou da escola. Tá errado", considerou.

Diversificação

Atualmente, São Paulo é considerado o segundo maior exportador do agronegócio brasileiro, atrás de Mato Grosso. Entre janeiro e agosto de 2026, o estado paulista vendeu US$ 17,79 bilhões em produtos do setor para o exterior.

A diferença entre as duas unidades federativas é menor quando se observa o valor da produção. Para 2026, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) projeta em cerca de R$ 199 bilhões o valor bruto da produção agropecuária de Mato Grosso. Já São Paulo registrou R$ 174,6 bilhões em 2025, segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA/APTA).

O ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Roberto Rodrigues defendeu uma atuação do governo que reúna diferentes frentes para dar mais segurança e condições de desenvolvimento ao setor.

"É uma estratégia integrada, que contemple temas como logística e estrutura, o pedido de renda para o campo, cujo fator central é o seguro rural, acordos comerciais que gerem mercados, tecnologia e, sobretudo, sustentabilidade", pontuou.

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O estado paulista reúne mais de 20 cadeias do agronegócio com movimentação superior a R$ 1 bilhão por ano. Entre elas estão cana-de-açúcar, com R$ 55,2 bilhões; carne bovina, com R$ 22,7 bilhões; laranja, R$ 19,7 bilhões; frango, R$ 13,7 bilhões; café, R$ 9,6 bilhões; e soja, R$ 8,9 bilhões.

Para o secretário, essa composição reduz a dependência de uma única atividade. “Essa diversificação é o seguro do estado: quando uma cadeia entra em crise, São Paulo não para. Conseguimos operar com mais resiliência diante de pressões setoriais”, disse.

Ele também reforçou que São Paulo concentra 32,7% de toda a agroindústria brasileira, embora não seja o maior produtor primário do país.

Políticas de apoio

Durante a reunião, Melo Filho também comparou as políticas agrícolas dos governos federal e paulista. Segundo ele, a União deixou de repassar parte dos recursos já previstos para o pagamento do seguro rural e aumentou a tributação sobre insumos agrícolas, como fertilizantes e defensivos.

No estado, os programas próprios de apoio ao setor somaram R$ 1,4 bilhão até 2025, de acordo com o secretário. Desse total, R$ 1,2 bilhão foram destinados ao Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), que atendeu cerca de 33 mil produtores; R$ 390 milhões foram aplicados na subvenção ao seguro rural, com 52.641 apólices; e R$ 180 milhões foram destinados ao programa Pró-Trator.

São Paulo também reduziu a carga tributária de 17 cadeias do agronegócio. Melo Filho apresentou essas medidas como uma diferença em relação à política federal, que, na avaliação dele, reduziu subvenções previstas no orçamento.

O secretário ainda citou a medida provisória que trata da renegociação de dívidas rurais. Para ele, os critérios estabelecidos pela União, baseados em problemas climáticos ou de preços, não contemplam parte das dificuldades enfrentadas pelos produtores paulistas.

“O endividamento da citricultura no estado está mais ligado a um problema sanitário, o greening, do que a fatores climáticos cobertos pela norma”, destacou.

Sobre a ACSP

A reunião ocorreu na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), entidade fundada em 1894 e que reúne mais de 15 mil associados. A entidade é presidida por Alfredo Cotait Neto.

A ACSP participou da criação ou da articulação de medidas como o Estatuto da Micro e Pequena Empresa, o Simples Nacional, o Microempreendedor Individual (MEI) e a Lei da Liberdade Econômica. 

Também estão entre suas iniciativas o Impostômetro e, em parceria com a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), o Gasto Brasil.
 

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17/09/2026 20:00h

Unidade da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) já atende diferentes perfis de empreendedores e prevê alcançar 5 mil empresas da região

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Os empreendedores em uma das mais movimentadas vias do país, a Avenida Paulista, já contam com um novo espaço para serviços empresariais. O Balcão do Empreendedor, instalado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), iniciou os atendimentos há mais de três semanas e colhe os primeiros resultados. 

Um dos empreendedores atendidos no local é Antônio Gonçalves, que buscou o serviço para abrir uma empresa no ramo de contabilidade. Ele recorreu ao AC Legal, serviço de assessoria jurídica da ACSP, para conduzir todo o processo de formalização do negócio. "Foi uma experiência ótima. Equipe super qualificada, tiraram todas as minhas dúvidas lá, fiz todos os processos, orientaram. Foi uma experiência muito gratificante e mais barata que o mercado e mais ágil", relata.

Segundo o superintendente de Serviços Institucionais da ACSP, Renan Luiz Silva, a experiência inicial tem sido positiva, com procura de diferentes perfis de profissionais. "A Av. Paulista é uma região muito pujante, tem uma demanda empresarial expressiva, e a gente já tem atendido casos relacionados a advogados, contadores e aos próprios empresários locais", afirma.

A expectativa dos organizadores é que 5 mil das 15 mil empresas que operam na região sejam atendidas diretamente pelo novo Balcão, especialmente em negócios dos setores financeiro, jurídico, contábil, de consultoria, saúde e varejo. O espaço é voltado tanto a quem deseja abrir um novo negócio e precisa de suporte nos primeiros passos, quanto a quem já atua no mercado e busca manter sua formalização, aprimorar a atividade ou gerar novas oportunidades — não sendo exigida associação prévia à ACSP para todos os serviços disponíveis.

Silva comenta que tanto as necessidades dos empreendedores locais quanto a demanda do público haviam sido mapeadas pela equipe da ACSP antes mesmo da implantação do Balcão. “São basicamente quatro principais necessidades: a formalização de empresa, a resolução de conflitos, a geração de novos negócios e as informações. A capacitação a gente tem levado também”, disse.

Expansão

O Balcão do Empreendedor da Av. Paulista é o primeiro instalado fora de distritais da ACSP. A intenção da entidade é ampliar esse modelo, com novos pontos de atendimento, feiras e parcerias com outras entidades ao longo dos próximos meses para aproximar seus serviços de regiões de forte concentração empresarial.

O presidente da ACSP, da Confederação das Associações Comerciais e Empresarias do Brasil (CACB), e da Federação das Associações Comerciais de São Paulo (FACESP) Alfredo Cotait Neto, ressaltou que a unidade integra a estratégia de expansão da instituição. 

“Temos um projeto muito maior, vamos também instalar nas nossas distritais, estar em feiras, e tentar incluir em outras entidades. O projeto tende a expandir cada vez mais. O nosso objetivo, evidentemente, é facilitar a vida do empreendedor”, destacou o presidente. 

O espaço fica na sede da Câmara de Comércio Brasil-Líbano (CCBL), no endereço Av. Paulista 688, 16º andar, na Bela Vista. A unidade reúne cerca de 19 serviços voltados à formalização, à gestão e ao atendimento de demandas empresariais, entre eles acesso à Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp), emissão de certificado digital, legalização de empresas, portal do Microempreendedor Individual (MEI), emissão de declaração de exclusividade, atendimento da Câmara de Mediação e Arbitragem Empresarial (Cemaac), posto da Receita Federal, consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) e à plataforma Boa Vista, além do AC Marcas, para registro de marcas e patentes.

Para Silva, os resultados e depoimentos recebidos nas primeiras semanas de trabalho só reforçam as expectativas dos organizadores. “A gente imagina que a Paulista, por ter a sua demanda empresarial, um dos principais centros empresariais da cidade de São Paulo, vai contar com esse aparelho de suporte, apoio e estímulo. A expectativa é que a gente tenha uma participação muito importante no desenvolvimento ainda maior da atividade empresarial da Avenida Paulista", conclui.
 

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09/09/2026 21:00h

Delegação empresarial participa de encontros em Nova Délhi para ampliar conexões com investidores, empresas e empreendedoras dos países do bloco

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Empreendedoras brasileiras participaram, na última quarta-feira (9), de um encontro internacional em Nova Délhi, na Índia, para discutir temas como tecnologia, acesso a investimentos e desenvolvimento de negócios inovadores. O BRICS WBA Women-Led Development Summit reuniu lideranças empresariais e empreendedoras dos países que integram o bloco, entre eles Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. 

A programação ocorre às vésperas da 18ª Cúpula do BRICS, marcada para os dias 12 e 13 de setembro, e teve entre os principais temas a participação feminina nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM, na sigla em inglês), além de tecnologias digitais, inovação, startups e acesso a capital. 

O Brasil foi representado por uma delegação empresarial formada por 19 integrantes. Entre elas está Ana Claudia Badra Cotait, presidente do Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). 

Ana Claudia participou do painel “Advancing Women in STEM, Digital Technologies and Innovation: From Classroom to Frontier”, que debateu estratégias para ampliar a presença feminina nas áreas de tecnologia e inovação, desde a formação profissional até o desenvolvimento de novas soluções. 

Para a empresária, o desafio vai além de ampliar o número de mulheres que trabalham com tecnologia. Também é preciso garantir que elas ocupem posições de liderança como proprietárias de empresas, criadoras de produtos e protagonistas de negócios com potencial de crescimento. 

“Nosso papel aqui é abrir caminhos para que essas mulheres não sejam apenas participantes, mas líderes e agentes de mudança. Não tenhamos medo de abrir novas fronteiras, compartilhar novos palcos e destacar novas líderes. Porque, quando uma mulher avança, ela não ocupa apenas o seu lugar, mas abre caminho para muitas outras”, disse. 

A missão empresarial brasileira permanecerá em Nova Délhi entre os dias 8 e 12 de setembro. Além do BRICS WBA Women-Led Development Summit, a agenda inclui o Women’s Business Alliance Annual Meeting, o BRICS Business Council Annual Meeting e o Fórum Empresarial do BRICS 2026. 

Investimentos

O Women’s Business Alliance Annual Meeting acontece de 9 a 11 de setembro, também em Nova Délhi. Um dos principais temas da programação é o acesso a investimentos para negócios liderados por mulheres. 

Além dos debates, o evento conta com uma exposição de startups comandadas por empreendedoras. A delegação brasileira pretende apresentar a experiência da UpStarts, iniciativa do CMEC voltada à identificação e ao desenvolvimento de negócios liderados por mulheres com potencial de inovação e crescimento. 

Em sua terceira edição, realizada em maio deste ano, o programa recebeu mais de 700 pré-inscrições e selecionou 230 participantes. A expectativa é aproveitar o encontro na Índia para aproximar essas empreendedoras de investidores e parceiros internacionais. 

“Queremos apresentar startups lideradas por mulheres e identificar investidores-anjos, fundos e apoiadores que possam se aproximar desse universo de empresas. O objetivo é fazer com que essas conexões continuem depois do Summit e possam gerar negócios”, afirmou Beatriz Guimarães, vice-presidente do CMEC Nacional e presidente do CMEC-DF, que também integra a missão brasileira.

Games e tecnologia

A missão empresarial brasileira também pretende conhecer a experiência da Índia no setor de games, mercado diretamente relacionado à programação, ao desenvolvimento de software, à criatividade e à economia digital. 

A delegação busca conhecer iniciativas indianas de formação profissional e desenvolvimento de empresas de tecnologia, além de identificar práticas que possam contribuir para o crescimento do ecossistema de games no Brasil. 

“Queremos conhecer as boas práticas da Índia e entender como elas podem contribuir para o desenvolvimento do ecossistema brasileiro de games, especialmente para ampliar a participação das mulheres”, acrescentou Beatriz Guimarães. 

No Brasil, o CMEC apoia a participação feminina nesse setor por meio do Brasília Game Hub (BGH), polo de desenvolvimento, incubação e investimento em jogos eletrônicos do Distrito Federal. 

Além dos games, a agenda da missão inclui temas como STEM, design autoral, inovação e internacionalização de empresas lideradas por mulheres. 

Parcerias e novos mercados

Para Ana Claudia Cotait, a expectativa da missão é estabelecer relações com empreendedoras, empresas, investidores e organizações dos demais países do BRICS, ampliando as possibilidades de parcerias, rodadas de negócios, intercâmbio de conhecimento e acesso a novos mercados. 

“Uma participação internacional só faz sentido quando conseguimos transformar relacionamento em oportunidade. Queremos voltar com conexões que possam gerar parcerias, investimentos, intercâmbio de conhecimento e novos caminhos para que empresas brasileiras possam acessar outros mercados”, afirmou.

Segundo ela, a participação no encontro também permite às empreendedoras brasileiras conhecer as experiências de outros países na criação de ambientes mais favoráveis ao desenvolvimento de negócios de base tecnológica liderados por mulheres e à expansão dessas empresas.

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08/09/2026 09:00h

No estado, 42 pessoas morreram pela doença e 30 óbitos estão em investigação; Taubaté é o município com maior número de mortes por dengue

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Mais de 58 mil casos de dengue foram registrados em São Paulo desde o início de 2026. Dados das autoridades de saúde apontam que 42 pessoas morreram em decorrência da doença. E, no momento, há 30 óbitos sob investigação. 

O município paulista de Taubaté (SP) tem o maior número de mortes pela doença até agora. A cidade registrou 11 óbitos, sendo sete pacientes com idade entre 10 anos e 79 anos e quatro com mais de 80 anos. 

Segundo matéria da Agência Brasil, publicada no último domingo (6), a Secretaria da Saúde aponta que dos 58.683 registros de dengue em todo o estado de São Paulo, 57.402 foram classificados como casos de dengue, 1.180 como de dengue com sinais de alarme e 101 de dengue grave.

Confira os sintomas do quadro com sinais de alarme:

  • Vômito;
  • Dor abdominal;
  • Sangramento de mucosas entre outros sintomas.

Já o paciente com dengue grave apresenta choque ou desconforto respiratório, sangramento grave ou comprometimento severo de órgãos.

Medidas de controle

A matéria da Agência Brasil destacou que a Secretaria da Saúde disse que mantém medidas de controle da arbovirose no estado. Entre as ações estão acompanhamento ininterrupto e atenção especial no intervalo de outubro a maio, quando as transmissões registram aumento.

A pasta destacou, ainda, o lançamento do Plano Estadual de Preparação e Resposta em Saúde para o Fenômeno El Niño, que adapta ações diante do provável aumento no número de casos de dengue.

Segundo o plano, as mudanças de temperatura, chuva e umidade provocadas pelo fenômeno podem alterar a distribuição de arboviroses, que são as doenças transmitidas por mosquitos, como dengue, chikungunya, zika e febre amarela.

Entre as providências estão a identificação de regiões prioritárias, o fortalecimento das salas de situação e o apoio aos municípios na organização da vigilância e da rede de atendimento.

O plano também destaca as principais ameaças relacionadas aos efeitos do El Niño  e os impactos disso para a população entre os Departamentos Regionais de Saúde (DRS) de São Paulo. 

De acordo com o plano, as regiões de Araçatuba, Araraquara, São José do Rio Preto, Barretos, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Marília, Bauru, Franca, São João da Boa Vista e Piracicaba estão entre as áreas de maior prioridade.

O alerta é para o aumento da transmissão dessas doenças, o que pode provocar sobrecarga nos serviços de saúde, além de mais internações e mortes por formas graves, principalmente entre grupos vulneráveis.

Com informações da Agência Brasil.

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08/09/2026 00:03h

Entre as empresas que registraram redução, 42,9% tiveram queda acima de 25% no volume de encomendas

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O aumento das tarifas dos Estados Unidos já afetou os pedidos recebidos por 69% das indústrias paulistas que exportam para o país. É o que releva uma pesquisa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Entre as empresas que registraram redução, 42,9% tiveram queda acima de 25% no volume de encomendas.

Os dados fazem parte da nova edição da pesquisa Rumos da Indústria Paulista, que ouviu 174 indústrias de transformação exportadoras de São Paulo entre 10 e 28 de agosto de 2026.

As sobretaxas impostas pelo país norte-americano podem chegar a 37,5% para produtos que estão sujeitos simultaneamente às duas medidas: uma tarifa adicional de 25%, que entrou em vigor em 22 de julho, e outra de 12,5%, aplicada a partir de 24 de julho.

Empresas ajustam preços e produção

Diante do problema, que pode aumentar os custos de exportação, 28,6% das indústrias reduziram as próprias margens para absorver parte do impacto das tarifas. Outras 26,2% mantiveram os preços dos produtos e repassaram o custo adicional aos compradores nos Estados Unidos.

Já em relação à produção, 41,4% das empresas reduziram o uso da capacidade instalada. O mesmo percentual informou ter renegociado preços com clientes afetados pelas novas tarifas.

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Ainda segundo o levantamento, apesar da queda nos pedidos, a maior parte das empresas pesquisadas ainda não alterou o número de funcionários. Esse foi o caso de 55,2% das indústrias.

A preservação dos empregos pode estar relacionada ao mercado de trabalho aquecido e à dificuldade de contratação de profissionais qualificados. A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,3% no trimestre encerrado em julho, segundo a Pnad Contínua do IBGE. O período também registrou recorde de 103,3 milhões de pessoas ocupadas.

Empresas têm dificuldade para substituir os EUA

O levantamento também mostra que encontrar outros destinos para os produtos tem sido um ponto de dificuldade. Entre os principais mercados atendidos pelas empresas, além dos Estados Unidos, estão o Mercosul, citado por 66,7% das indústrias, a América Latina e o Caribe, com 50%, e a União Europeia, também com 50%.

Mesmo com a queda dos pedidos norte-americanos, 45,2% das empresas não cogitam buscar novos mercados. Entre as que consideram essa alternativa, 57,1% não têm prazo definido para fazer essa substituição totalmente.

Parte das indústrias tenta compensar a redução das vendas aos Estados Unidos com o mercado brasileiro. Cerca de 40% já redirecionaram produtos para o mercado nacional. Contudo, essa estratégia também encontra obstáculos, já que 36% das empresas afirmaram não ter compradores no Brasil para esses produtos.

Entre as que conseguiram transferir parte das vendas, o nível de absorção varia. Para 28% delas, o mercado interno recebeu até 5% do volume que seria destinado aos Estados Unidos. Em 24% dos casos, a absorção foi total.

Produção em outros países

Outra possibilidade seria fabricar os produtos fora do Brasil para continuar atendendo aos compradores norte-americanos. Essa alternativa, no entanto, não é considerada pela maioria.

Seis em cada dez empresas disseram não cogitar a produção no exterior. Por outro lado, 21,4% afirmaram já ter unidades produtivas em outros países capazes de realizar esse movimento.

Entre as medidas apontadas como prioritárias para enfrentar os efeitos das tarifas, quase 70% das empresas citaram o diálogo e a negociação entre Brasil e Estados Unidos. A busca por novos acordos comerciais foi mencionada por 40,8% das indústrias. Outras 38,2% defenderam medidas de desoneração tributária e drawback.

A pesquisa da Fiesp ouviu 174 indústrias de transformação exportadoras do estado de São Paulo. Do total, 1,7% são microempresas, 55,2% pequenas, 33,3% médias e 9,8% grandes. Nas questões que permitiam mais de uma resposta, a soma dos percentuais pode ultrapassar 100%.
 

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26/08/2026 04:25h

Setor registrou 243,6 mil admissões e 213,1 mil desligamentos no mês

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O mercado de trabalho ligado ao agronegócio brasileiro criou 30.518 empregos formais em junho de 2026, segundo levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), elaborado com dados do Novo Caged. No período, foram registradas 243.575 admissões e 213.057 demissões. Apesar do resultado positivo, o saldo ficou abaixo do observado no mesmo mês de 2025, quando foram abertas 38.005 vagas.

Entre os 4.715 municípios com movimentação no mercado de trabalho do agro, 2.330 tiveram expansão do emprego e 2.029 registraram redução. Matão, em São Paulo, apresentou o maior saldo do mês, com 2.722 novos postos, seguido por Bebedouro, também em São Paulo, com 1.345, e União, no Piauí, com 1.123.

 

Laranja e café lideram geração de vagas

O cultivo de laranja foi a atividade que mais criou empregos em junho, com saldo de 5.397 vagas distribuídas por 298 municípios. Na sequência aparece o cultivo de café, com 4.630 postos em 464 cidades. Os serviços de preparação de terreno, cultivo e colheita somaram outras 3.483 vagas, enquanto o cultivo de soja abriu 2.892 postos.

No acumulado de 2026, porém, o café ocupa a primeira posição, com 29.203 empregos criados em 663 municípios. A fabricação de álcool aparece em segundo lugar, com saldo de 11.910 vagas, seguida pelo abate de aves, com 10.888 postos.

Entre as atividades que registraram redução de postos de trabalho, a fabricação de calçados de couro eliminou 1.627 vagas em junho, enquanto o cultivo de maçã apresentou saldo negativo de 1.042 postos. No acumulado do ano, a maior retração ocorreu na fabricação de açúcar, com perda de 13.462 empregos.

 

Sudeste concentra maior parte das novas vagas

O Sudeste respondeu por 62% dos empregos criados pelo agro em junho, com saldo de 18.894 postos. A região também concentrou 41,4% das admissões do setor no país. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos cultivos de laranja, com 5,2 mil vagas, e de café, com 4,4 mil.

O Centro-Oeste registrou saldo positivo de 8.267 empregos, seguido pelo Nordeste, com 5.973, e pelo Norte, com 572. O Sul foi a única região com resultado negativo no mês, ao perder 3.188 postos, principalmente em atividades relacionadas ao cultivo de maçã e ao processamento industrial do fumo.

Entre as unidades da federação, 21 das 27 apresentaram saldo positivo. Minas Gerais liderou a geração de empregos, com 12.158 vagas, resultado associado principalmente ao cultivo de café. São Paulo ficou em segundo lugar, com 9.830 postos e participação relevante do cultivo de laranja.

 

Pequenos municípios concentram admissões

As cidades de pequeno porte responderam por 50,9% das admissões do agro em junho, com 124.074 contratações. Municípios de médio porte concentraram 34,6% das admissões, enquanto os de grande porte ficaram com 14,5%.

Apesar do saldo positivo de junho, os dados apontam desaceleração no acumulado do ano. Até o fim do primeiro semestre, o agro acumulava 90,2 mil novos postos, o equivalente a 9,8% das vagas formais criadas no país.

Em 2025, essa participação havia sido de 14,8%. Segundo a CNM, os números indicam redução da contribuição do setor para a expansão do emprego formal em 2026.

O levantamento considera empregos da cadeia de produção do agro e utiliza informações do Novo Caged, com elaboração da Confederação Nacional de Municípios.

 

Confira o informativo completo da Confederação Nacional de Municípios (CNM) sobre o emprego no campo.
 

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15/08/2026 04:55h

Atos de Lula, Flávio, Caiado, Zema, Renan e Cury serão realizados no domingo (16) em São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Minas Gerais

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Os candidatos à Presidência da República iniciam oficialmente a campanha eleitoral neste domingo (16). Os cinco nomes com mais intenções de voto nas pesquisas escolheram como palco do pontapé inicial da corrida presidencial locais ligados às suas trajetórias políticas.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fará um ato no estádio Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP), com caravanas petistas de diferentes estados. O local é um dos principais redutos da militância de Lula, com destaque para o fim dos anos 1970 e início dos anos 1980, onde foram realizadas manifestações sindicalistas.

Já Flávio Bolsonaro (PL-RJ) optou por um evento em Copacabana, no Rio de Janeiro. Num passado próximo, o bairro recebeu os eventos de maior público de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O mineiro Romeu Zema (Novo-MG) dará início à campanha em Montes Claros, no interior de Minas Gerais. No mesmo estado, porém no município de Santa Luzia, Augusto Cury (Avante) marcou o início da campanha com um ato na praça Getúlio Vargas.

Ronaldo Caiado (PSD-GO) fará uma carreata percorrendo cidades de Goiás e do entorno do DF. O percurso está previsto para começar em Águas Lindas de Goiás, passando por Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso, Cidade Ocidental e finalizando em Luziânia. Renan Santos (Missão-SP) fará o ato no Largo São Francisco, em São Paulo, onde foi aluno da Faculdade de Direito da USP e chegou a disputar a presidência do centro acadêmico.

Regras

Desde 30 de junho, vêm entrando em vigor restrições graduais de divulgação, que buscam garantir uma disputa equilibrada. Primeiro, pré-candidatos foram proibidos de apresentar programas de TV ou de rádio. Depois, governos não puderam usar sites oficiais para fazer propaganda de seus atos — o chamado defeso eleitoral. Desde a semana passada, rádios e TVs não podem dar tratamento privilegiado a algum candidato, entre outras vedações.

A partir deste domingo, os candidatos ficam autorizados a pedir votos explicitamente, fazer lives que promovam a candidatura e organizar comícios. No dia 28 de agosto começa a propaganda em rádio e televisão, permitida somente no horário eleitoral gratuito. As emissoras deverão reservar 70 minutos diários para inserções de 30 e 60 segundos, distribuídas ao longo do dia.

O cumprimento às regras é fiscalizado pelo Ministério Público Eleitoral. Mas a população pode participar da supervisão e apresentar denúncias por meio do aplicativo Pardal. Disponível nas lojas dos principais sistemas operacionais desde 2014, o programa permite o envio de queixas sobre práticas de propaganda eleitoral irregular realizadas durante o período eleitoral que serão analisadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) competente.

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