13/03/2026 04:45h

Recursos serão aplicados em telefonia móvel, manutenção da TV digital e desenvolvimento da nova geração da televisão aberta, com prazo estendido até 2027

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Mais de R$ 40 milhões serão destinados a projetos que buscam ampliar o acesso à comunicação no Brasil. A iniciativa da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), vinculada ao Ministério das Comunicações (MCom), também estende até 31 de dezembro de 2027 o prazo para conclusão das ações. O recurso será repartido em três frentes: 

  1. R$ 20 milhões para instalação de novas antenas de telefonia móvel;
  2. R$ 15 milhões para manutenção das estações retransmissoras de TV digital; e
  3. R$ 5 milhões para desenvolvimento de aplicações da TV 3.0 em emissoras públicas.

Segundo o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, o aporte financeiro garante “que mais brasileiros tenham acesso à comunicação de qualidade. A expansão da telefonia móvel, o fortalecimento da TV digital e o desenvolvimento da TV 3.0 fazem parte de uma agenda estratégica para modernizar as comunicações no país”.

Iniciativas em andamento

Com a prorrogação do prazo, a Anatel busca implementar iniciativas estratégicas no setor de comunicação pública. Entre as ações em andamento está o programa Brasil Digital, que amplia a oferta de canais públicos no território nacional.

A medida também contempla a instalação de estações experimentais de TV 3.0 em emissoras públicas, como a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e a Rede Legislativa, que reúne TV Câmara, TV Senado, TVs das Assembleias Legislativas e TVs de Câmaras Municipais.

A TV 3.0 é considerada pelo MCom a próxima evolução da televisão aberta no país. A tecnologia permite aproximar a experiência da TV tradicional das plataformas digitais, por meio de imagem em ultra definição, som aprimorado e interatividade. 

Coordenados pelo Grupo de Implantação do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (Gired) — órgão da Anatel responsável pela transição da TV analógica para a digital no Brasil — os projetos contribuem para acelerar a adoção da nova tecnologia e ampliar o acesso da população a conteúdos digitais.

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13/03/2026 04:30h

Programa já alcança 138 regiões de saúde atendidas; Ministério da Saúde prevê 150 unidades móveis em operação até 2026

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O Ministério da Saúde (MS) inicia nesta sexta-feira (13) uma nova etapa do programa Agora Tem Especialistas, criado para reduzir o tempo de espera no Sistema Único de Saúde (SUS). Nesta rodada, 18 municípios de 15 estados passam a receber carretas destinadas à saúde da mulher e a exames de imagem. A iniciativa reforça a oferta de procedimentos voltados à prevenção de doenças, entre elas o câncer de mama e o câncer do colo do útero.

Confira os municípios contemplados:

  • Araguaína (TO);
  • Colombo (PR);
  • Corumbá (MS);
  • Igarapé-Miri (PA);
  • Itajubá (MG);
  • Maricá (RJ);
  • Paramoti (CE);
  • Planaltina (DF);
  • Pombal (PB);
  • Rorainópolis (RR);
  • São Bento (PB);
  • Serra (ES);
  • Viana (MA); e
  • Vilhena (RO).

As cidades de Milagres (CE), Santana (AP), Sousa (PB) e São José dos Campos (SP) também recebem unidades móveis especializadas em exames de imagem, com tomografias destinadas ao diagnóstico de doenças graves e à definição de condutas médicas.

Expansão do atendimento

De acordo com o MS, a ação já alcançou 138 regiões de saúde atendidas. Durante a inauguração de uma carreta em Planaltina (DF) nesta quinta-feira (12), o ministro Alexandre Padilha celebrou a marca.

“As mulheres, que são a maioria usando o SUS, são uma prioridade absoluta nossa. Contando com Planaltina, a gente já ultrapassou mais de 130 regiões em todo o Brasil. Só no mês de março vamos chegar a 150 regiões com as carretas de saúde da mulher; as específicas para o problema de visão, de oftalmologia; e a carreta para tomografia”, afirmou Padilha. 

A Pasta aponta ainda que as unidades móveis zeraram a fila de espera em 23 cidades. “Por onde ela passa vai zerando a fila, vai atendendo esses locais em parceria com as secretarias municipais, estaduais, hospitais filantrópicos e Santas Casas”, disse o ministro. 

Agora Tem Especialistas 

O MS projeta alcançar 150 carretas até o fim de 2026. Atualmente, o Agora Tem Especialistas conta com 52 unidades móveis em operação:

  • 35 de saúde da mulher;
  • 10 de exames de imagem; e
  • 7 de oftalmologia.

Além dessa iniciativa, o programa realiza mutirões, amplia os horários de atendimento e firma parcerias com hospitais privados e filantrópicos.

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11/03/2026 04:55h

Dados são de levantamento apresentado em seminário sobre modernização das relações de trabalho, que reuniu parlamentares e representantes do setor produtivo em Brasília

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A redução da jornada de trabalho de 44 para 36 horas semanais elevaria em cerca de 22% o custo do trabalho por hora para as empresas. A estimativa consta em estudo encomendado pela Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca) e apresentado nesta terça-feira (10), em Brasília (DF), durante o seminário “Modernização da Jornada de Trabalho”.

O levantamento foi conduzido pelos professores José Pastore, José Eduardo Gibello Pastore e André Portella e analisa possíveis impactos econômicos de propostas que tramitam no Congresso Nacional para alterar a jornada semanal de trabalho.

Segundo os pesquisadores, a redução da carga horária pode gerar efeitos distintos entre setores da economia. Entre as possíveis respostas das empresas estão aumento de preços, investimento em automação, reorganização de atividades e postos de trabalho ou ampliação da informalidade.

O seminário foi promovido pela coalizão das Frentes Parlamentares Produtivas e reuniu parlamentares e representantes de entidades empresariais para discutir mudanças nas regras trabalhistas.

Para o presidente da Frente Parlamentar Mista do Empreendedorismo (FPE) e organizador do evento, deputado federal Joaquim Passarinho (PL-PA), a discussão sobre o fim da escala 6x1 deve ser aprofundada com base em elementos técnicos e análises econômicas.

“Precisamos entender, com essas pessoas que empregam 80% da população brasileira, o que elas pensam, como desejam essa modernização e como podemos realizá-la sem um impacto muito grande, principalmente no custo de vida, na inflação e no bolso do trabalhador”, afirmou.

A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), representada no evento pelo presidente da Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias do Estado de Goiás (FACIEG), Márcio Luís da Silva, ressaltou a relevância do tema, mas ponderou sobre o momento da discussão.

“Entendemos a importância dessa discussão, inclusive nós a apoiamos, mas realmente nos aflige e gera muita inquietação o momento desse debate. Estamos à véspera de um período eleitoral, naturalmente os ânimos se exaltam. Então a preocupação é que uma medida de alto impacto como essa, que vai afetar a vida de milhões de empreendedores, seja tomada de maneira açodada”, disse o presidente da FACIEG.

VEJA MAIS: Debate sobre redução da jornada precisa ser técnico, diz presidente da CACB

Seminário

Durante o seminário, os integrantes dos painéis buscaram esclarecer os projetos em tramitação no Congresso Nacional e reforçar a diferença entre jornada e escala, conceitos que tratam da modernização das regras trabalhistas:

  • Jornada: define o limite de horas por dia e por semana, podendo ser reduzida por lei ou negociação coletiva.
  • Escala: organiza os dias de trabalho e de folga (como 6x1 ou 5x2), sem alterar o total de horas, apenas a distribuição.

Já a Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou cálculos sobre os impactos da adoção de uma jornada de 40 horas semanais (escala 5x2). A estimativa aponta aumento de custos de até 11,1% na indústria, o que corresponde a R$ 87,8 bilhões, e de até 7% na economia como um todo, equivalente a R$ 267,2 bilhões.

Os levantamentos divulgados no evento indicam que os impactos econômicos e sociais da proposta variam de acordo com o setor produtivo e estão diretamente ligados a fatores como produtividade, custos e níveis de informalidade.

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10/03/2026 17:00h

Evento das principais competições de robótica educacional reuniu mais de 2 mil estudantes; 12 times conquistam vaga para a etapa internacional

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Cerca de 2,3 mil estudantes, entre 9 e 19 anos, de escolas públicas e privadas de todo o Brasil, participaram do Festival SESI de Educação 2026, realizado de 4 a 8 de março em São Paulo (SP). O evento reuniu algumas das principais competições de robótica educacional do mundo e definiu as equipes que representarão o país no mundial da FIRST, em Houston (EUA).

Ao todo, 12 equipes brasileiras garantiram vaga para disputar a etapa internacional, marcada para acontecer entre 29 de abril e 2 de maio, na sede da organização sem fins lucrativos For Inspiration and Recognition of Science and Technology (FIRST). Entre os classificados estão times de várias unidades federativas, como:

  • Distrito Federal;
  • Goiás;
  • Mato Grosso;
  • Rio Grande do Sul;
  • Santa Catarina;
  • São Paulo; 

Para Paulo Mól, diretor superintendente do SESI, o destaque da edição foi a diversidade regional. “Uma coisa que me chamou muita atenção, e que por estar no Departamento Nacional me dá muita alegria, é ver que na premiação havia times de todas as regiões do país. Antes havia uma concentração maior no Sudeste e Sul, e agora vejo todas as regiões contempladas, todos desenvolvendo um trabalho muito bem feito”, afirmou.

Segundo o presidente do Conselho Nacional do SESI, Fausto Augusto Jr., o objetivo do festival “é levar a robótica e a educação tecnológica para todo o Brasil e difundir para o mundo”.

Modalidades

O encontro busca estimular jovens a aprender ciência e tecnologia de forma prática, por meio de desafios que combinam programação, engenharia e inovação. As disputas ocorreram em diferentes modalidades, entre elas:

  • FIRST LEGO League Challenge (FLLC): voltada para alunos de 9 a 15 anos, que constroem robôs com peças LEGO e desenvolvem projetos de inovação aplicados a problemas reais.
  • FIRST Tech Challenge (FTC): destinada ao ensino médio, desafia equipes a projetar e programar robôs de até 19 kg.
  • FIRST Robotics Competition (FRC): considerada a “olimpíada dos robôs”, reúne estudantes do ensino médio em desafios de grande porte, com máquinas industriais de até 56 kg que simulam processos de engenharia avançada.
  • STEM Racing: competição internacional para jovens de 9 a 19 anos, em que os participantes projetam carros de Fórmula 1 em miniatura, impulsionados por cápsulas de CO₂.

Confira as equipes classificadas

As equipes brasileiras que garantiram vaga para etapas mundiais foram:

  • FLL: Albatroid (DF), Young Inventors (MT), SESI SENAI SC Pipeline Surfers (SC).  
  • FRC: #7563 SESI SENAI MEGAZORD (SP), #1156 Under Control (RS), #7565 SESI SENAI ROBONÁTICOS (SP), #9175 BrainMachine-FRC (GO).  
  • FTC: 13 equipes avançaram, sendo cinco para Houston e oito para Premier Events. Entre elas: Amigos Droids (MG), Space Tech (PE), ROBOTECH FTC (SE), Tech Dragons (ES), JUSTICE FTC TEAM (GO), entre outras.  
  • STEM Racing: TEAM HYOKU (ES) e ALPHA SCUDERIA (SC) representarão o Brasil em Singapura. 

Além disso, times brasileiros também disputarão torneios internacionais abertos em países como Austrália, Grécia, Coreia, Estados Unidos, México e Canadá.
 

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10/03/2026 04:20h

Estudo aponta que 23 estados e DF registram crescimento no número de notificações; crianças e adolescentes são os mais afetados

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O mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na sexta-feira (6), aponta crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 23 estados e no Distrito Federal (DF). Apenas Roraima, Tocantins, Espírito Santo e Rio Grande do Sul não registraram aumento nas notificações. Os dados se referem à Semana Epidemiológica 8, entre 22 e 28 de fevereiro.

Segundo o levantamento epidemiológico, o cenário está associado ao aumento do número de hospitalizações por:

  • rinovírus em crianças e adolescentes de 2 a 14 anos;
  • vírus sincicial respiratório (VSR) nas crianças menores de 2 anos; e 
  • influenza A em jovens, adultos e idosos.

De acordo com a pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, a alta entre o público infantojuvenil pode estar relacionada ao retorno das aulas

Ela recomenda que “caso a criança ou adolescente apresente algum sintoma de gripe ou resfriado, que os pais evitem levá-la à escola, para evitar a transmissão do vírus para outras crianças. Se não for possível deixar a criança ou adolescente em casa, o ideal é que ela use uma boa máscara, especialmente dentro da sala de aula.”

Regiões em alerta

UFs

Dez unidades da Federação (UFs) apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco: 

  • Acre;
  • Amazonas;
  • Pará;
  • Amapá;
  • Rondônia;
  • Mato Grosso;
  • Goiás;
  • Distrito Federal;
  • Maranhão; e 
  • Sergipe.

Capitais

Entre as capitais, 12 das 27 registram nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo.

  • Aracaju (SE);
  • Belém (PA);
  • Belo Horizonte (MG);
  • Brasília (DF);
  • Cuiabá (MT);
  • Fortaleza (CE);
  • João Pessoa (PB);
  • Macapá (AP);
  • Manaus (AM);
  • Porto Velho (RO); 
  • Rio Branco (AC); e 
  • São Luís (MA).

Prevalência dos vírus

Ao longo do ano epidemiológico de 2026, foram notificados mais de 14,3 mil casos de SRAG, sendo 35% com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Dentre os casos positivos, o rinovírus é o agente mais detectado, seguido pela influenza A e covid-19.

Vírus Prevalência (%)
Vírus Sincicial Respiratório (VSR) 13,6%
Influenza A 20%
Rinovírus 40%
Sars-CoV-2 (Covid-19) 17%
Influenza B 1,7%

Incidência e mortalidade

Em relação aos óbitos, a covid-19 responde pela maior parte das mortes registradas, seguida pela influenza A e pelo rinovírus.

Vírus Prevalência (%)
Vírus Sincicial Respiratório (VSR) 8,7%
Influenza A 27,5%
Rinovírus 17,4%
Sars-CoV-2 (Covid-19) 39,1%
Influenza B 3,6%

O estudo aponta que, na análise das últimas oito semanas epidemiológicas, a incidência e a mortalidade por SRAG permanecem mais elevadas nas faixas etárias extremas: crianças pequenas concentram os casos, enquanto os idosos apresentam os maiores índices de mortalidade.

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08/03/2026 04:25h

Número recorde cresce 33% em dez anos, mas empreendedoras ainda enfrentam desigualdade no acesso a crédito e oportunidades

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O protagonismo feminino não se limita à celebração do Dia Internacional da Mulher, em 8 de março. Apesar das vulnerabilidades sistêmicas, as mulheres têm se destacado em diversas áreas da economia brasileira, especialmente no empreendedorismo. De acordo com o relatório técnico do Sebrae referente ao 4º trimestre de 2024, o Brasil registra 30,4 milhões de donos de negócios, dos quais 10,4 milhões são mulheres. O número, recorde da série histórica, representa um crescimento de cerca de 33% nos últimos dez anos.

Esse avanço é impulsionado por iniciativas como as do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), ligado à Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB). O órgão atua para reduzir fragilidades estruturais e ampliar as oportunidades de liderança para mulheres empreendedoras.

Para a presidente do CMEC, Ana Claudia Brada Cotait, o primeiro passo para quem deseja abrir um negócio é a formalização. “A mulher formalizada tem um campo maior de atuação e de ganho de mercado”, afirma.

Brada Cotait destaca ainda a importância da capacitação: “Para ocupar um cargo de liderança, seja como CEO, parlamentar ou empreendedora de serviços, a qualificação é extremamente necessária”.

Desigualdades estruturais

Embora a participação feminina nos negócios tenha registrado crescimento, o cenário ainda revela desigualdades. No 4º trimestre de 2024, as mulheres representavam 51,7% da população em idade ativa, mas apenas 34,1% dos donos de negócios. A diferença expõe fragilidades estruturais que comprometem a sustentabilidade e o crescimento dos empreendimentos liderados pelo público feminino.

Conforme relatório do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), apenas cerca de 25% dos recursos destinados a pequenos negócios chegam às mulheres, enquanto a maior parte das linhas de financiamento beneficia empreendimentos masculinos. A presidente do CMEC aponta a disparidade de acesso ao crédito como um dos principais entraves, o que significa menos capital para investir em estoque, inovação e profissionalização.

Nesse contexto, destacam-se também as taxas de juros cobradas das empreendedoras, que costumam ser mais altas. Estudo do Sebrae indica que as empresárias, sobretudo microempreendedoras, pagam taxas médias efetivas superiores às dos homens. 

Outro desafio apontado por Ana Claudia Brada Cotait é a jornada múltipla enfrentada pelas mulheres, que, de acordo com a presidente do CMEC, reduz o tempo disponível para capacitação, networking e gestão estratégica. 

Além de administrar o próprio negócio, o Instituto Rede Mulher Empreendedora aponta que 58,3% das empreendedoras são chefes dos domicílios. “Normalmente, a mulher precisa dar conta de inúmeras responsabilidades ao mesmo tempo: trabalhar, cuidar da casa e da família. Muitas são arrimo de família, mães solo que criam os filhos sozinhas. Eu mesma sou um exemplo disso”, relata a empresária.

As desigualdades raciais também atravessam o ecossistema empreendedor. O Sebrae também evidencia, em estudos, que negócios de mulheres negras tendem a ser menores, menos formalizados e com renda média inferior.

Políticas públicas

O cenário evidencia a urgência de um olhar mais atento para a trajetória profissional feminina, especialmente para o desenvolvimento do setor no país. 

A deputada federal Adriana Ventura (NOVO/SP) lamenta a falta de apoio e de crédito para as mulheres no contexto do empreendedorismo. Segundo ela, é preciso que entidades se preocupem em capacitar mulheres para que não “dependam de ninguém”. 

“Temos algumas iniciativas muito importantes e trabalhos de entidades sérias que realmente querem colocar a mulher onde ela merece estar, capacitá-la e dar todo o apoio necessário. Muitas vezes, a mulher vem empreender por necessidade. São várias as ocasiões em que se vê a falta de conhecimento específico, de apoio, de crédito. Por isso, é muito importante que possamos contar com entidades como a CACB, como o CMEC e tantas outras que buscam realmente inserir a mulher no mercado, para que ela possa se desenvolver, crescer, deixar situações de pobreza e passar a não depender de ninguém”, afirma.

Ventura ressalta ainda que “no mês da mulher, é primordial que todos nós pensemos na importância da mulher na formação de uma sociedade. E, para isso, o empreendedorismo é essencial”. 

Brada Cotait reforça que, em 2026, é preciso consolidar os ganhos de participação feminina no setor. Da mesma forma, reduzir diferentes vulnerabilidades que limitam o avanço das mulheres. Para ela, as políticas públicas devem priorizar as seguintes frentes:

  • Linhas de crédito: ampliar produtos financeiros com juros e garantias compatíveis à realidade de micro e pequenas empresárias, incluindo planos específicos para MEIs lideradas por mulheres e por negras.
  • Desburocratização dos serviços: expandir e digitalizar capacitação, consultorias e redes de mentoria, com oferta em horários e formatos compatíveis com jornadas reduzidas.
  • Compras públicas: criar cotas e estímulos para que compras governamentais e grandes cadeias contratem produtos e serviços de empreendedoras.

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05/03/2026 04:55h

COP30 marcou a convergência entre governo, setor privado e sociedade civil, ao consolidar o protagonismo da indústria brasileira na agenda climática e preparar o caminho para entregas na COP31, na Turquia

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou, nesta quarta-feira (4), em Brasília, os resultados da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém (PA), e as perspectivas do setor produtivo para a COP31, que ocorrerá na Turquia. O encontro, intitulado “Pós-COP30: o papel da indústria na agenda de clima”, promoveu dois painéis temáticos voltados à análise dos avanços e desafios do tema.

Na avaliação da entidade, a conferência consolidou uma nova percepção sobre o papel da indústria na pauta ambiental: o setor produtivo deixou de ser visto como obstáculo e passou a ser reconhecido como agente fundamental na busca por soluções para a crise climática.

A secretária-executiva da COP30, Ana Toni, afirmou que um dos maiores legados do evento foi a convergência entre os setores público e privado. “O Brasil chegou junto, público e privado, sociedade civil e movimentos sociais, para mostrar o país como um grande provedor de soluções climáticas.”

Segundo ela, o multilateralismo passou a operar no consenso entre países e a articulação por meio de coalizões, como a Sustainable Business COP (SB COP), lançada pela CNI para articular ações de sustentabilidade do setor privado e apoiar as negociações climáticas da ONU.

Para o diretor de Relações Institucionais da Confederação, Roberto Muniz, “o multilateralismo é uma saída para um planeta mais justo e uma unidade com futuro”.

COP da implementação

O vice-presidente da CNI e presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), Marcelo Thomé, classificou a COP30 como um “marco na história das conferências sobre o clima”, ao destacar o evento como a “COP da implementação”.

Entre os avanços estão: 

  • Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), voltado a atrair investimentos para a conservação e a restauração desses ecossistemas essenciais à estabilidade climática; e 
  • Coalizão Aberta dos Mercados Regulados de Carbono, iniciativa liderada pelo Brasil e apoiada pela União Europeia e por países como China, Canadá e México, com o objetivo de acelerar a descarbonização da economia e apoiar as metas climáticas nacionais.

De acordo com Thomé, “o combate ao aquecimento global exige cooperação e iniciativas coordenadas, realistas e ambiciosas. Ficou claro, ainda, que é preciso acelerar as ações e traçar um plano robusto para chegarmos à COP31 com realizações que contribuam para o cumprimento das metas climáticas”. 

SB COP

A SB COP reuniu empresas de mais de 60 países em um ano de existência e se tornou uma das principais iniciativas empresariais voltadas à agenda climática. O chair da coalizão, Ricardo Mussa, afirmou que “o principal foco agora é conseguir implementar e influenciar mais”, ao anunciar planos de criar uma “SB COP local” para fortalecer a atuação no Brasil.

O High-Level Climate Champion da COP30, Dan Ioschpe, ressaltou que o setor produtivo não atua apenas como espectador da transição, mas como protagonista, e destacou que Belém deixou resultados práticos na agenda de ação. Ele citou três exemplos de frentes diversas:

  • Setor elétrico: a Utilities for Net Zero Alliance elevou a meta de investimentos para US$ 148 bilhões por ano, totalizando US$ 1 trilhão até 2030, com projetos estruturados para modernizar redes e apoiar a triplicação da capacidade global de energias renováveis, em consonância com o Acordo de Paris.
  • Mercados de carbono: uma coalizão definiu princípios comuns para destravar US$ 50 bilhões anuais em financiamento climático, ao criar condições para que empresas integrem créditos de alta integridade às suas estratégias.
  • Logística: o projeto brasileiro Laneshift e-Dutra prevê a implantação de mil caminhões elétricos e infraestrutura de recarga no corredor Rio-São Paulo até 2030, com potencial de evitar a emissão de 75 mil toneladas de CO₂ por ano.

COP31: Turquia e Austrália

A entidade aponta que as perspectivas do setor produtivo para a COP31 representam a continuidade do trabalho iniciado em Belém

O embaixador da Turquia no Brasil, Halil Ibrahim Akça, afirmou que o país trabalha para que a próxima conferência também tenha foco na implementação, com prioridades em resiliência climática, economia circular e inovação verde. “A capacidade inovadora do setor privado desempenhará um papel fundamental”, disse.

Parceira do país euro-asiático na organização, a Austrália deve concentrar esforços na condução das negociações. A embaixadora australiana no Brasil, Sophie Davies, elogiou a diplomacia climática brasileira e enfatizou que “a COP31 será, em última análise, julgada não pela retórica, mas pelos resultados”.

A indústria brasileira sinalizou a intenção de chegar à COP31, na Turquia, com resultados concretos. Entre as iniciativas em desenvolvimento estão o mapa do caminho para o fim do desmatamento e a transição dos combustíveis fósseis. Com essa estratégia, a CNI busca transformar a confiança no multilateralismo em uma política permanente de desenvolvimento econômico e sustentabilidade.

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04/03/2026 04:45h

Encontro reuniu lideranças para ampliar a presença de mulheres em pautas estratégicas da economia global e consolidou parcerias voltadas à capacitação, à inovação e ao desenvolvimento de negócios

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Brasília (DF) sediou nesta terça-feira (3), no Royal Tulip, a 5ª edição do Women Entrepreneur Forum (WE Forum), encontro voltado ao intercâmbio e fortalecimento do empreendedorismo feminino

A conferência apresentou cinco painéis temáticos que destacaram diversas frentes de atuação, com o objetivo de ampliar o protagonismo das mulheres em pautas estratégicas da economia global. O evento reuniu representantes de instituições nacionais e internacionais, empresárias e lideranças.

Segundo a presidente do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), Ana Claudia Brada Cotait, a interação internacional é essencial para o avanço do setor. “É fundamental trazer CEOs internacionais para discutir assuntos com CEOs nacionais. Um evento como o WE Forum gera conhecimento, networking e parcerias. Esse é o foco: que todas as mulheres participem e saiam daqui melhores do que entraram”, destacou.

Para Monica Monteiro, presidente do capítulo brasileiro da Women’s Business Alliance do BRICS, “o evento está consolidando exatamente aquilo que sempre buscamos: caminhar em rede. Essa rede está aumentando e só tem a melhorar cada vez mais quando nos conectamos com o mundo. As mulheres precisam estar em rede, precisamos dessa nossa proteção social tanto na área financeira quanto na área de negócios.”

Protagonismo feminino

Carla Pinheiro, presidente do Conselho Empresarial de Mulheres da FIRJAN, ressaltou a pluralidade do encontro: “o mais legal desse evento é a diversidade, não só de pessoas, mas também de países e culturas que estão aqui representadas. A gente consegue perceber que as dores são iguais no mundo inteiro. Quando a gente fala de BRICS, tem mais similaridades ainda possíveis, então acho que essa troca é muito importante.”

Já a consultora especialista em sustentabilidade, Roseane Santos, afirmou que “o evento mexe estruturalmente com o avanço da pauta da diversidade e da inclusão da mulher”. 

“O empreendedorismo sempre foi tratado como uma agenda predominantemente masculina, por razões históricas e sociais. Então cabe a gente, de uma maneira mais exponencial, comprometida e estratégica, escalar esses números em pés de igualdade, para que a gente tenha, de fato, mulheres na liderança”, complementa.

Amrita Bahr, professora de Direito do Comércio Internacional do Instituto Tecnológico do México e integrante do Programa de Cátedras da Organização Mundial do Comércio (OMC), destacou a união promovida pelo encontro multilateral.

“Esses fóruns nos dizem que não estamos sozinhas. Estamos juntas, somos um grupo muito forte, composto por especialistas, negociadoras, gestoras públicas e empresas lideradas por mulheres. Quando nos unimos, conseguimos enfrentar com mais facilidade os problemas do dia a dia.”, disse.

Acordos

A conferência marcou ainda a assinatura de dois acordos de cooperação internacional, com Moçambique e Índia.

No caso de Moçambique, o entendimento foi celebrado entre o CMEC e a empresa Kumera. O projeto prevê ações de capacitação, incentivo à formalização de negócios e fortalecimento do associativismo, inspirados na experiência brasileira.

Já em relação à Índia, a parceria foi estabelecida entre a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e a Câmara de Comércio e Indústria do país sul-asiático. A iniciativa tem como foco a troca de experiências nas áreas de inovação, inteligência artificial e educação empreendedora.

WE Forum

O WE Forum foi organizado pela CACB, em parceria com o CMEC, o Sebrae e a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O evento integra a programação do Movimente 2026, iniciativa do Sebrae-DF realizada tradicionalmente em março, mês dedicado às mulheres, que busca promover a autonomia econômica e a igualdade de gênero.

A programação segue em formato digital entre os dias 4 e 6 de março, das 9h às 17h, com rodadas de negócios virtuais realizadas na plataforma ConnectAmericas.

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03/03/2026 04:30h

Ações emergenciais e habilitação de novos serviços serão implementadas em Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa, municípios afetados pelo desastre climático

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O governo federal autorizou cerca de R$ 16,4 milhões em recursos destinados à assistência em saúde para os municípios de Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa, na Zona da Mata de Minas Gerais. A medida busca atender à população afetada pelos desastres climáticos provocados pelas chuvas que atingiram a região.

Do montante, R$ 12,5 milhões serão aplicados de forma emergencial, com o objetivo de suprir as principais necessidades imediatas das comunidades. Outros R$ 3,8 milhões foram distribuídos para a habilitação de novos serviços de saúde.

Medidas emergenciais

Para ampliar o acesso gratuito a medicamentos e insumos, o Ministério da Saúde (MS), a partir desta segunda-feira (2), flexibilizará as regras de dispensação do Programa Farmácia Popular do Brasil (PFPB) para a população afetada. 

A pasta também destinou nove kits emergenciais de saúde para a região, com capacidade para atender 13,5 mil pessoas no período. Cada conjunto contém 16 itens estratégicos e 32 remédios, entre eles:

  • antibióticos;
  • analgésicos;
  • anti-hipertensivos;
  • soluções injetáveis;
  • ataduras;
  • gaze;
  • dispositivos de infusão;
  • seringas;
  • luvas; e
  • máscaras. 

Além disso, o MS coordenou a doação de 318 mil fraldas, sendo 101 mil unidades para adultos e 217 mil destinadas a crianças. A iniciativa foi articulada em parceria com a CCM Indústria de Descartáveis e com a Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar), a fim de atender grupos em situação de vulnerabilidade social.

Habilitação de serviços

As comunidades da Zona da Mata mineira receberam novos equipamentos e estruturas para reforçar a rede de saúde:

  • 50 ambulâncias do SAMU 192;
  • uma carreta do programa Agora Tem Especialistas; e 
  • seis unidades móveis destinadas à  Atenção Primária.

A carreta, equipada para a realização de exames de imagem, como tomografia e ultrassonografia, passa a atender a população a partir desta segunda-feira (2), em Juiz de Fora. 

As unidades móveis devem fortalecer a Atenção Primária e apoiar as ações da Força Nacional do SUS. O município de Juiz de Fora recebeu duas dessas estruturas, enquanto Ubá foi contemplado com quatro unidades.

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02/03/2026 07:00h

Documento aprovado orienta políticas públicas de desenvolvimento urbano, com foco em habitação, mobilidade, saneamento, sustentabilidade e clima

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A 6ª Conferência Nacional das Cidades, realizada em Brasília (DF) entre 24 e 27 de fevereiro, aprovou o documento responsável por atualizar as diretrizes da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU). O material servirá de guia para a formulação das políticas públicas voltadas à gestão urbana nos próximos anos.

Segundo o Ministério das Cidades (MCID), cerca de 2 mil delegados das cinco regiões do país participaram da homologação do caderno de propostas. Das 249 contribuições apresentadas, aproximadamente 90% foram aprovadas e passaram a integrar ou modificar as diretrizes da PNDU. 

Entre os eixos incorporados estão:

  • habitação;
  • saneamento;
  • mobilidade urbana;
  • regularização fundiária e periferias;
  • cooperação interfederativa;
  • regiões metropolitanas;
  • financiamento;
  • transformações digitais e acessibilidade tecnológica;
  • segurança cidadã e enfrentamento ao controle armado em territórios populares;
  • sustentabilidade e clima.

O texto final reúne sugestões das etapas municipais e estaduais, além das salas temáticas realizadas durante o evento. Nesses espaços, representantes do governo, da sociedade civil, de movimentos sociais e especialistas discutiram propostas setoriais para enfrentar os principais desafios das cidades brasileiras

Mudanças climáticas

Diante da tragédia climática em Minas Gerais, nos municípios de Juiz de Fora e Ubá, o ministro das Cidades, Jader Filho, ressaltou a urgência de ampliar os investimentos em prevenção

“Para tornar nossas cidades mais resilientes, adaptadas e preparadas para os eventos climáticos, temos que colocar recursos, e é o que o governo federal tem feito. O que está acontecendo agora em Juiz de Fora e Ubá mostra que precisamos ter pressa com prevenção”, afirmou.

Conselho das Cidades

Na ocasião, também foram anunciadas e homologadas as entidades que assumem a nova gestão do Conselho das Cidades (ConCidades).

Criado em 2004, o ConCidades funciona como órgão colegiado vinculado ao MCID, com caráter deliberativo e consultivo. Entre as atribuições estão propor diretrizes, programas, normas, instrumentos e prioridades, além de acompanhar e avaliar a execução da PNDU.

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