Carnaval

14/02/2026 04:10h

Força terá contingente integralmente direcionado para o monitoramento da malha federal entre esta sexta (13) e o fim da Quarta-Feira de Cinzas (18)

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) iniciou, nesta sexta-feira (13), a Operação Carnaval 2026, para intensificar a fiscalização da mistura entre direção e álcool e de outros comportamentos lesivos no trânsito em todo o território nacional durante o feriado. A ação é a última fase da Operação Rodovida, lançada em dezembro de 2025, e é voltada para a garantia da segurança no trânsito durante o período festivo.

Já característica do período carnavalesco, a operação é a maior do calendário anual da PRF e contará, entre as zero horas desta sexta e 23h59 da Quarta-Feira de Cinzas (18), com a mobilização integral da força de trabalho da instituição para monitorar e fiscalizar a malha rodoviária federal, com foco na segurança viária e atenção redobrada às infrações relacionadas à mistura entre álcool e direção, excesso de velocidade e ultrapassagens proibidas, comumente responsáveis pelo maior número de acidentes e pelos de maior letalidade.

O diretor-geral da PRF, Fernando Oliveira, explica que o Carnaval é o evento mais associado ao consumo de bebidas alcoólicas em larga escala, e que isso se torna um problema quando esse consumo se relaciona à direção, “transformando veículos em armas”. “Por isso o rigor na fiscalização e a tolerância zero com motoristas que insistem em beber e dirigir, colocando em risco a própria vida e a das famílias que usam as rodovias federais para seus deslocamentos”, conclui.

Em 2025, a PRF realizou mais de 3,5 milhões de testes de alcoolemia e multou mais de 7.900 motoristas por dirigirem sob efeito de álcool em rodovias federais. Além dos multados, outros 43 mil foram notificados por se recusarem a fazer o teste do etilômetro — uma média de 51 flagrantes por dia, apenas em BRs.

Recomendações para viagens seguras

A PRF emitiu uma lista de recomendações aos foliões que pretendem viajar de automóvel neste Carnaval. As indicações tratam de viagens de carro e até motocicletas, para trajetos curtos ou longos.

  • Planeje sua viagem e faça a revisão de seu veículo. É fundamental verificar a presença e o funcionamento de todos os equipamentos obrigatórios, bem como toda a documentação do veículo e do condutor.
  • Respeite os limites de velocidade e obedeça a sinalização. Onde não existir sinalização ou se esta estiver prejudicada, mantenha a velocidade compatível com as condições da via.
  • O condutor e todos os passageiros do veículo devem utilizar o cinto de segurança. Crianças menores de 7 anos e meio devem estar utilizando o bebê conforto, cadeirinha e/ou assento de elevação. Em caso de descumprimento, o condutor poderá ter a viagem interrompida até a regularização da infração.
  • Ultrapasse sempre pela esquerda, somente em locais permitidos e onde haja todas as condições necessárias para execução da manobra com segurança. 
  • Mantenha distância segura do veículo à frente, a fim de se evitar colisões traseiras nos casos de freadas bruscas.
  • Cuidado com os pedestres, principalmente em perímetros urbanos cortados por rodovias. Redobre a atenção e reduza a velocidade sempre que verificar a presença de pedestres nos acostamentos, próximos a passarelas e às margens das rodovias.
  • Leve alimentos leves e água para situações como congestionamentos e interdições.
  • Com chuva, acione os limpadores de para-brisa, diminua a velocidade e aumente a distância em relação ao veículo que segue à frente. Se necessário, pare, mas fora do acostamento.
  • Motociclista e passageiros devem usar o capacete sempre. Mantenha distância das laterais traseiras dos veículos, que provocam o chamado “ponto cego”. Não trafegue próximo a caminhões, pois o deslocamento de ar produzido por esses veículos pode desestabilizar a motocicleta. 
  • Trafegue sempre com os faróis acesos, mesmo durante o dia. Isso aumenta a visibilidade aos demais condutores e pedestres, além de melhorar a percepção de distância aproximada.

 

Com informações da Polícia Rodoviária Federal.

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14/02/2026 04:05h

Número representa uma alta de 22% em comparação ao ano anterior, segundo dados das Secretarias de Turismo estaduais; destaques são para ocupação hoteleira no Sudeste e alta movimentação no Nordeste

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O Carnaval 2026 deve movimentar mais de 65 milhões de pessoas nas ruas de todo o Brasil. Dados das Secretarias de Turismo estaduais apontam alta de 22% em comparação ao ano passado. Os polos da folia seguem nas capitais brasileiras, como Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, Olinda e Recife, reunindo 40 milhões de foliões brasileiros e estrangeiros.

O Ministério do Turismo destaca que o fluxo de turistas impulsiona a ocupação hoteleira e movimenta o setor de serviços. 

Impacto econômico e ocupação hoteleira no Sudeste 

A Região Sudeste, por exemplo, concentra os números mais expressivos da folia. Em São Paulo, a expectativa é superar a marca de 16 milhões de foliões de 2025. A cidade possui mais de 600 blocos cadastrados para desfilar pelas ruas da capital paulista. 

Já no Rio de Janeiro, serão mais de 462 blocos. A Riotur projeta que 8 milhões de pessoas se movimentem pelas ruas da cidade, com um volume de R$ 5,7 bilhões na economia local. 

A rede hoteleira também foi impactada positivamente pelo feriado. Na capital carioca a rede opera quase em capacidade máxima, com 98% de ocupação.

Em Minas Gerais, a previsão também é de crescimento econômico. A capital, Belo Horizonte, projeta reunir 6,2 milhões de foliões, conforme a Belotur. Do total, cerca de 20% desse público é formado por turistas — com avanço de 2% em relação a 2025.

A expectativa é de que o impacto econômico supere R$ 1 bilhão, considerando a taxa de ocupação hoteleira estimada em 75% . A cidade mineira reúne cerca de 60 blocos.

Movimentação turística no Nordeste

A Região Nordeste também se destaca como um dos principais destinos turísticos durante o período de Carnaval. 

Em Salvador (BA), a expectativa é superar os 11 milhões de foliões de 2025, com a chegada de cerca de 1,2 milhão de visitantes entre 12 e 18 de fevereiro – período oficial da festa, de acordo com o Observatório do Turismo da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult). 

O volume de turistas representa alta de 10,2% ante o ano anterior. O fluxo também deve aumentar o percentual de ocupação dos hotéis acima de 90%.

Segundo a Prefeitura do Recife, a capital pernambucana espera reunir mais de 3,6 milhões de foliões. A cidade vai contar com cerca de 70 atrações nos seis dias de festa. A movimentação financeira pode chegar a R$ 2,7 bilhões na economia local.

Já Olinda (PE) espera receber mais de 4 milhões de foliões, com vistas a superar o ano anterior. 
 

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09/02/2026 04:20h

Sem sessões plenárias marcadas, principais compromissos ficam por conta de comissões

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A uma semana do Carnaval, o Congresso Nacional já está em clima de feriado. Após os inícios dos trabalhos na semana passada, com votações importantes, como a Medida Provisória que instituiu o programa Gás do Povo e o reajuste com penduricalhos para servidores do legislativo, as casas legislativas devem ter pouca movimentação nos próximos dias.

Comissões Parlamentares

Sem nenhuma sessão plenária, tanto na Câmara dos Deputados como no Senado Federal, os principais compromissos ficam por conta das comissões parlamentares de inquérito em andamento.

A CPMI que apura as fraudes bilionárias em benefícios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ouve, nesta segunda-feira (9), o empresário Paulo Camisotti e o deputado maranhense Edson Araújo (PSB), investigados por suposta participação nos golpes contra aposentados.

Já senadores seguem com as apurações sobre a atuação e a expansão de organizações criminosas no território brasileiro. Na terça-feira (10), estão previstas as participações da governadora pernambucana Raquel Lyra e do secretário de Defesa Social do estado, Alessandro Carvalho de Mattos. Já na quarta (11), devem comparecer o governador fluminense, Cláudio Castro, ao lado do secretário de Segurança Pública, Victor dos Santos.

Câmara dos Deputados

A semana começa com uma atípica reunião de líderes nesta segunda-feira (9), na residência oficial da presidência da Câmara. Normalmente, esse encontro é realizado às quintas-feiras, no gabinete da casa no Congresso Nacional.

Apesar de não constar no site oficial da Câmara, a reportagem do portal Brasil 61 apurou que a Secretaria-geral da Mesa convocou três sessões plenárias, mas em formato semipresencial, sem obrigação de participação.

As únicas agendas que constam são de algumas comissões. O Conselho de Ética da Casa dá continuidade aos depoimentos de testemunhas sobre a ocupação da cadeira da presidência por deputados bolsonaristas, em agosto do ano passado, que impediram que o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) assumisse o comando da sessão. Já a Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) inicia a análise do acordo provisório de comércio entre o grupo sul-americano e a União Europeia, assinado em janeiro deste ano.

Senado

Com exceção das comissões, não há qualquer movimentação entre senadores. Para esta reportagem, lideranças afirmam que a tendência é que a casa retome os trabalhos de vez após o Carnaval.

Além das CPIs, os senadores da Comissão de Assuntos Econômicos devem se reunir. Na pauta estão a análise do relatório de projetos e a primeira reunião para acompanhar as investigações sobre o Banco Master, que causou prejuízo bilionário ao sistema financeiro nacional com a venda de investimentos falsos.

Há ainda a recém instalada Comissão Mista para análise da medida provisória (MPV 1.323/2025) que muda as regras do seguro-defeso. O governo federal determinou mudanças no rigor da análise para liberação do benefício, concedido a pescadores artesanais durante o período em que a pesca é suspensa para proteger a reprodução das espécies. A comissão pode definir o plano de trabalho.

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08/02/2026 04:00h

Casos caem no país, mas influenza A cresce no Norte nas últimas semanas, aponta Fiocruz

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A edição mais recente do Boletim InfoGripe, divulgada nesta quinta-feira (5) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), alerta para os cuidados que devem ser adotados durante o Carnaval para prevenir a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

A recomendação é feita apesar da queda dos casos no país, atribuída à baixa circulação da maioria dos vírus respiratórios como influenza A, Covid-19 e vírus sincicial respiratório (VSR).

A exceção é a Região Norte. Estados como Acre, Amazonas, Roraima e Rondônia vêm apresentando incidência elevada de SRAG e tendência de crescimento nas últimas semanas.

A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, Tatiana Portella, reforça as orientações que devem ser seguidas durante o Carnaval, especialmente nos estados do Norte. Segundo ela, pessoas com sintomas gripais devem, de preferência, permanecer em casa e em repouso. Caso participem dos festejos, mesmo com sintomas, a recomendação é utilizar uma boa máscara e priorizar locais bem arejados, para reduzir as chances de transmissão.

Diante do aumento de casos de influenza A no Norte, Tatiana destaca ainda a importância de que os grupos prioritários da região — como idosos, indígenas, pessoas com comorbidades e profissionais de saúde — se vacinem o quanto antes contra o vírus.

Além disso, com a aproximação do período sazonal do VSR, a pesquisadora ressalta que é essencial que gestantes a partir da 28ª semana se vacinem, garantindo proteção aos bebês após o nascimento.

Prevalência dos vírus

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:

  • 19,3% de influenza A
  • 2% de influenza B
  • 11,2% de VSR
  • 32% de rinovírus
  • 22,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:

  • 24,3% de influenza A
  • 5,4% de influenza B
  • 1,8% de VSR
  • 16,2% de rinovírus
  • 45% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 31 de janeiro, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 4. Confira outros detalhes no link.

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02/02/2026 04:40h

A expectativa é de que o feriado gere a abertura de 39,2 mil vagas de emprego temporárias, segundo levantamentos da CNC e da FecomercioSP

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O Carnaval de 2026 promete movimentar de forma contundente a atividade turística do país em fevereiro. A projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) é de uma movimentação financeira recorde de R$14,48 bilhões durante o feriado — o que representaria um crescimento real de 3,8% em relação ao mesmo período de 2025 —, enquanto a projeção da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) é de um faturamento de R$18,6 bilhões para o mês de fevereiro — crescimento de 10% em relação ao ano passado.

Ainda segundo o levantamento da CNC, a expectativa é de que o fluxo de turistas estrangeiros durante o período e a estabilização dos preços de serviços essenciais gere a abertura de 39,2 mil vagas de empregos temporários

Segundo o Ministério do Turismo, o desempenho reflete o momento positivo vivido pelo setor, sustentado pelo aumento da geração de empregos e pela desaceleração da inflação, fatores que fortalecem o consumo e estimulam as viagens pelo país.

Além das grandes viagens internacionais, os deslocamentos de curta distância e regionais também contribuem de forma significativa para a economia local, segundo o Ministério do Turismo e a FecomercioSP, o que beneficia hotéis, pousadas, bares, restaurantes, guias de turismo e prestadores de serviços em destinos urbanos e litorâneos.

Segundo levantamento da plataforma Booking.com, destinos como Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e Belo Horizonte (MG) estão no topo da lista de preferência de viajantes de perfis que buscam combinar praia, calor e grandes festas e até aqueles que querem aproveitar intensamente a folia urbana. Quando considerados os turistas internacionais, Florianópolis (SC) e São Paulo (SP) também integram os destinos mais almejados para o período.

Com informações do Ministério do Turismo, FecomercioSP e CNC.

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06/03/2025 00:06h

De acordo com o Ministério da Saúde, as mortes por afogamento podem ser evitadas com alguns cuidados. Entre as recomendações estão assegurar a supervisão de crianças por adultos enquanto estiverem na água

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No período de Carnaval, é comum que muitos brasileiros façam uma programação para passar o feriado em locais com praias, cachoeiras e clubes aquáticos, por exemplo. Diante disso, é importante ficar atento aos riscos de afogamento. 

De acordo com o Ministério da Saúde, entre 2010 e 2023, o país registrou 71.663 mortes por esse tipo de acidente. As vítimas mais comuns são crianças e adolescentes. No período analisado, 12.662 casos envolveram adolescentes de 10 a 19 anos. Já 5.878 tiveram como vítimas crianças de 1 a 4 anos.

Este ano, o Rio Grande do Sul contou com o maior número de mortes por afogamento durante o Carnaval nos últimos cinco anos. De acordo com levantamento do Corpo de Bombeiros, pelo menos 11 óbitos foram registrados entre sábado (1º) e segunda-feira (3). Os casos mais recentes ocorreram em Porto Alegre e Eldorado do Sul. No mesmo período do ano passado, houve três mortes, enquanto em 2023, uma. 

No Paraná, um levantamento do Corpo de Bombeiros revela que, de 1º de fevereiro a 4 de março, 98 pessoas foram resgatadas no litoral do estado. No entanto, foi confirmada uma morte por afogamento.

Sudeste

No Sudeste brasileiro, entre 28 de fevereiro e 3 de março, foram registrados 11 casos de afogamento em Minas Gerais. Do total, 6 terminaram em morte. De acordo com o Corpo de Bombeiros, no Carnaval do ano passado nove pessoas morreram afogadas no estado. Todas as vítimas eram homens e tinham idade entre 35 e 64 anos.

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Em São Paulo, também houve mortes por afogamento durante o feriado. De acordo com o Grupamento de Bombeiros Marítimos, quatro pessoas morreram em decorrência desse tipo de acidente, entre 28 de fevereiro e 4 de março. Os óbitos foram registrados nos municípios de Guarujá, Santos, Bertioga e Itanhaém. Ao todo, foram 76 registros de ocorrências durante o Carnaval. 

Centro-Oeste

Já em Goiás, pelo menos três pessoas morreram afogadas no Carnaval. Uma das vítimas tinha 16 anos de idade e morreu em São João d'Aliança. Outra vítima morreu em Santo Antônio do Descoberto. Trata-se um homem de 60 anos. A terceira vítima veio a óbito no Lago das Brisas, em Buriti Alegre.

Norte

No estado amazonense, um adolescente de 16 anos morreu afogado no Rio Amazonas. O corpo da vítima foi encontrado próximo ao píer da Praça Digital, em Parintins. O jovem e um amigo foram filmados no momento em que se afogavam.

Nordeste

Em Sergipe, apesar de nenhuma morte ter sido confirmada durante o Carnaval, foram registrados quatro afogamentos, até a manhã desta terça-feira (4). De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do estado, são intensificados alertas para os riscos de afogamento em praias, rios e outros balneários.

Recomendações do Ministério da Saúde

De acordo com o Ministério da Saúde, as mortes por afogamento podem ser evitadas com alguns cuidados. São eles: 

  • Assegurar a supervisão de crianças por adultos enquanto estiverem na água ou próximo
  • Evitar deixar brinquedos e outros atrativos próximos à piscina e reservatórios de água
  • Proteger piscinas, poços e reservatórios com barreiras que impeçam o acesso à água
  • Evitar brincadeiras inadequadas na água como corridas, empurrões e saltos
  • Observar e respeitar as sinalizações em praias, rios e lagos que indiquem áreas com alto risco de afogamento
  • Evitar nadar em áreas profundas, de profundidade desconhecida ou distantes da margem
  • Não entrar na água durante condições climáticas desfavoráveis, como raios, trovões, tempestades, ventanias ou quando o mar estiver agitado.
     
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01/03/2025 00:02h

Com previsão de faturamento de R$ 12 bilhões nos quatro dias de festa, destinos no Nordeste e Rio de Janeiro lideram ranking dos locais mais procurados

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O intervalo maior entre as festas de fim de ano e o feriado de Carnaval — que deu mais tempo para que as pessoas planejassem suas viagens — foi um dos fatores que influenciaram o aumento das vendas para o período este ano, que deve chegar a 20% em relação ao ano passado, segundo um levantamento da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo, a Braztoa. 

A grande quantidade de ofertas de locais que atendem a todos os gostos, de praias paradisíacas a cidades onde os blocos tomam conta das ruas, também ajudou a alcançar o índice, já que sempre haverá ofertas de acordo com o perfil do turista. 

Este ano, liderando a lista dos lugares mais procurados no Carnaval, estão Maceió (AL) e Porto de Galinhas (PE), empatados em primeiro lugar. Já o segundo destino mais procurado são as cidades da Linha Verde da Bahia, que inclui Sauípe, Imbassaí, mas com destaque para a Praia do Forte, e, em terceiro lugar, o Rio de Janeiro aparece empatado com Salvador e Porto Seguro. 

Recife é o quarto destino mais procurado no período e Natal (RN) e Foz do Iguaçu (PR) completam a lista dos locais mais buscados para a folia. 

Lucratividade da folia

Dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC) projetam um crescimento de 2,1% nas vendas deste ano em relação a 2023 e preveem que os quatro dias de festa devem movimentar R$ 12 bilhões no país, fazendo da festa de 2024 o Carnaval mais lucrativo desde 2015.

Dados coletados nas secretarias estaduais de turismo e compilados pelo Ministério do Turismo levam a crer que cerca de 53 milhões de pessoas devem pular o Carnaval este ano, o que representa 8% a mais do que no ano passado.

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28/02/2025 17:00h

SC, MG e SP lideram a lista de 152 pontos críticos nas estradas do país; juntos, representam um terço dos locais mais perigosos do Brasil

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A operação Carnaval, da Polícia Rodoviária Federal, começou à 0h00 desta sexta-feira (28) nas estradas de todo o pais e vai até a quarta-feira de cinzas, dia 5 de março.

Com efetivo ampliado para intensificar a fiscalização e prevenção de acidentes, a PRF mapeou 152 pontos críticos nas rodovias federais que terão atenção especial dos agentes no feriado, mas também exigem que os motoristas fiquem alertas. 

Os trechos mais críticos das rodovias federais cortam sete estados. São eles: 

  • Santa Catarina - 27 pontos
  • Minas Gerais - 19 pontos
  • São Paulo - 9 pontos
  • Paraná - 16 pontos
  • Rio de Janeiro - 16 pontos
  • Pernambuco - 7 pontos
  • Bahia - 3 pontos

Além destes 97 pontos concentrados em sete estados, outros trechos também são considerados críticos e ficam em rodovias federais que cortam o Distrito Federal, Goiás, Paraíba, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. 

Ao todo, 16 estados possuem trechos perigosos em suas rodovias, segundo o mapeamento da PRF. Nesses locais, durante os dias da operação, haverá reforço na fiscalização com mais agentes nas estradas, serão 3.300 no total. Para isso, a PRF vai usar drones e terá as equipes posicionadas em pontos estratégicos.

Segundo levantamento da PRF, as motocicletas são maioria entre os veículos envolvidos nos acidentes nesses trechos, onde a maioria das batidas são causadas por excesso de velocidade. A análise é baseada em dados de 2017 a 2020 e de 2023 e 2024.

Reduzir acidentes e garantir a vida do motorista

Este ano, a operação tem como principal objetivo reduzir os acidentes e garantir a segurança das pistas durante o Carnaval, que é um dos períodos de maior movimento do ano. 

Para isso, o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Fernando Oliveira, explica que três são os aspetos que podem aumentar o risco de acidentes de trânsito.

“As vias, o próprio veículo e a condução. Então, a gente orienta a quem vai pegar a estrada, que se tiver condições climáticas muito ruins, faça uma pausa. Revise o carro para ter certeza de que está funcionando bem e lembre-se sempre que a condução precisa ser responsável. Evite o excesso de velocidade, a ultrapassagem indevida e jamais faça associação de álcool e direção.” 

Só em 2024, segundo dados da PRF, a mistura de álcool e volante causou 3.854 acidentes de trânsito, o que representou um aumento de 7% em relação a 2023.
 

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24/02/2025 00:03h

A capital baiana é primeira opção de 35% dos entrevistados

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Com a proximidade de uma das festas mais conhecidas do país, o Carnaval, muitos brasileiros começam a se programar para passar esse período em algum lugar onde a festa é mais tradicional. Este ano, Salvador deve ser o destino mais buscado na região Nordeste, de acordo com pesquisa realizada pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados.

Pelo levantamento, a capital baiana é a opção de 35% dos nordestinos, que elegeram a cidade como a melhor festa da região. Na sequência, aparecem Recife e Olinda, em Pernambuco, escolhidas por 24% e 13% dos nordestinos, respectivamente. 

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A pesquisa apresentou a pergunta espontânea, sem dar opções prévias aos entrevistados, que podiam escolher até 3 locais diferentes. Algumas pessoas ouvidas também citaram Bahia, que foi a opção de 12%. Outros 5% apontaram São Luís e Pernambuco. Já 41% citaram outras opções, enquanto 23% não sabiam ou não responderam. 

Renda

Ainda de acordo com a pesquisa, a preferência por Salvador aumenta de acordo com a renda, atingindo 58% entre as pessoas com renda familiar acima de 5 salários mínimos. A opção também se destaca entre os mais jovens, de 16 a 24 anos, que correspondem a 41% dos entrevistados; e entre quem tem ensino superior, que representam 47%.

Olinda, por sua vez, fica em 1º lugar entre os moradores de regiões metropolitanas em cidades nordestinas, com 44%. O município pernambucano também tem um desempenho relevante entre quem tem renda familiar superior a 5 salários mínimos, alcançando 33%, juntamente com Recife.
 

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14/02/2024 20:20h

São Paulo registrou aumento de 140% nas primeiras semanas de fevereiro, e especialistas alertam para importância de manter a vacinação em dia

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 Nuas ruas muita aglomeração, poucas medidas de higiene e uso de  máscara — só as de fantasia. Os novos casos de Covid-19 se mantiveram estáveis até a quinta semana do ano — quando foram registrados no Brasil mais 36.154 casos da doença — segundo o Ministério da Saúde. Mas, com o fim do Carnaval, o número de casos tende a aumentar ainda  mais. 

O gerente médico regional da rede D'Or no Distrito Federal, Fabrício Silva, explica que é comum esse tipo de aumento nesta época do ano. “Toda situação que gera aglomeração, festividades, eventos, aumenta a transmissão de infecções relacionadas ao trato respiratório, especialmente aquelas que são transmitidas por gotículas — como é o caso da Covid-19, Influenza A e B. Essa já é a realidade de aumento de transmissão e taxa de novas transmissões quando passamos por momentos como este.”

Com o grande deslocamento de pessoas que saíram de regiões onde a dengue ainda não está tão incidente para grandes centros — que passam por uma epidemia da doença — o médico ressalta que “isso deve aumentar também os casos de dengue, impactando inclusive, nos serviços de saúde.”

Consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia o médico Marcelo Daher, explica como esses casos têm se apresentado. 

“Os casos são mais leves, um quadro que simula um quadro gripal mais intenso, com muita dor de cabeça, tosse, febre, mal-estar. Na maioria dos casos não passa disso — e não há comprometimento pulmonar nem necessidade de internação.” 

São Paulo lidera os casos e as nmortes pela doença 

Na capital paulista, o número de casos aumentou 140% em duas semanas, como mostra uma análise feita por uma plataforma criada por pesquisadores da Universidade de São Paulo e da Unifesp. O levantamento mostra que a média móvel semanal subiu de 168 casos no dia 21 de janeiro para 404, no dia 4 de fevereiro — último dado disponível no painel da Secretaria Municipal da Saúde.

Até o início do carnaval, quando foi divulgado o último boletim epidemiológico pela Secretaria de Saúde de São Paulo, o estado contabilizava 6.783.295 casos de Covid. Desde 2020, foram 182.508 mortes pela doença no estado mais populoso do país. 

Como anda a vacinação

De acordo com o painel do Ministério da Saúde, que acompanha a vacinação em todo o país, foram aplicadas até hoje mais de 517 milhões de doses — contabilizando 1ª, 2ª, 3ª e ainda as doses de reforço. Já a vacina bivalente, indicada pelo Ministério para ser usada como dose de reforço para maiores de 12 anos com comorbidades ou adultos sem comorbidade, teve mais de 33 milhões de doses aplicadas no Brasil. 

Depois de pegar Covid logo no início da pandemia, e apresentar sintomas fortes da doença, a farmacêutica Jhennifer Souza, do Rio de Janeiro, conta que assim que a vacina foi disponibilizada, correu para se imunizar. 

“Tomei a vacina, as três doses de vacina, não cheguei a tomar a quarta. E acho que as medidas de proteção hoje são essenciais para não expandir mais ainda. Hoje não tenho mais medo da doença porque depois das doses acho que os sintomas são mais fracos e a situação ficou mais tranquila.” 

Os cuidados precisam continuar

A Covid-19 deixou de ser tratada como emergência de saúde desde 2023, e graças à vacinação, quem se infecta com a doença apresenta sintomas cada vez mais leves, parecidos com uma gripe ou sinusite. 

Ethel Maciel, secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, explica que apesar desse cenário, nas primeiras semanas de 2024, a Covid ainda é responsável pela morte de cerca de 20 pessoas por dia no país. “São pessoas com comorbidade, que não tomaram as vacinas ou já tomaram a última dose há mais de um ano e meio.” 

“É importante nesse momento que as pessoa que estão em grupo de risco, que têm doença de base, como pessoas que estão fazendo tratamento contra o câncer, hemodiálise, têm alguma doença reumatológica, que tomam altas doses de corticoide, que procurem o serviço de saúde e atualizam a sua vacinação.” 

Segundo a secretária, o mesmo vale para as crianças. Muitas ainda não foram vacinadas e os pais devem procurar as unidades de saúde, neste momento de início das aulas.
 

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