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Analista da CNI afirma que é cedo para falar em reversão definitiva do pessimismo do setor

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O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) avançou 2 pontos em maio e atingiu 47,2 pontos, segundo levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Apesar da alta, o indicador segue abaixo da linha dos 50 pontos — patamar que separa confiança da falta de confiança — e mantém o setor industrial em terreno pessimista há 17 meses consecutivos

O resultado interrompe uma sequência de três quedas seguidas do ICEI, mas ainda não compensa totalmente as perdas acumuladas entre fevereiro e abril de 2026, período em que o índice recuou 3,3 pontos.

Para o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, ainda não dá para prever que essa alta possa reverter o cenário de pessimismo.

“É cedo para dizer se essa alta que aconteceu em maio vai reverter totalmente esse movimento que vinha acontecendo, trazendo novas altas da confiança, capazes até de levar novamente o empresário para um campo de confiança”, avalia.

Melhoria das condições econômicas e das expectativas

O ICEI é composto por dois indicadores: o Índice de Condições Atuais, que mede a percepção dos empresários sobre a economia brasileira e as próprias empresas nos últimos seis meses, e o Índice de Expectativas, que avalia as perspectivas para o semestre seguinte. Ambos registraram avanço em maio, reduzindo o pessimismo observado em abril. 

O Índice de Condições Atuais subiu 2,4 pontos e alcançou 42,9 pontos. Mesmo com a alta, o indicador permanece abaixo dos 50 pontos, sinalizando que os empresários ainda consideram a situação econômica e empresarial pior do que há seis meses

Já o Índice de Expectativas avançou 1,7 ponto, passando de 47,6 para 49,3 pontos. Com isso, o indicador se aproximou da faixa de neutralidade, indicando uma percepção menos negativa para os próximos seis meses. 

“Quando se fala de condições atuais, tanto a avaliação com relação à empresa, como aquela com relação à economia brasileira, elas melhoraram, mas ainda estão no campo negativo. Então, os empresários ainda percebem piores as condições correntes, seja da sua empresa, seja da economia brasileira, mas essa percepção é menos negativa do que em abril”, destaca Azevedo. 

“Falando de expectativas, com relação à economia brasileira se tornaram menos negativas. Já as expectativas com relação à própria empresa, elas se tornaram mais positivas”, acrescenta. 

O levantamento completo pode ser consultado no site da CNI.

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11/05/2026 04:55h

Chamada Smart Factory seleciona 50 projetos de tecnologias industriais voltados ao aumento da produtividade de micro, pequenas e médias indústrias

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O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovaram 50 projetos de desenvolvimento de tecnologias industriais (veja lista abaixo) que receberão um aporte total de R$ 22,2 milhões por meio da chamada Smart Factory

A iniciativa integra o programa Brasil Mais Produtivo (B+P), na modalidade de transformação digital, e tem como objetivo oferecer apoio técnico e financeiro a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) que contribuam para o aumento da produtividade de micro, pequenas e médias indústrias (MPMEs)

Os R$ 22,2 milhões disponibilizados pelo BNDES e o SENAI correspondem a 70% dos custos dos projetos, enquanto os outros 30% serão financiados pelas empresas desenvolvedoras de tecnologia. Além dos recursos não reembolsáveis, o SENAI também disponibilizará especialistas dos Institutos SENAI de Inovação e Tecnologia, que irão apoiar o desenvolvimento e a implementação das soluções em 1.290 MPMEs industriais

Para a gerente de Operações de Inovação e Tecnologia do SENAI, Patricia Garcia Martins, a iniciativa permite que as empresas validem projetos tecnológicos diretamente em seus processos produtivos.

“Isso permite que essas empresas modernizem as suas operações, aumentem a sua produtividade e que elas tenham acesso a tecnologias que elas não tinham conhecimento ou que achavam que poderia ser muito distante da realidade delas”, ressalta.

Os projetos terão duração de até 12 meses, com possibilidade de prorrogação por mais seis meses. 

Projetos e empresas aprovadas

Segundo a gerente do SENAI, a ideia é que as empresas mantenham as tecnologias desenvolvidas em seus processos produtivos e estejam cada vez mais inseridas na transformação digital. 

“Tem tecnologias de inteligência artificial e machine learning que são usadas para fazer diagnóstico de manutenção, otimizar processo, planejar produção, fazer análise preditiva e qualquer tipo de sistema que seja mais inteligente em geral. Tecnologia de visão computacional aplicada para controle de qualidade, monitoramento de instrumentação, classificação automática de produtos. Tecnologias de automação e robótica que são mais voltadas para fazer automação de processo, como robôs”, detalha.

Confira os projetos e as empresas aprovadas

Ceará - 11 projetos

  • LegalAI Industrial: Inteligência Jurídica para a Indústria - Klisi Digitais Inovacoes Ltda
  • Sistema Inteligente de Acionamento E Monitoramento de Periféricos Industriais - Romazi Comercio E Industria De Plasticos Ltda
  • Metaltrack 4.0 - Galvao Construtora Ltda
  • Smart Flow AI - Frota Inteligente - Ocalco Systems Ltda
  • Ortusolis 4.0 - Ortusolis - Tecnologia, Industria E Comercio Ltda
  • Vertere Mind: Automação Da Execução De Planos De Melhoria Industrial - Vertere Inteligencia Artificial E Consultoria Empresarial Ltda
  • Supportdesk Pro - Josinaldo Da Silva Batista
  • Stoqfy - Lightkorp Servicos Em Consultoria E Projetos Ltda
  • Lubconsulta Inteligente - Inovauto Info Startup Ltda
  • Smartkitchen - Lucas & Braga Promocoes De Eventos Ltda
  • Quality Vision - Molidax Tecnologia E Inovacao Ltda

Distrito Federal - 7 projetos

  • Inteligência Energética Para A Indústria - Energia Digital LTDA
  • Manu - Agente De Diagnóstico Para Manutenção - CLICAR.Ai Inova Simples (I.S.)
  • Poliborda 4.0 – Polimento De Bordas De Rochas Naturais E Superfícies - Pedra Nobre Mármores E Granito Ltda
  • Creditshield Brasil - Investdrive Ltda
  • Taurus Ai - Thora Construção E Premoldados Ltda
  • Marceneiro Moderno - Lc7 Ambientes Planejados Ltda
  • Bizz - Sistema Inteligente De Apoio À Administração Industrial - Spin Engenharia De Automação

Espírito Santo - 1 projeto

  • Maximização Da Produtividade Industrial Via Monitoramento Energético Ubíquo - Zaruc Tecnologia S.A

Goiás - 9 projetos

  • Despacho Energético Inteligente Para Mpmes Com Biogás - Mwe Bioenergia Ltda
  • Biodigestão Em Rota Seca Com Automação Digital Para Agroindústrias - Ynni Bioenergia Ltda
  • Avyra Platform - Moove Service Ltda
  • Transformação Digital Na Calibração De Válvulas De Segurança Para MPMEs - Competec Maquinas Industria E Comercio Ltda
  • BITLOG: Monitoramento Inteligente De Condições Ambientais Logísticas Para Mpmes - Bit Eletronics
  • Plataforma Lis - Hd Editar E Inovar Ltda 
  • Rurax: A Sua Plataforma De Agronegócios - RX Plataforma Tecnologica Ltda
  • Smartstability: Predição Inteligente De Estabilidade Em Suplementos Alimentares - Predict Ai For Industry Ltda
  • Sistema De Gerenciamento E Decisão Automatizada Da Produção Industrial - 3R Indústria Ltda

Mato Grosso - 2 projetos

  • Data Hub Industrial – Futurai
  • Vision Box Para Aplicação Em Mpmes Industriais - TCX CREATIVE SOLUTIONS S.A.

Pará - 1 projeto

  • Robô Construtor - Raic - Rapid Artificial Intelligence Construction Ltda

Paraíba - 2 ´projetos

  • Jollity - Revigoradamente Tecnologia E Servicos Ltda
  • Medsyn Industrial: Saúde Inteligente Para Produtividade Industrial – Medsyn

Paraná - 5 projetos

  • Plataforma Inteligente Para Otimização Energética Na Intralogística Industrial - Cobe Tecnologia Ltda
  • Oxímetro Inteligente - Trevisan Equipamentos Agro-industriais LTDA
  • Genossensor Integrado À IA Para Detecção De Contaminação Microbiológica - Resiquant Industria Quimica Ltda 
  • Processos Na Indústria Alimentícia Com Bioinsumos De Arroz E Algoritmos - Big Brasil Innovation Global Pesquisa E Desenvolvimento Industria Comercio Serviços Importação E Exportação LTDA
  • Sistema Supervisório Para Gestão De Recursos E Parâmetros Em Processos De Sol. - Qs Engenharia E Gestão

Rio de Janeiro - 1 projeto

  • Fluviex: Monitoramento Não Invasivo De Instrumentação Por Visão Computacional - Controlar - Engenharia E Automacao Ltda

Rio Grande do Sul - 1 projeto

  • Sistema P&F De Controle De Produtividade - PEF Industria Eletronica Ltda

Santa Catarina - 3 projetos

  • Sistema Inteligente E Autônomo Para O Planejamento Da Produção Nas Indústrias - OPTIMIZA TECNOLOGIA LTDA
  • Tegra Sistema De Classificação Automática De Carcaças Bovinas - MONTINI TECNOLOGIA LTDA
  • Método Rápido Para Detecção De Salmonella Spp - DUO PHADEDX XAP LTDA

São Paulo - 7 projetos

  • Quality Global Sense - Sistema De Monitoramento - Quality Global Peças E Serviços Ltda
  • Embrastec - Smartshield Energy - Embrastec Industria E Comercio De Equipamentos Eletronicos Ltda 
  • Datawake - Sistema De Localização Indoor Em Tempo Real - Datawake Digital Ltda 
  • Gholias - Dispositivo IOT Multiprotocolos - Gholias Tecnologia Industrial S.A
  • NCAM - Motor De Cálculo Para Estimativa De Custos Em Manufatura Sob Demanda - NCAM - Neo Consulting Servicos De Engenharia E Em Manufatura Avancada Ltda 
  • FESTOR PRO - Plataforma Digital Para Rastreamento Operacional De Equipes De Campo - Spedroso Soluções
  • Iotnest - Modelo De IA Para Sugestão Otimização De Processos De Injeção Plástico - Qoobo Tecnologia Ltda

Histórico de chamadas e alcance nacional

O SENAI já conduziu 10 chamadas Smart Factory, sendo cinco delas com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o BNDES, três com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e duas com o BNDES.

Ao todo, foram aprovados 302 projetos de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias industriais, com 7,3 mil validações em MPMEs, em 16 Unidades da Federação.

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09/05/2026 04:55h

Pesquisa da ACSP indica crescimento do ticket médio do presente, mas cautela com compras parceladas

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Os consumidores brasileiros devem movimentar o comércio no Dia das Mães deste ano com preferência pelas lojas físicas e aumento no valor gasto com presentes. É o que mostra uma pesquisa de intenção de compra realizada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em parceria com a PiniOn, com 1.643 entrevistados em todo o país. 

No total, 45,8% dos entrevistados disseram que pretendem comprar presentes para as mães este ano, enquanto 31,9% não devem consumir neste período. Outros 22,3% ainda estão indecisos. 

Segundo o levantamento, entre os consumidores que pretendem presentear, 62,1% preferem fazer as compras presencialmente em lojas físicas. Desse total, 41,6% priorizam pequenos estabelecimentos, reforçando a importância do comércio de rua e de bairro — comportamento semelhante ao registrado em 2025. 

Consumidor pretende gastar mais

A pesquisa também aponta aumento na disposição para gastar. Entre os consumidores que irão às compras em 2026, 39,1% disseram que pretendem investir mais do que no ano passado, enquanto 33% afirmaram que devem reduzir o valor dos presentes. 

A faixa de gasto predominante também cresceu. Agora, 77,6% das intenções de compra estão concentradas entre R$ 50 e R$ 750. Em 2025, o intervalo variava entre R$ 50 e R$ 600, indicando avanço no ticket médio, ainda que dentro de valores considerados acessíveis

Vestuário lidera preferência

Os setores de vestuário, calçados e acessórios lideram as intenções de compra, citados por 50,5% dos consumidores. Em seguida aparecem perfumes e cosméticos, com 43,2%, e chocolates e flores, com 29,5%

Entre os itens individuais, os produtos de menor valor seguem em destaque. O chocolate aparece como o presente mais procurado, com 14,5% das preferências, mantendo relevância mesmo após a Páscoa. 

Por outro lado, produtos de maior valor agregado perderam espaço. Móveis e eletrodomésticos representam 20,7% das intenções de compra, enquanto eletrônicos somam 11,5%. Juntos, esses segmentos recuaram para 32,2%, ante 38,4% registrados em 2025. Segundo a pesquisa, o cenário reflete o impacto dos juros elevados e do alto nível de endividamento das famílias

Pagamentos à vista predominam

A forma de pagamento também acompanha esse comportamento mais cauteloso do consumidor. A pesquisa aponta predominância dos pagamentos à vista — em dinheiro, débito ou PIX — e menor disposição para parcelamentos na maioria das categorias.

O crédito continua mais presente apenas nas compras de maior valor, como eletrodomésticos e viagens

A antecipação do 13º salário, por sua vez, não deve ter impacto significativo nas vendas. Segundo o levantamento, 69,6% dos entrevistados disseram que não pretendem utilizar o recurso neste período. 

Estratégias para impulsionar as vendas

Em Brasília (DF), a loja Eleni Costa Calçados já registra aumento na procura por presentes para o Dia das Mães, especialmente por sapatos e bolsas de couro. Segundo a proprietária, Eleni Costa, o valor médio das compras varia entre R$ 1 mil e R$ 1,2 mil, e o parcelamento no cartão de crédito é a modalidade de pagamento mais utilizada. 

Para atrair consumidores, a empresária aposta em promoções e sorteios

“Para o Dia das Mães, eu vou fazer um sorteio com vários presentes entre as pessoas que comprarem na loja: botox, diária em hotel fazenda, R$ 300 em compras na minha loja, óculos, escova, sobrancelha para a filha e para a mãe”, explica. 

O especialista em empreendedorismo, Rafic Júnior, destaca que o Dia das Mães é a segunda data mais importante para o varejo brasileiro, atrás apenas do Natal, e orienta os lojistas a apostarem em estratégias emocionais e relacionamento com clientes

  • Pare de vender produto e comece a vender emoção

“Ninguém compra um perfume, compra um abraço que vai junto. Ninguém compra um jantar, compra a memória que vai ficar. Sua comunicação precisa falar disso”, orienta.

  • Crie urgência real, não falsa

“Estoque limitado, atendimento com hora marcada, entrega garantida até sábado. Isso é urgência verdadeira. O cliente moderno identifica quando você está enganando, quando você está blefando. Seja honesto e rápido em comunicar seus diferenciais”, recomenda.

  • Ative quem já te conhece antes de tentar conquistar novos clientes

“Quem são os clientes que já te conhecem e que já compraram de você? Ali está o cliente com a carteira aberta. Ele já te conhece, já confia em você. Então aproveite para pedir uma indicação, vender algo, uma oportunidade, uma promoção. Na sua lista de WhatsApp tem contatos de quem já comprou de você? Mande uma mensagem personalizada, uma oferta exclusiva. Isso se converte muito mais rápido”, aconselha.

“Taxa rosa” preocupa consumidoras 

Neste Dia das Mães, a presidente nacional do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), Ana Claudia Badra Cotait, alerta para a chamada “taxa rosa” — prática em que produtos destinados ao público feminino têm preços superiores aos equivalentes masculinos

Segundo pesquisa da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), produtos na cor rosa ou com personagens femininos custam, em média, 12,3% mais caro do que as demais versões. 

“Muitas peças masculinas e femininas possuem o mesmo corte. Tanto é que existe muita coisa unissex no mercado hoje. Então, por que a mercadoria de mulher é mais cara que a de homem?”, analisa.

“É extremamente importante para a sociedade entender que hoje existem grupos CMEC que podem dar apoio para a mulher. Para ela chegar numa loja que tem produto masculino e feminino e falar: ‘olha aqui, a camiseta é igual. Por que eu estou pagando mais caro pela minha, sendo que é a mesma coisa?’”, afirma.

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22/04/2026 04:00h

Levantamento da Serasa Experian mostra que 47% das empresas enfrentaram forte pressão nos custos, e apenas 14,7% conseguiram repassar aumento dos preços

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O aumento dos custos operacionais tem impactado diretamente a rentabilidade das pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras. É o que revela um levantamento inédito realizado pela Serasa Experian. Segundo o estudo, quase metade (47%) das PMEs classificaram a pressão dos custos como alta ou muito alta nos últimos 12 meses, enquanto 23% disseram não ter observado aumento relevante no período.

O avanço dos custos já reflete na lucratividade dos negócios. Quase metade das empresas (49%) relatou perda na margem de lucro, sendo 26% com queda significativa e 23% com impacto parcial. Apenas 14,7% conseguiram aumentar a margem por meio do repasse de preços em produtos e serviços.

Perfil das empresas aumenta dificuldade de repasse

Segundo o levantamento, a dificuldade de repassar custos ao consumidor ganha ainda mais relevância quando se observa o perfil das empresas participantes. Na amostra da pesquisa:

  • 32% são Microempreendedores Individuais (MEIs)
  • 19% são microempresas (ME)
  • 12% são empresas de pequeno porte (EPP)

Do ponto de vista setorial, a pressão dos custos e a dificuldade de repasse são puxadas principalmente pelo comércio. Entre as empresas ouvidas:

  • 45% pertencem ao comércio
  • 36% ao setor de serviços
  • 18% à indústria

Segundo a pesquisa, a maior presença do varejo — segmento historicamente mais sensível ao preço — ajuda a explicar por que o repasse de custos encontra maior resistência.

Regionalmente, a pressão dos custos operacionais está disseminada por todo o território nacional.  A distribuição das empresas participantes foi:

  • Sudeste: 34%
  • Sul: 21%
  • Centro-Oeste: 17%
  • Nordeste: 16%
  • Norte: 12%

Fatores que pressionam os custos

Ainda de acordo com o estudo, entre os principais fatores que mais pressionam o aumento dos custos operacionais estão:

  • insumos e matéria-prima: 37%
  • folha de pagamento: 36%
  • tributos: 32%
  • aluguel: 29%

O vice-presidente de pequenas e médias empresas da Serasa Experian, Cleber Genero, afirma que a alta de custos é um dos principais desafios para os negócios brasileiros, especialmente para empresas menores, que possuem menor capacidade de absorver ou repassar despesas adicionais.

“Nesse contexto, o uso de dados e inteligência torna-se ainda mais estratégico para apoiar decisões financeiras, melhorar a eficiência operacional e garantir a sustentabilidade dos negócios”, disse em nota.

Diante do cenário de aumento dos custos operacionais e margens de lucro mais apertadas, especialistas da Serasa Experian recomendam que os empreendedores invistam em organização financeira e planejamento estratégico para garantir a sustentabilidade dos negócios.

No site da datatech estão disponíveis ferramentas e materiais gratuitos que auxiliam na gestão do caixa, análise financeira e tomada de decisão.

Para conferir, acesse: empresas.serasaexperian.com.br.

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05/04/2026 04:10h

Proposta combina medicações tradicionais com nanopartículas de sílica para concentrar o tratamento nas células cancerígenas e evitar efeitos colaterais, como náuseas e perda de cabelo

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Uma pesquisa da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) investiga uma nova estratégia para tornar a quimioterapia mais eficiente e menos agressiva ao organismo dos pacientes portadores de câncer. O estudo visa minimizar os efeitos colaterais dos medicamentos — como enjoos, vômito e queda de cabelo —, utilizando nanopartículas de sílica anexadas a ácido fólico para transportá-los diretamente até as células tumorais e evitando tecidos saudáveis.

Apresentada na tese de doutorado da pesquisadora doutora do Instituto de Química (Inqui) da UFMS Kristiane Fanti Del Pino, a proposta previa a utilização dos fármacos Citarabina — utilizado no tratamento de leucemias, linfomas e alguns cânceres de sistema nervoso central — e Doxorrubicina (controle) — utilizado no tratamento de diferentes tipos de câncer — incorporados às nanopartículas de sílica modificadas com ácido fólico com o objetivo de direcionar a liberação dos medicamentos às células cancerosas.

“O foco do nosso estudo é o de tentar amenizar esses efeitos colaterais adversos que o fármaco causa, porque os pacientes ficam muito debilitados quando eles começam a fazer quimioterapia. Não é só algo de estética, que caiu o cabelo, aí a pessoa tem que usar lenço, ou usar peruca. Não, realmente, o sistema imunológico fica muito abalado e essas pessoas sentem muito mal-estar, mas muito mesmo”, destaca a doutora.

No modelo atual de quimioterapia, esses medicamentos são liberados abertamente no organismo do paciente e agem sobre todas as células, o que resulta nos efeitos colaterais e prejudica a eficiência. O sistema proposto pelo estudo funciona quase como um "Cavalo de Troia", no qual as nanopartículas de sílica atuam como veículos reforçados de transporte de quantidades maiores de medicamento, que os protegem de agir sobre células saudáveis, enquanto o revestimento de ácido fólico atua como um “ímã”, direcionando o sistema até as células cancerígenas. Com superfícies ricas em receptores de folato, essas células reconhecem o ácido fólico do sistema e se agarram a ele, absorvendo a nanopartícula que, então, libera o fármaco.

Resultados promissores

O estudo está, atualmente, em fase pré-clínica, já tendo envolvido testes em animais. Na primeira fase de testes em laboratório, após serem incorporados às nanopartículas de sílica, os medicamentos foram aplicados em modelos experimentais de câncer in vitro. Os resultados indicaram a obtenção da característica de seletividade para o fármaco combinado à nanopartícula de até 300 vezes para células cancerígenas. Isso significa que a medicação combinada às nanopartículas de sílica foram, nos testes in vitro, 300 vezes mais ativas nas células tumorais do que nas células saudáveis.

Na segunda fase do estudo, com testes in vivo — quando se introduz a testagem em animais —, a equipe incindiu células tumorais em camundongos para que eles desenvolvessem a doença e aplicou a combinação dos fármacos com a nanopartícula de sílica. Os resultados obtidos, ainda que preliminares, reforçaram a capacidade de redução dos tumores em até 99,6% e não mostraram nenhuma queda de pelo nos animais. Apesar disso, a pesquisadora explica que os resultados ainda são inconclusivos e são necessários mais testes em animais para a confirmação da hipótese de que o método diminuiria efeitos colaterais como queda capilar.

O trabalho foi realizado pela pesquisadora sob a orientação e coordenação do professor do Inqui Marco Antonio Utrera Martines e apoio da professora doutora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Alimentos e Nutrição (FACFAN) da UFMS Daniele Bogo. Para a realização dos testes pré-clínicos, a pesquisa contou com a parceria do Programa de Saúde e Desenvolvimento do Centro-Oeste, e foi realizada em conjunto com a Faculdade de Medicina (FAMED) da UFMS, no espaço do laboratório de biologia molecular da FACFAN.

Futuro Incerto

Apesar dos resultados promissores, o estudo ainda precisa percorrer algumas etapas antes de estar apto à testagem em seres humanos. Kristiane explica que a pesquisa, que foi desenvolvida durante cerca de sete anos, ainda necessita de testes de dosagem correta em animais, tempo de liberação das medicações, entre outros passos para poder avançar aos testes em humanos

Além disso, a doutora pesquisadora, que atualmente segue em um grupo distinto de pesquisa, destaca que dependeria de uma série de parcerias para retomar o estudo, pois precisaria de uma equipe que envolvesse biólogos, médicos e outros profissionais, além de verba para subsídio e manutenção da equipe. Ela reforça a torcida para que algum órgão de fomento reconheça o valor e o potencial da pesquisa e ofereça a oportunidade de dar seguimento a ela, uma vez que os resultados apresentados são resultado de anos de trabalho e que o tratamento oncológico é uma preocupação crescente no país.

“Particularmente, eu gostaria que a gente conseguisse apoio de algum órgão de fomento, CAPES, CNPQ, não sei, que pudesse nos dar a oportunidade para poder continuar desenvolvendo essa pesquisa, porque, com os testes pré-clínicos, ela apresentou ser bem promissora. E logo a gente conseguir, dentro de alguns anos pois leva tempo, trazer isso até o SUS”, complementa Kristiane.

 

Com dados da UFMS.

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Pessimismo sobre tendência dos negócios para os próximos meses influenciou o índice; Indicadores que compõem o cálculo tiveram menores resultados desde o período pandêmico

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Divulgado nesta segunda-feira (30) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice de Confiança do Comércio (ICOM) do FGV IBRE caiu 2,7 pontos em março, alcançando 84,6 pontos, recuando pelo segundo mês consecutivo. Em médias móveis trimestrais, o recuo foi de 1,3 ponto, para 87,7 pontos.

A pesquisa mostrou que houve queda da confiança em cinco dos seis principais segmentos do setor analisados, influenciada, principalmente, pelas expectativas para os próximos meses

No menor resultado desde setembro de 2025, quando foi de 82,6 pontos, o Índice de Expectativas (IE-COM) recuou 4,4 pontos, atingindo o patamar de 85,1. Dentre os quesitos que compõem o índice, os resultados seguiram o mesmo sentido. O resultado do indicador que mede as perspectivas de vendas nos próximos três meses mostrou queda de 2,9 pontos, para 89,2 pontos, enquanto o que avalia as expectativas sobre a tendência dos negócios nos próximos seis meses recuou em 5,7 pontos, para 81,6 — terceira queda consecutiva e o menor nível desde março de 2021, quando foi de 72,4 pontos.

Já o Índice de Situação Atual (ISA-COM) também mostrou recuo de 0,8 ponto em março, para 84,8 pontos, o menor nível desde abril de 2021. O indicador que mede a avaliação sobre a situação atual dos negócios atingiu 86,3 pontos ao subir 0,1, enquanto o que avalia o volume de demanda atual caiu 1,8 ponto, para 83,6 pontos — menor patamar desde junho de 2020, quando foi de 77,7 pontos.

Segundo a economista do FGV IBRE Geórgia Veloso, a confiança do comércio em março recuou pelo segundo mês consecutivo, devido, principalmente, à deterioração das expectativas puxadas pela piora nas perspectivas sobre a tendência dos negócios, que passaram a indicar pessimismo para os próximos meses. “Ao mesmo tempo, as avaliações sobre a demanda atual também se enfraqueceram, atingindo patamar próximo ao observado em 2020, reforçando o quadro de pressão sobre a confiança”, comentou.

A economista explicou que o cenário de política monetária ainda restritiva no curto prazo e de elevado endividamento das famílias fizeram com que o varejo encerrasse o primeiro trimestre de 2026 em um ambiente ainda desafiador. Ela reforça que, mesmo com a resiliência do mercado de trabalho, a renda tem sido insuficiente para aquecer a demanda no setor.

Confira aqui os resultados completos da sondagem.

 

Com informações do FGV IBRE.

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27/03/2026 04:55h

Programa do IEL oferece oportunidades para diferentes níveis de formação em áreas como engenharia, tecnologia e administração

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O Programa Inova Talentos, do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), está com 266 vagas abertas para pesquisadores interessados em atuar em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) em todo o país. A iniciativa oferece bolsas que podem chegar a R$ 12 mil, conforme o nível de formação e a função exercida.

Podem participar estudantes e profissionais de diferentes níveis de formação — de graduandos a doutores — em diversas áreas do conhecimento, como administração, marketing, engenharias, ciência da computação, contabilidade, farmácia, psicologia, entre outras.

Os bolsistas terão um contrato inicial de 12 meses, com possibilidade de prorrogação, e poderão atuar nos formatos presencial, híbrido ou remoto, dependendo do projeto. As oportunidades estão distribuídas por todo o país, com maior concentração nos estados de São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Pernambuco, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

O Inova Talentos é uma iniciativa do IEL em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

Inova Talentos aproxima pesquisa e indústria

A gerente de Carreiras e Desenvolvimento Empresarial do IEL Nacional, Michelle Queiroz, afirma que o Inova Talentos é uma ferramenta essencial para acelerar a inovação na indústria brasileira, tornando as empresas mais modernas e competitivas.

“Na prática, o programa funciona como uma ponte estratégica, pois conectamos as necessidades reais de pesquisa das empresas a profissionais altamente qualificados. Esses pesquisadores mergulham nos desafios da indústria para desenvolver novos produtos, processos e soluções tecnológicas”, destaca.

Segundo ela, o Inova Talentos contribui diretamente para a formação profissional dos participantes.

“[O participante] tem como desenvolver soft skills corporativas, porque vai trabalhar na gestão de prazos e metas. Vai trabalhar em equipes multidisciplinares, com pessoas do marketing, do financeiro, da engenharia. Vai trabalhar também na visão de viabilidade comercial e na escalabilidade de produtos. Dessa forma, ele adquire todo o conhecimento sobre a empresa e vai para o mercado de trabalho muito mais preparado”, ressalta.

Confira algumas vagas 

Natura Cosméticos S/A  

  • 2 vagas para Mestre 1, atuação híbrida, 40h semanais, bolsa de R$ 4.200. Projeto de Síntese de Valor e Impacto. Perfis em Engenharias, Data/Analytics, Estatística, Economia, Ciências Ambientais e Biologia. 

Marelli Sistemas Automotivos Indústria e Comércio 

  • 1 vaga para Doutor, atuação presencial em MG, bolsa de R$ 6.300, projeto de otimização de testes em amortecedores. Áreas: Eng. Mecânica, Aeronáutica, Controle e Automação ou Produção. Duração de 12 meses, com jornada das 8h às 17h. 

Instituto Itaú de Ciência, Tecnologia e Inovação 

  • 4 vagas para Mestre (TECH 3), com bolsa de R$ 9.000, e 2 vagas para Doutor (TECH 4), com bolsa de R$ 11.000, 40 horas semanais e duração de 12 meses, atuação remota. Projeto de automatização de testes SOX. Áreas de Exatas e Engenharias, com foco em programação. Além dessas oportunidades, outras 30 vagas estão em processo seletivo na empresa para outros projetos do Inova Talentos. 

Companhia Brasileira de Alumínio  

  • 1 vaga para Doutor, regime híbrido, 40h semanais e duração de 12 meses, bolsa de R$ 11.000. Projeto de Arquitetura de Dados 2.0. Perfis em Computação, TI e Engenharias.  

Vale 

  • 2 vagas para Especialistas Visitantes, atuação híbrida, 40h semanais e duração de 12 meses. Bolsas de R$ 10.000 (EV2) e R$ 12.000 (EV3). Áreas: Eng. de Minas, Metalúrgica, Química, Materiais e afins. Outras vagas e oportunidades abertas. 

Banco Bradesco  

  • 10 vagas para Doutor 2 com bolsa de R$ 6.500 e vagas para Graduado 2 com bolsa de R$ 3.500), atuação híbrida, 40h semanais e duração de 12 meses. Projeto de painel estratégico de riscos e controles. Áreas: Eng. de Produção, Contabilidade, TI e correlatas. Outras oportunidades disponíveis.  

Como se inscrever

Os interessados devem entrar em contato com o IEL do próprio estado para verificar as etapas dos processos seletivos e as vagas disponíveis na região. 

Todas as informações e outras oportunidades podem ser consultadas no site de vagas do IEL – Inova Talentos.

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27/03/2026 04:20h

Proposta combina medicações tradicionais com nanopartículas de sílica para concentrar o tratamento nas células cancerígenas e evitar efeitos colaterais, como náuseas e perda de cabelo

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Uma pesquisa da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) investiga uma nova estratégia para tornar a quimioterapia mais eficiente e menos agressiva ao organismo dos pacientes portadores de câncer. O estudo visa minimizar os efeitos colaterais dos medicamentos — como enjoos, vômito e queda de cabelo —, utilizando nanopartículas de sílica anexadas a ácido fólico para transportá-los diretamente até as células tumorais e evitando tecidos saudáveis.

Apresentada na tese de doutorado da pesquisadora doutora do Instituto de Química (Inqui) da UFMS Kristiane Fanti Del Pino, a proposta previa a utilização dos fármacos Citarabina — utilizado no tratamento de leucemias, linfomas e alguns cânceres de sistema nervoso central — e Doxorrubicina (controle) — utilizado no tratamento de diferentes tipos de câncer — incorporados às nanopartículas de sílica modificadas com ácido fólico com o objetivo de direcionar a liberação dos medicamentos às células cancerosas.

“O foco do nosso estudo é o de tentar amenizar esses efeitos colaterais adversos que o fármaco causa, porque os pacientes ficam muito debilitados quando eles começam a fazer quimioterapia. Não é só algo de estética, que caiu o cabelo, aí a pessoa tem que usar lenço, ou usar peruca. Não, realmente, o sistema imunológico fica muito abalado e essas pessoas sentem muito mal-estar, mas muito mesmo”, destaca a doutora.

No modelo atual de quimioterapia, esses medicamentos são liberados abertamente no organismo do paciente e agem sobre todas as células, o que resulta nos efeitos colaterais e prejudica a eficiência. O sistema proposto pelo estudo funciona quase como um "Cavalo de Troia", no qual as nanopartículas de sílica atuam como veículos reforçados de transporte de quantidades maiores de medicamento, que os protegem de agir sobre células saudáveis, enquanto o revestimento de ácido fólico atua como um “ímã”, direcionando o sistema até as células cancerígenas. Com superfícies ricas em receptores de folato, essas células reconhecem o ácido fólico do sistema e se agarram a ele, absorvendo a nanopartícula que, então, libera o fármaco.

Resultados promissores

O estudo está, atualmente, em fase pré-clínica, já tendo envolvido testes em animais. Na primeira fase de testes em laboratório, após serem incorporados às nanopartículas de sílica, os medicamentos foram aplicados em modelos experimentais de câncer in vitro. Os resultados indicaram a obtenção da característica de seletividade para o fármaco combinado à nanopartícula de até 300 vezes para células cancerígenas. Isso significa que a medicação combinada às nanopartículas de sílica foram, nos testes in vitro, 300 vezes mais ativas nas células tumorais do que nas células saudáveis.

Na segunda fase do estudo, com testes in vivo — quando se introduz a testagem em animais —, a equipe incindiu células tumorais em camundongos para que eles desenvolvessem a doença e aplicou a combinação dos fármacos com a nanopartícula de sílica. Os resultados obtidos, ainda que preliminares, reforçaram a capacidade de redução dos tumores em até 99,6% e não mostraram nenhuma queda de pelo nos animais. Apesar disso, a pesquisadora explica que os resultados ainda são inconclusivos e são necessários mais testes em animais para a confirmação da hipótese de que o método diminuiria efeitos colaterais como queda capilar.

O trabalho foi realizado pela pesquisadora sob a orientação e coordenação do professor do Inqui Marco Antonio Utrera Martines e apoio da professora doutora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Alimentos e Nutrição (FACFAN) da UFMS Daniele Bogo. Para a realização dos testes pré-clínicos, a pesquisa contou com a parceria do Programa de Saúde e Desenvolvimento do Centro-Oeste, e foi realizada em conjunto com a Faculdade de Medicina (FAMED) da UFMS, no espaço do laboratório de biologia molecular da FACFAN.

Futuro Incerto

Apesar dos resultados promissores, o estudo ainda precisa percorrer algumas etapas antes de estar apto à testagem em seres humanos. Kristiane explica que a pesquisa, que foi desenvolvida durante cerca de sete anos, ainda necessita de testes de dosagem correta em animais, tempo de liberação das medicações, entre outros passos para poder avançar aos testes em humanos

Além disso, a doutora pesquisadora, que atualmente segue em um grupo distinto de pesquisa, destaca que dependeria de uma série de parcerias para retomar o estudo, pois precisaria de uma equipe que envolvesse biólogos, médicos e outros profissionais, além de verba para subsídio e manutenção da equipe. Ela reforça a torcida para que algum órgão de fomento reconheça o valor e o potencial da pesquisa e ofereça a oportunidade de dar seguimento a ela, uma vez que os resultados apresentados são resultado de anos de trabalho e que o tratamento oncológico é uma preocupação crescente no país.

“Particularmente, eu gostaria que a gente conseguisse apoio de algum órgão de fomento, CAPES, CNPQ, não sei, que pudesse nos dar a oportunidade para poder continuar desenvolvendo essa pesquisa, porque, com os testes pré-clínicos, ela apresentou ser bem promissora. E logo a gente conseguir, dentro de alguns anos pois leva tempo, trazer isso até o SUS”, complementa Kristiane.

 

Com dados da UFMS.

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26/03/2026 04:55h

Pesquisa apresentada no 11º Congresso de Inovação da Indústria destaca foco na modernização interna e desafios no acesso ao fomento público

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Seis em cada dez indústrias brasileiras (61%) realizaram atividades inovadoras nos últimos três anos. É o que revela uma pesquisa inédita da Confederação Nacional da Indústria (CNI)

O foco das empresas tem sido a modernização interna. Segundo o levantamento, 69% dos industriais direcionaram esforços para a melhoria dos processos produtivos. Como resultado, 38% registraram aumento da produtividade, 21% acessaram novos mercados e 19% obtiveram redução de custos.

Ao tentar acessar instrumentos públicos de apoio à inovação, 36% dos empresários apontaram o excesso de burocracia como principal obstáculo. Em seguida aparecem o risco de devolução de recursos por despesas não aprovadas ou outras penalidades futuras (5%), a falta de entendimento das regras (5%), a lentidão na análise dos processos (5%) e a baixa previsibilidade (3%).

A Região Nordeste é a que mais sente os efeitos do excesso de burocracia, segundo 48% dos industriais. Já o Sudeste aparece como a região menos impactada, com 32%.

Além disso, quatro em cada dez empresários (42%) afirmaram que nem sequer tentaram acessar instrumentos públicos de apoio à inovação.

Falta de informação limita acesso a incentivos

O superintendente de Tecnologia e Inovação da CNI, Carlos Bork, afirma que grande parte dos empresários industriais em todo o país não conhecem políticas públicas de incentivo à inovação, como a Lei do Bem — principal mecanismo de incentivo fiscal brasileiro para empresas que investem em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Tecnológica (PD&I).

A legislação permite que empresas tributadas pelo Lucro Real deduzam gastos com inovação da base de cálculo do IRPJ e da CSLL, reduzindo a carga tributária e estimulando novos investimentos em inovação.

“Não sabem as oportunidades de financiamento a juros baixíssimos que tanto o Sebrae quanto o BNDES e a Finep possuem. Existem grandes políticas públicas, mas elas não estão chegando ao cliente final, que é a nossa indústria”, afirma.

Segundo Bork, a falta de informação leva muitos empresários a acreditar que os processos de acesso ao fomento público são mais burocráticos do que realmente são.

“Eles não usaram, nem viram o quão burocrático é ou não. Só porque alguém contou para eles que era complicado, eles não utilizam. Nós [da CNI] temos a obrigação de diminuir esse gap de informação, chegar mais perto desse empresário e dizer: vamos te ajudar a utilizar uma política pública de fomento à inovação”, explica.

Melhorias para acesso ao incentivo público

Para quase metade das empresas (46%), a redução das exigências documentais poderia melhorar o acesso ao incentivo público. Outros 29% apontam como melhoria a criação de uma rede de consultores credenciados para micro, pequenas e médias empresas ou a implementação de um cadastro nacional único de empresas inovadoras.

Já 26% defendem o uso de inteligência artificial na triagem e análise inicial dos projetos, para agilizar o processo. Para 18%, a melhoria passa pela aceleração de projetos estratégicos, como os ligados à inteligência artificial e à descarbonização.

Jornada Nacional da Inovação mapeia desafios do setor

Os dados da pesquisa são reforçados pela realidade observada diretamente pela CNI durante a Jornada Nacional da Inovação — iniciativa da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), em parceria com o Sebrae.

Entre julho de 2025 e março de 2026, o movimento itinerante percorreu as cinco regiões do país e promoveu 50 encontros com mais de 5 mil empresários e pessoas ligadas à tecnologias e inovação. O objetivo foi mapear desafios, oportunidades e experiências inovadoras, especialmente relacionadas com a transição ecológica e a transformação digital.

Segundo a CNI, após a Jornada foi possível constatar que a indústria tem buscado a modernização interna como estratégia para melhorar processos produtivos e reduzir custos. Esse movimento gerou ganhos de eficiência que variam entre 20% e 64%, além da redução de desperdícios e do consumo de energia.

Por outro lado, entraves como burocracia excessiva, linguagem complexa dos editais e o risco de multas severas, caso o projeto inovador precise mudar de rota, continuam afastando empresas das linhas públicas de apoio.

Para reverter esse cenário, a Jornada elaborou uma série de propostas de políticas públicas que estão em debate durante o 11º Congresso de Inovação da Indústria.

Congresso reúne setor produtivo para debater inovação

A pesquisa de inovação da CNI foi divulgada no primeiro dia do 11º Congresso de Inovação da Indústria, realizado nesta quarta-feira (25) e quinta-feira (26), no WTC, em São Paulo.

Considerado um dos principais eventos de inovação industrial da América Latina, o congresso é uma iniciativa da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) e correalizado pelo Sistema Indústria — que reúne a CNI, o Serviço Social da Indústria (SESI), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) — e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). 

Segundo Carlos Bork, a expectativa é que os participantes da Jornada Nacional da Inovação ampliem parcerias e oportunidades de negócios durante o evento.

“Muito mais do que um congresso de passar informação, trouxemos as pessoas que conhecemos nesses estados para que se conheçam e, muito além de ouvir as palestras, possam se conectar e serem grandes parceiros de negócios”, afirma.

A participação é gratuita e voltada a lideranças empresariais, especialistas e pesquisadores do ecossistema de inovação público e privado, incluindo empresas, Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) e startups. 

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24/03/2026 15:45h

Modelo reúne Embrapa, universidades e associações de produtores para transformar conhecimento em resultados concretos no campo

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) inaugurou a nova Unidade Mista de Pesquisa e Inovação (Umipi) da Baixada Cuiabana, no município de Nossa Senhora do Livramento (MT). O espaço reúne diversas instituições de pesquisa que compartilham a infraestrutura e recursos humanos e financeiros em prol do desenvolvimento da atividade agropecuária nas comunidades rurais do estado.

A abertura do local contou com a participação do ministro da pasta, Carlos Fávaro, e da presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Silvia Massruhá. Fávaro destacou o papel da comunidade local para a definição das prioridades e as melhorias que devem surgir da iniciativa. “Nós começamos as visitas nos municípios para ver onde e como deveria ser feito para mudar a condição econômica, transformar isso em oportunidade e melhoria de vida das pessoas aqui na Baixada Piratuba. E quando aprofundamos, depois de todo o diagnóstico, o direcionamento, sabendo o que deveria ser feito, elencar as prioridades, porque governar é escolher as prioridades dentre tantas propostas, nós fomos escolhendo o que era mais importante”, afirmou.

A unidade está instalada em uma área de cerca de 200 hectares e faz parte da estratégia do Mapa de promover a inovação e o fortalecimento da agricultura familiar em uma das regiões estratégicas de Mato Grosso. O local recebeu investimentos de cerca de R$ 53 milhões para ser referência em pesquisa agropecuária aplicada, desenvolvimento sustentável e promoção da segurança alimentar.

O ministro, que está de saída da pasta para concorrer às eleições de outubro, relembrou do próprio passado para demonstrar que entende as necessidades das políticas públicas de fomento chegarem aos produtores rurais. “Eu não poderia perder a oportunidade de ter a caneta de ministro e não fazer nada para a agricultura familiar do estado, só porque eu não sou ministro do Desenvolvimento [Agrário]. Eu não sairia deste ministério com a minha consciência em paz. Eu que saio de uma pequena propriedade, de um pequeno sítio, que sentia a ausência do poder público estender a mão, principalmente, aos pequenos produtores”, frisou.

A presidente Silvia Massruhá ressaltou a importância estratégica da medida e o papel da ciência para o desenvolvimento regional. “Essa inauguração é muito mais do que a entrega de um espaço físico. É a presença da ciência na Baixada Cuiabana, levando conhecimento, tecnologia e soluções para os produtores rurais”, celebrou.

Ela também enfatizou o potencial da unidade para fortalecer a agricultura familiar, representando um espaço de transformação. “Esse é um ambiente que vai além da pesquisa. É um espaço que promove desenvolvimento, gera oportunidades e contribui diretamente para a segurança alimentar, que é uma questão central para o Brasil e para o mundo”, concluiu.

Inovação

A ocasião marcou ainda a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) que cria um núcleo de inovação agropecuária na Baixada Cuiabana. O tratado foi assinado pelo o Mapa, por meio da Superintendência de Agricultura e Pecuária no estado de Mato Grosso (SFA-MT), a Embrapa e outras instituições estratégicas, como a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), o Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP), a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural e Mato Grosso (Senar-MT).

O objetivo é consolidar a região como um polo de conexão entre ciência, governo e setor produtivo para transformar conhecimento em resultados concretos no campo. A iniciativa integra pesquisa, assistência técnica e formação, para desenvolver e levar tecnologias diretamente aos produtores rurais, impulsionando produtividade, sustentabilidade e geração de renda. O acordo também estabelece uma governança colaborativa entre os parceiros, fortalecendo a atuação conjunta e a sustentabilidade das ações.

Umipi

A unidade mista é um arranjo institucional de atuação no qual há cooperação entre instituições por meio do compartilhamento de infraestrutura e recursos humanos e financeiros. Iniciado em 2012, esse modelo permite expandir a atuação da Embrapa e demais instituições parceiras, sem a necessidade da criação de novos centros de pesquisa com estrutura completa. 

Com a inauguração da Unidade Mista em Mato Grosso, a Embrapa passa a contar com nove Umipis no Brasil e ainda uma no Uruguai, implantada em 2025 em parceria com o Instituto Nacional de Investigação Agropecuária do Uruguai (Inia) e os ministérios da Agricultura dos dois países.

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