Seca

01/10/2026 00:06h

CNM registra 35 decretações de anormalidade em 33 municípios entre julho e setembro, com prejuízos de R$ 632 milhões

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Um levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostra que a seca e a estiagem provocaram 35 decretações de anormalidade em 33 municípios da Região Norte entre 1º de julho e 15 de setembro de 2026, afetando mais de 426,3 mil pessoas.

O Acre é o estado que mais concentra ocorrências: foram 24 dos 35 registros de anormalidade na região no período, o equivalente a cerca de 69% do total. Na comparação com o mesmo intervalo de 2025, quando o estado teve 20 casos, o número de decretações no Acre cresceu 20%. O Amazonas aparece em segundo lugar, com seis registros, seguido do Pará, com três. Roraima e Rondônia tiveram um registro cada.

Impacto econômico

Segundo a CNM, os prejuízos econômicos provocados pela estiagem na Região Norte somam R$ 632 milhões no período. O levantamento detalha perdas de R$ 46,8 milhões na agricultura, R$ 32,6 milhões na pecuária e R$ 17 milhões relacionados ao abastecimento de água potável -  setores diretamente afetados pela redução das chuvas e pela queda no nível de rios e reservatórios.

Cenário mais amplo do El Niño

O quadro no Norte integra um alerta mais amplo feito pela CNM sobre os efeitos do El Niño 2026/2027 no país. Segundo boletim da entidade, a previsão sazonal para o trimestre de setembro a novembro deste ano aponta maior probabilidade de chuvas abaixo da média em grande parte do território nacional, incluindo a própria Região Norte, além de temperaturas acima da média em todo o Brasil.

De acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), há cerca de 69% de probabilidade de o El Niño atingir intensidade histórica entre outubro e dezembro deste ano, podendo superar eventos já registrados desde 1950.

Recomendações aos municípios

Diante desse cenário, a CNM orienta os municípios a fortalecerem a prevenção e a preparação para os próximos meses, com medidas como atualização dos planos de contingência, mapeamento de áreas de risco, reforço das equipes locais de Defesa Civil, realização de vistorias em áreas vulneráveis e manutenção de sistemas de monitoramento e alerta.

A entidade também recomenda maior articulação entre municípios, estados e União para a resposta a situações de emergência.

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31/07/2026 04:20h

Levantamento contabiliza mais de 537 mil pessoas atingidas e alerta para a necessidade de reforçar ações de prevenção

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O fenômeno climático El Niño já provoca impactos significativos em 206 municípios brasileiros desde o início de julho. Segundo levantamento divulgado na última sexta-feira (24) pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), com base em informações inseridas pelos gestores municipais no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD), os prejuízos somam R$ 3,5 bilhões, alta de 53,8% em relação ao mesmo período do ano passado. 

Entre 1º e 24 de julho, foram decretadas 240 situações de emergência em 13 estados devido a temporais, inundações, enchentes, secas, estiagens e incêndios florestais. No período, mais de 537,2 mil pessoas foram afetadas. 

Do total em prejuízos, R$ 3,4 bilhões recaíram sobre o setor privado. A seca e a estiagem responderam por mais de 86% das perdas registradas, com maior concentração no Nordeste. De acordo com a CNM, o El Niño intensificou esses fenômenos climáticos na região, atingindo 53 cidades nordestinas e mais de 30,8 mil pessoas. Apenas Sergipe e Maranhão não registraram situação de anormalidade. 

Temporais castigam a Região Sul

Enquanto o Nordeste enfrenta o agravamento da seca, o Sul do país já sofre com o aumento das chuvas intensas provocado pelo El Niño. O fenômeno favorece a ocorrência de deslizamentos, alagamentos e inundações. 

No Rio Grande do Sul, 69 municípios registraram prejuízos econômicos e impactos sociais, com perdas superiores a R$ 104,6 milhões. Em Santa Catarina, 53 cidades foram afetadas, acumulando perdas de R$ 23,3 milhões. 

Seca, estiagem e incêndios atingem o Sudeste

Na Região Sudeste, 24 municípios decretaram situação de emergência em razão de incêndios florestais em áreas não protegidas, com reflexos significativos na qualidade do ar. 

No Espírito Santo, foram afetadas as cidades de Colatina, Fundão, Ibatiba, Ibiraçu, Laranja da Terra e Marataízes. 

No estado do Rio de Janeiro, houve registro de prejuízos em Itatiaia, São José de Ubá, Valença e Vassouras. 

Já em Minas Gerais, 14 municípios decretaram situação de emergência: 12 por seca ou estiagem e dois em decorrência de vendavais e chuvas intensas. 

CNM orienta municípios a reforçarem medidas preventivas

Segundo a CNM, os municípios são os primeiros a responder às emergências e a prestar assistência à população. No entanto, muitos enfrentam limitações técnicas, operacionais e financeiras, o que torna essencial o apoio dos governos estadual e federal nas ações de socorro, assistência e reconstrução. 

Para orientar os gestores públicos, a entidade publicou a Nota Técnica 12/2026, com recomendações para a preparação dos municípios diante dos possíveis impactos do El Niño 2026/2027. 

O documento orienta a adoção de medidas preventivas e de prontidão para enfrentar riscos como chuvas extremas, enchentes, deslizamentos, secas, ondas de calor, incêndios florestais e seus impactos socioeconômicos. 

Entre as principais recomendações estão: 

  • atualização dos planos de contingência;
  • mapeamento detalhado das áreas de risco;
  • organização de abrigos provisórios e definição de rotas de evacuação;
  • fortalecimento dos canais de comunicação com a população.

A entidade ressalta que a atuação antecipada, integrada e permanente entre a comunidade e os diferentes níveis de governo é fundamental para reduzir danos, proteger vidas e fortalecer a capacidade de resposta dos municípios diante dos eventos climáticos extremos. 

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26/05/2026 04:15h

Entre janeiro de 2013 e dezembro de 2025, os desastres registrados no Brasil causaram 3.221 mortes

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Secas, estiagens e chuvas intensas provocaram R$ 785,4 bilhões em prejuízos aos municípios brasileiros entre 2013 e 2025. Os dados são de um levantamento divulgado nesta segunda-feira (25) pela Confederação Nacional de Municípios.

Segundo o estudo, os eventos climáticos extremos têm se tornado mais frequentes e intensos no país nos últimos anos. Os maiores impactos foram registrados nos setores de infraestrutura pública, agropecuária e habitação, conforme a tabela abaixo.

 

 

A seca e a estiagem responderam pela maior parte das perdas: R$ 458,3 bilhões ao longo dos últimos 13 anos. A região Nordeste concentrou 48% desse total, com R$ 270,6 bilhões em prejuízos. Em seguida aparecem as regiões Sul, com 27,6%, Sudeste, com 16,8%, Centro-Oeste, com 6,6%, e Norte, com 1%.

O levantamento considera registros entre 1º de janeiro de 2013 e 31 de dezembro de 2025. Nesse período, 95,1% dos municípios brasileiros foram atingidos ao menos uma vez por algum tipo de desastre.

Seca e chuvas 

A seca, a estiagem e o excesso de chuvas estão entre os eventos climáticos com maior impacto sobre os municípios brasileiros no período analisado.

Entre 2013 e 2025, seca e estiagem geraram cerca de 30 mil decretos de situação de emergência ou calamidade pública. Já os eventos relacionados ao excesso de chuvas somaram 22,8 mil registros.

As duas categorias juntas representam aproximadamente 70% das 74.745 decretações registradas no país desde 2013, com um total de 52,8 mil ocorrências.

Os demais desastres ligados a processos biológicos, climatológicos e tecnológicos somaram 21.867 registros, o equivalente a 29,3% do total.

As chuvas intensas também estiveram associadas a episódios de inundação, alagamentos, enxurradas, tempestades e deslizamentos. Os estados mais afetados por esses eventos foram Santa Catarina, responsável por 21,4% dos registros nacionais, Rio Grande do Sul, com 15,9%, e Minas Gerais, com 13,1%.

Mais de 3,2 mil mortes

Entre janeiro de 2013 e dezembro de 2025, os desastres registrados no Brasil causaram 3.221 mortes.

O ano de 2022 teve o maior número de vítimas, com 607 óbitos — o equivalente a 18,8% do total. Em seguida aparecem 2013, com 414 mortes (12,9%), 2019, com 368 (11,4%), e 2024, com 311 mortes (9,7%).

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Ao longo dos 13 anos analisados, os desastres afetaram mais de 493,8 milhões de pessoas em todo o país.

Os impactos também provocaram deslocamentos em larga escala. Somadas as diferentes categorias relacionadas a desalojamento e desabrigo, cerca de 6,4 milhões de pessoas precisaram deixar suas casas.

A Região Norte concentrou o maior número de pessoas desabrigadas, com 369.882 registros, o equivalente a 33,85% do total nacional. O Nordeste aparece em seguida, com 32,42%, seguido pelo Sul, com 22,62%, Sudeste, com 10,10%, e Centro-Oeste, com 1% dos registros.
 

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20/02/2026 04:40h

Boletim do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais aponta 3.545 cidades com algum nível de seca; quatro municípios registram condição extrema e Sistema Cantareira opera em faixa de restrição

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O mais recente Boletim Mensal de Impactos de Extremos de Origem Hidro-Geo-Climático, divulgado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), revela que 3.545 municípios brasileiros registraram algum nível de seca em janeiro de 2026. O cenário acende um alerta para a gestão hídrica e agrícola no trimestre de fevereiro a abril.

De acordo com o Índice Integrado de Seca (IIS-3), 361 municípios estão em seca severa, número 12,5% menor que em dezembro. Por outro lado, houve avanço da seca moderada, que passou de 1.194 para 1.225 cidades (+2,6%), e da seca fraca, que saltou de 2.005 para 2.320 municípios (+15,7%).

Quatro municípios registraram seca extrema em janeiro: Igaracy (PB), Limeira do Oeste (MG), Santa Vitória (MG) e União de Minas (MG). Não houve casos de seca excepcional nesse recorte mensal.

No acumulado de seis meses (IIS-6), os mesmos quatro municípios permanecem em condição extrema. A região central do país concentra as áreas mais críticas, em um corredor que envolve estados do Sudeste (Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro), Centro-Oeste (Goiás e Mato Grosso), Norte (Tocantins e Pará) e Nordeste (Pernambuco e Paraíba).

Impactos na vegetação e na agricultura

O avanço da seca moderada e fraca preocupa especialistas devido aos impactos acumulados na vegetação e na produção agrícola. Mesmo com a redução nos casos de seca severa, a persistência do déficit hídrico pode comprometer lavouras, pastagens e reservatórios estratégicos.

As projeções para o fim de fevereiro indicam tendência de redução da seca moderada a severa, mas com aumento da seca fraca, o que mantém o sinal de alerta para o trimestre.

Crise hídrica: Cantareira e São Francisco

No campo dos recursos hídricos, o cenário é crítico em importantes bacias do país.

O Sistema Cantareira está classificado em seca hidrológica extrema. O sistema encerrou janeiro com 23% do volume útil, na faixa de restrição (entre 20% e 30%), o pior nível para o período desde a crise hídrica de 2014/2015.

Na região Nordeste, o Rio São Francisco, no trecho até a Usina de Sobradinho, atingiu categoria de seca hidrológica excepcional, indicando agravamento do quadro.

Também permanecem em seca excepcional trechos das bacias do Paraná, Tocantins e Araguaia, afetando reservatórios estratégicos e usinas hidrelétricas.

Segundo o Cemaden, as projeções para fevereiro indicam manutenção do quadro atual, com possibilidade de agravamento principalmente nas regiões Sudeste e Sul. No caso do Cantareira, mesmo em cenário de chuvas dentro da média histórica, o volume pode chegar a cerca de 42% até o fim de abril, ainda em faixa de atenção.

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01/02/2026 04:10h

Entre novembro e dezembro, seca perdeu força em nove estados, avançou em 12 e desapareceu no Rio Grande do Sul; Nordeste segue com o quadro mais severo do país

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A mais recente atualização do Monitor de Secas, referente à comparação entre os meses de novembro e dezembro, revela um cenário de contrastes no Brasil. No período, nove estados apresentaram abrandamento da severidade da seca: Acre, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Paraná, Piauí, Rondônia, São Paulo e Tocantins.

Em sentido oposto, 12 unidades da Federação registraram intensificação do fenômeno, com avanço da seca: Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Sergipe. Já em cinco estados, a condição permaneceu estável: Amapá, Distrito Federal, Pará, Roraima e Santa Catarina. No Rio Grande do Sul, a seca deixou de ser registrada em dezembro, fazendo com que o estado não apresentasse nenhuma área afetada.

Ao analisar as cinco regiões geopolíticas, o Sul apresentou o quadro mais brando no mês de dezembro. O Nordeste, apesar de manter a situação mais crítica do país, mostrou sinais de melhora. A região ainda concentrou seca extrema em 21% do território, o pior nível desde março de 2019, mas houve redução significativa da seca grave, que caiu de 43% para 25%.

Por outro lado, o Sudeste e o Centro-Oeste registraram intensificação da seca, marcada pelo avanço das áreas classificadas como seca grave. Nas regiões Norte e Sul, houve um abrandamento do fenômeno, com leve redução das áreas com seca moderada.

Em relação à extensão territorial afetada, houve diminuição da área com seca no Norte, Centro-Oeste e Sul, enquanto Nordeste e Sudeste apresentaram aumento. O Sudeste foi a única região do país com 100% do território sob influência da seca em dezembro.

Na comparação entre novembro e dezembro, 11 estados tiveram aumento da área com seca: Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Roraima, Santa Catarina e Sergipe. Já a redução da área afetada foi observada em sete estados: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará e Rondônia. Em outras oito unidades da Federação, a área permaneceu estável: Ceará, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins.

Em dezembro, 14 estados registraram seca em 100% do território: Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, São Paulo e Tocantins. Nos demais estados com ocorrência do fenômeno, os percentuais variaram entre 5% e 95%.

Considerando a área total afetada, Mato Grosso liderou a extensão sob seca, seguido por Amazonas, Minas Gerais, Bahia e Goiás. No total, a área atingida pelo fenômeno manteve-se em torno de 5,3 milhões de quilômetros quadrados, o equivalente a 63% do território nacional.

Situação por UF 

UF Área Severidade da seca
Acre Entre novembro e dezembro, a área com seca no Acre diminuiu de 88% para 5% do território. É o menor percentual observado desde o início da série histórica, em novembro de 2022. No Acre, a seca se abrandou, já que a seca moderada deixou de ser registrada em dezembro. Trata-se da melhor condição observada desde o início do monitoramento no estado.
Alagoas Entre novembro e dezembro, a área com seca em Alagoas aumentou de 40% para 100% do território. É a maior área desde abril de 2025. O fenômeno se intensificou em dezembro, com registro de seca grave em 15% do estado. É a pior condição desde maio de 2025.
Amapá Entre novembro e dezembro, a área com seca no Amapá diminuiu de 62% para 55% do estado. A severidade manteve-se estável, com registro apenas de seca fraca.
Amazonas Entre novembro e dezembro, a área com seca no Amazonas passou de 39% para 38% do território, a menor desde maio de 2023. Houve redução da seca moderada, de 9% para 7% do território.
Bahia Entre novembro e dezembro, a área com seca aumentou de 91% para 95% do território, o maior percentual desde setembro de 2025. O fenômeno se intensificou levemente, com avanço da seca extrema de 28% para 29%.
Ceará A área com seca manteve-se em 100% do território. Houve avanço da seca grave de 26% para 42%, a pior condição desde dezembro de 2018.
Distrito Federal A área com seca permaneceu em 100% do território pelo 20º mês consecutivo. A severidade segue estável, com 100% do território em seca moderada.
Espírito Santo A área com seca aumentou de 84% para 100% do território, a maior desde março de 2025. Houve aumento da seca moderada, de 24% para 72%.
Goiás A área com seca manteve-se em 100% do território, o maior percentual desde fevereiro de 2025. A seca grave avançou de 7% para 35%, a pior condição desde outubro de 2024.
Maranhão A área com seca aumentou de 92% para 100% do território. Houve redução significativa da seca grave, configurando a melhor condição desde agosto de 2024.
Mato Grosso A área com seca diminuiu de 93% para 86% do território. Houve leve melhora, com recuo da seca moderada de 8% para 7%.
Mato Grosso do Sul A área com seca diminuiu de 91% para 66% do território. A seca grave voltou a ser registrada em 2% do território.
Minas Gerais A área com seca permaneceu em 100% do território. A seca grave avançou de 45% para 53%, a pior condição desde setembro de 2024.
Pará A área com seca diminuiu de 31% para 19% do estado. A severidade manteve-se estável, com apenas 1% do território em seca moderada.
Paraíba A área com seca aumentou de 87% para 100% do território. A seca extrema avançou de 38% para 67%, a pior condição desde fevereiro de 2018.
Paraná A área com seca aumentou de 45% para 47% do estado. Houve leve redução da seca grave, de 3% para 2%.
Pernambuco A área com seca aumentou de 88% para 100% do território. A seca extrema avançou de 26% para 42%, a pior condição desde março de 2019.
Piauí A área com seca manteve-se em 100% do território pelo 9º mês consecutivo. Houve redução da seca extrema de 43% para 21%.
Rio de Janeiro A área com seca permaneceu em 100% do território. A seca moderada avançou de 22% para 60%, com registro de seca grave.
Rio Grande do Norte A área com seca aumentou de 94% para 100% do território. A seca extrema avançou de 19% para 47%, a pior condição desde 2018.
Rio Grande do Sul A área com seca diminuiu de 34% para 0%, deixando o estado livre do fenômeno. O estado ficou 100% sem registro de seca em dezembro.
Rondônia A área com seca diminuiu de 60% para 56% do território. Houve redução da seca moderada de 18% para 6%.
Roraima A área com seca aumentou de 27% para 59% do território. A severidade manteve-se estável, com 4% do território em seca moderada.
Santa Catarina A área com seca aumentou levemente de 29% para 30%. A intensidade manteve-se estável, com registro apenas de seca fraca.
São Paulo A área com seca permaneceu em 100% do território pelo quinto mês consecutivo. Houve leve atenuação, com redução da seca moderada de 55% para 45%.
Sergipe A área com seca aumentou de 45% para 90% do território. A seca moderada avançou de 14% para 42%.
Tocantins A área com seca manteve-se em 100% do território pelo quinto mês consecutivo. Houve redução da seca grave de 45% para 37%.

O Monitor de Secas acompanha continuamente a intensidade do fenômeno no Brasil com base em indicadores climáticos e nos impactos observados em curto e longo prazos. A ferramenta auxilia o planejamento e a execução de políticas públicas de enfrentamento da seca e pode ser acessada pelo site monitordesecas.ana.gov.br e pelo aplicativo Monitor de Secas, disponível gratuitamente para Android e iOS.

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02/12/2025 04:35h

Sul deve enfrentar mês mais seco, enquanto Centro-Oeste, Sudeste e parte do Norte e Nordeste terão chuvas acima da média e temperaturas elevadas

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A previsão climática do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) para dezembro de 2025 aponta um cenário marcado por contrastes entre as regiões brasileiras. Enquanto Sudeste, Centro-Oeste e partes do Norte e Nordeste devem registrar acumulados de chuva acima da média histórica, a Região Sul deve enfrentar precipitações abaixo do normal. Esses padrões refletem a atuação de sistemas atmosféricos típicos do início do verão, que favorecem a formação de instabilidades em boa parte do país.

No Norte, a distribuição das chuvas será bastante variável, com destaque para volumes significativamente acima da média no Amapá, Pará e em áreas do Tocantins. Já no Nordeste, Bahia e Piauí devem concentrar volumes acima da média de chuvas, favorecendo lavouras em desenvolvimento. Em contrapartida, o Sul do país deve enfrentar um mês mais seco, principalmente no Rio Grande do Sul, onde o déficit pode chegar a 75 mm abaixo da média.

O país também deve sentir o impacto de temperaturas acima da média em quase todas as regiões, com mais de 1,5°C acima do normal em áreas do Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Mesmo locais tradicionalmente mais amenos, como o leste de Minas Gerais ou o litoral nordestino, devem registrar temperaturas elevadas. Apenas poucas áreas da Região Norte e pontos no Sul do país tendem a permanecer dentro da média climatológica.

Previsão por região

Norte

  • Chuvas até 150 mm acima da média no Amapá e sul do Tocantins
  • Déficits hídricos no oeste do Amazonas e do Acre
  • Temperaturas até 1,5°C acima da média no sudeste do Pará

Nordeste 

  • Bahia e Piauí com previsão de chuva acima da média
  • Temperaturas elevadas, com desvios de até 1°C no sul do Piauí

Centro-Oeste

  • Norte de Goiás com chuva de 150 mm acima da média
  • Porções centrais de MT e MS com chuvas abaixo do normal
  • Temperaturas elevadas em toda a região, podendo superar anomalias de 1,5°C no leste de MS e norte de MT

Sudeste

  • MG, RJ e parte de São Paulo com chuva de até 75 mm acima da média
  • Espírito Santo com volumes próximos ao normal
  • Temperaturas acima de 20°C em quase todo o território, com desvios positivos de até 1°C, principalmente em SP e MG

Sul

  • Chuvas abaixo da média, especialmente no Rio Grande do Sul
  • Déficit de até 75 mm no oeste gaúcho
  • Temperaturas acima da média principalmente no norte do Paraná

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

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19/05/2025 16:30h

Com a medida, municípios estão aptos a solicitar recursos do Governo Federal para ações de defesa civil

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O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, reconheceu, nesta segunda-feira (19), a situação de emergência em 126 cidades piauienses afetadas pela seca, que é um período de ausência de chuvas mais prolongado do que a estiagem. A Portaria nº 1.538 com os reconhecimentos foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Agora, as prefeituras já podem solicitar recursos do Governo Federal para ações de defesa civil, como compra de cestas básicas, água mineral, refeição para trabalhadores e voluntários, kits de limpeza de residência, higiene pessoal e dormitório, entre outros.

Até o momento, o Piauí tem 208 reconhecimentos vigentes, dos quais 193 por seca, 12 por estiagem e três por chuvas intensas.

Como solicitar recursos

Cidades com o reconhecimento federal de situação de emergência ou de estado de calamidade pública podem solicitar ao MIDR recursos para ações de defesa civil. A solicitação pelos municípios em situação de emergência deve ser feita por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). Com base nas informações enviadas nos planos de trabalho, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e os valores solicitados. Com a aprovação, é publicada portaria no DOU com o valor a ser liberado.

Capacitações da Defesa Civil Nacional

A Defesa Civil Nacional oferece uma série de cursos a distância para habilitar e qualificar agentes municipais e estaduais para o uso do S2iD. As capacitações têm como foco os agentes de proteção e defesa civil nas três esferas de governo. Confira neste link a lista completa dos cursos.

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16/03/2025 10:00h

Quanto aos próximos 5 anos, 65% acreditam que os eventos climáticos serão mais fortes

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Para 72% da população do Norte do Brasil, eventos climáticos extremos, como inundações, tempestades e secas, por exemplo, foram piores em 2024. É o que revela levantamento feito pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados.

Essa percepção é mais recorrente entre quem vive em áreas metropolitanas, que corresponde a 34% da população da região. Entre os que tem renda familiar superior a 5 salários mínimos, a taxa é de 35%. Já 31% têm ensino superior. 

Somente 19% afirmaram que os eventos de 2024 foram iguais aos anteriores. Para outros 4%, foram melhores que o normal, enquanto 2% consideram muito melhores que o normal. 

Ainda de acordo com a pesquisa, 51% acreditam que as mudanças climáticas são um grande problema, porém, não uma crise. Já 27% acreditam ser uma crise; enquanto 10% consideram um problema menor. Outros 6% disseram não ser nenhum problema.

Pacto pela Retomada: estados e municípios têm até 31 de março para responder diligências adicionais

Quanto aos próximos 5 anos, 65% acham que os eventos climáticos serão mais fortes. Porém, para 18% serão moderados, para 6% menos fortes e para 2% muito menos fortes. 

Sobre a compreensão de que o estado onde mora está passando por mudanças climáticas há quase unanimidade, com 96% das respostas. Somente 3% não acreditam nesse cenário. 
 

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18/12/2024 19:33h

Período prolongado de baixa precipitação e a escassez de água levaram a condição de seca a nove estados brasileiros

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O período prolongado de baixa precipitação e a escassez de água levaram a condição de seca a nove estados brasileiros — Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso, Goiás, Acre, Sergipe, Piauí, Rio Grande do Norte e Ceará — que tiveram a situação de emergência reconhecida pelo Governo Federal.

Informações divulgadas pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) esse ano, alertam para a maior seca da história do Brasil. Além disso, pela 1ª vez em mais de um século de medições, a Agência Nacional de Águas (ANA), vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), decretou estado de escassez hídrica em cinco grandes bacias hidrográficas do país: os rios Madeira, Purus, Tapajós e Xingu, todos afluentes do rio Amazonas; e o rio Paraguai, no Pantanal sul-mato-grossense.

O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, destaca que 2024 foi um ano atípico. "Nunca tivemos uma estiagem tão desafiadora. Com a intensidade das mudanças climáticas e alterações nos fenômenos El Niño e La Niña, observamos, neste ano, situações que são mais críticas, intensas e frequentes, do Amapá até o Rio Grande do Sul. Tivemos que lidar com a falta e o excesso de água em várias regiões do país. Todas foram atingidas por uma dessas situações em 2023 ou 2024”, explicou.

O requerimento de reconhecimento federal da situação de emergência ou estado de calamidade pública é o caminho apontado como forma de acelerar a ajuda federal aos municípios atingidos. O pedido deve vir acompanhado de planos de trabalho e encaminhado por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil do MIDR, Wolnei Wolff, reforça que o reconhecimento de situação de emergência contribui com as ações de resposta. “A Defesa Civil Nacional trabalha 24 horas por dia, portanto, assim que as solicitações chegam, reconhecemos a situação de emergência e ajudaremos com o que pedirem”, afirmou o secretário.

Com base nas informações enviadas nos planos de trabalho, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e os valores solicitados. Com a aprovação, é publicada portaria no Diário Oficial da União (DOU) com o valor a ser liberado. Só em dezembro, por exemplo, o MIDR autorizou mais de R$ 1 bilhão de reais para ações de resposta à seca em Minas Gerais.

Pela primeira vez, a seca afeta o país de forma generalizada. Em outubro, o Governo Federal também ajudou cerca de cem mil pescadores prejudicados pela seca na Região Norte. Cada um recebeu R$ 2.824 de Auxílio Extraordinário. Para isso, o MIDR encaminhou para o Ministério da Pesca e Aquicultura um ofício com a lista dos municípios afetados. Ao todo, são 112 cidades, sendo 22 no Acre, 48 no Amazonas, 20 no Pará e 22 em Rondônia.

"A estiagem na Amazônia começou mais cedo este ano e vai durar um pouco mais, então será mais dura de enfrentar. Eu sou nascido e criado na Amazônia e sei bem como a estiagem dificulta a vida das comunidades, principalmente a dos pescadores”, destacou o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes.

Fonte: MIDR

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08/10/2024 03:00h

Segundo o esquema de cobrança da Aneel, o acréscimo nas tarifas será de aproximadamente R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos

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Em outubro, a bandeira tarifária das contas de energia elétrica será vermelha patamar 2. A determinação foi anunciada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Isso significa que haverá um custo adicional de R$ 7,87 para cada 100 quilowatts-hora consumidos.

Segundo a Aneel, o aumento na tarifa foi motivado pela previsão de chuvas abaixo da média nos reservatórios das hidrelétricas, o que provoca o acionamento das usinas termelétricas, que são mais caras para produzir energia.

Essa é a primeira vez desde agosto de 2021 que a bandeira vermelha patamar 2 é acionada. Desde então, houve uma sequência de bandeiras verdes, quando não há cobrança extra da fatura de energia elétrica. Apenas em julho deste ano os boletos vieram com bandeira amarela (R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos), seguidos por bandeira verde novamente em agosto e bandeira vermelha patamar 1 em setembro (R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos).

Bandeiras tarifárias

O professor do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade de Brasília (UnB) Ivan Camargo explica que o esquema de bandeiras tarifárias permite que o consumidor saiba com antecedência quando a cobrança será mais cara.

“Antigamente, antes do uso da bandeira tarifária, o consumidor só saberia que a energia estava cara no ano seguinte, no reajuste da conta de luz. Hoje, temos um sinal instantâneo. A gente sabe que, nesse mês de setembro, teremos o custo da energia mais cara. É uma forma de indicar ao consumidor que, nesse período do ano, período historicamente seco, nós teremos uma energia mais cara devido ao uso das termoelétricas.”

Segundo a Aneel, antes do esquema de bandeiras, o repasse dos custos de acionamento das termelétricas na seca, por exemplo, era feito apenas no reajuste tarifário anual. Dessa forma, o brasileiro não sabia quando deveria diminuir o consumo.

Mas, para o professor Ivan Camargo, o uso consciente de energia elétrica deve ser feito o ano todo, independentemente da bandeira tarifária em vigência.

“Nós estamos passando por um período dificílimo. O pessoal chama de transição energética, os problemas climáticos que estamos sofrendo. Todo consumidor consciente tem que economizar energia porque a produção da energia elétrica, ou qualquer outra energia, produz efeitos climáticos e ambientais, de forma que o consumo tem que ser sempre consciente.”

Entre as principais recomendações para evitar o desperdício da energia elétrica estão: 

  • evite tomar banhos longos em chuveiro elétrico;
  • não deixe luzes acesas durante o dia ou em ambientes desocupados;
  • opte por comprar aparelhos com o selo de eficiência A do Inmetro e lâmpadas de LED, que são mais eficientes e gastam menos;
  • acumule roupas para lavar e passar de uma vez;
  • priorize a iluminação e ventilação natural, entre outras.

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