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Baixar áudioAlfredo Cotait Neto assumiu a presidência da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) em cerimônia realizada nesta terça-feira (31), na sede da instituição, na capital paulista. À frente do sistema associativista, a nova liderança defende a integração e o fortalecimento das instituições comerciais e empresariais, além da ampliação da representatividade e da atuação junto ao sistema político.
Segundo Cotait, 2026 é um ano decisivo para o futuro do país, o que exige maior participação dos empreendedores na formulação de políticas públicas voltadas ao setor produtivo.
“Para os empresários, agora é tempo de assumir suas responsabilidades políticas. As associações são entidades apartidárias, mas políticas. A posição dos empresários de se manterem ausentes das políticas públicas, apenas faz crescer a intervenção na economia, aumentando custos, burocracia e tributação, o que reduz a eficiência e a atividade empresarial. É hora de assumirmos posições políticas na defesa de nossos princípios e valores”, afirma.
Cotait passa a liderar a chamada “tríplice coroa” do sistema associativista brasileiro. Desde 2022, ele preside a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), entidade que reúne cerca de 2,3 mil instituições representativas do setor produtivo. No âmbito estadual, está à frente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de São Paulo (Facesp) desde 2019.
Com isso, ele pretende intensificar a integração do sistema associativista, conectando confederação, federações e associações em uma rede sólida, organizada e presente em todo o país. A ideia é que as demandas dos empresários sejam construídas na base e transformadas em pautas nacionais.
O secretário especial de Projetos Estratégicos do Governo do Estado de São Paulo e membro do Conselho Superior da ACSP, Guilherme Afif Domingos, destaca que a presença de Cotait no comando das três entidades ocorre em um momento difícil para o país.
“O momento exige a união do pensamento diante de uma crise moral pela qual o país passa. O Brasil precisa de um grande compliance da sociedade civil, cobrando dignidade do poder público. Portanto, a presença do Alfredo, com a sua experiência, comandando a tríplice coroa, vai ser fundamental para a entidade e o país”, ressalta.
Um dos principais focos da nova gestão será a estruturação de conselhos da diretoria executiva, onde as demandas do empresariado serão debatidas e consolidadas em propostas de alcance nacional.
Entre os conselhos previstos estão:
Segundo Cotait, estes conselhos terão a missão de produzir conteúdos e orientações que serão disseminados até a base empresarial por meio dos canais de comunicação do sistema associativista. Atualmente, a rede conta com mais de 5.500 rádios cadastradas, além do Diário do Comércio e presença ativa nas redes sociais.
“Essa é a nossa missão: nacionalizar, integrar e transformar”, afirma.
A nova gestão assume com o compromisso de defender temas considerados estratégicos para o setor produtivo, entre eles:
Cotait também afirma que pretende atuar contra a elevada carga tributária, a burocracia e a insegurança jurídica, consideradas entraves ao crescimento econômico.
Para fortalecer a representação do setor, ele propõe a formação de uma bancada dos empreendedores no Congresso Nacional.
“O primeiro processo é tentar, nessas eleições, eleger um grupo de deputados federais — criar uma bancada dos empreendedores — que possam nos defender, defender nossos valores e ideias, defender a liberdade econômica e o crescimento do país, e não deixar que executivos e judiciários possam interferir nesse processo”, afirma.
Este será o terceiro mandato de Cotait na presidência da ACSP, com vigência até 2028. Ele já comandou a entidade nos períodos de 2019 a 2021 e de 2021 a 2023.
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Baixar áudioParlamentares e representantes do setor produtivo defendem que entidades sem fins lucrativos fiquem fora do corte de 10% em incentivos e benefícios tributários federais previsto na Lei Complementar nº 224/2025. O tema foi debatido durante reunião da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE), realizada em 3 de fevereiro, em Brasília.
Na ocasião, o deputado federal Domingos Sávio (PL-MG), representando a Frente Parlamentar de Comércio e Serviços (FCS), destacou o papel dessas associações e defendeu que elas sejam excluídas da redução.
“A Lei Complementar nº 224/2025 deixou um entendimento de que só quem tiver CEBAS (Certificação de Entidades Beneficentes de Assistência Social), só quem for entidade filantrópica [poderá ficar de fora da norma]. As associações sem fins lucrativos não são filantrópicas, mas têm um papel social fundamental para este equilíbrio no ambiente democrático”, afirmou.
O vice-presidente jurídico da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), Anderson Trautman Cardoso, apresentou pleito de que o corte de 10% não atinja as associações civis, sem fins lucrativos, ao secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas.
A reivindicação da CACB é deixar de fora dessa redução de incentivos fiscais prevista na Lei Complementar 224/2025 as associações civis, sem fins lucrativos. “Há uma sinalização muito positiva do secretário Barreirinhas de que o tema será enfrentado com boas perspectivas de termos um desfecho positivo”, disse Cardoso.
A LC 224/2025 determina a redução de 10% nos incentivos e benefícios tributários federais. Na prática, se antes uma empresa ou entidade usufruía de um benefício que reduzia a carga tributária em determinado valor, agora esse benefício tende a ser 10% menor, salvo exceções previstas em lei.
Os tributos atingidos incluem:
A medida impacta benefícios associados a praticamente todos os principais tributos federais pagos pelas empresas.
Para os optantes do Simples Nacional, não há alteração, já que o regime não está sujeito a corte de benefícios.
No caso de empresas no Lucro Presumido com faturamento anual acima de R$ 5 milhões, o governo deverá aplicar uma presunção de lucro 10% maior sobre a parcela que exceder esse limite.
Já para empresas fora do Simples (e que não estejam em outras exceções), o corte de 10% pode atingir incentivos federais como isenções, reduções, créditos presumidos e outros mecanismos classificados como “gasto tributário” na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026.
Pela norma, entidades sem fins lucrativos podem ser impactadas pela redução dos benefícios fiscais. No entanto, há dois grupos principais de exceções:
Imunidades previstas na Constituição Federal
Exceções previstas na LC 224/2025
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Baixar áudio“2026 será o ano do associativismo. Nosso maior marco para fortalecer as Associações Comerciais e Empresariais (ACEs) é dar visibilidade ao movimento”. A projeção é do presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Minas Gerais (Federaminas) e vice-presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), Valmir Rodrigues da Silva.
Segundo ele, a principal proposta para 2026 é consolidar o Ano do Associativismo, transformando um cenário econômico desafiador em oportunidade, por meio de ferramentas práticas como campanhas, feirões e ações coordenadas nos municípios, todas organizadas dentro de um planejamento anual.
“Estamos preparando um planner completo, que reunirá todas as agendas propostas coletivamente para as ACEs, com plano de marketing, checklist e passo a passo de cada atividade mensal”. Valmir ressalta a importância desse planejamento, considerando que 2026 tende a ser um ano de menor produtividade, em função da quantidade de feriados, da realização da Copa do Mundo e das eleições, fatores que impactam diretamente nos resultados econômicos do país.
O desenvolvimento de lideranças e de grupos regionais também integra os pontos estratégicos da Federaminas. Para o início de 2026, está programada uma capacitação imersiva e presencial, em Belo Horizonte, voltada a presidentes e executivos das associações comerciais. O objetivo é prepará-los para atuar como multiplicadores em suas regiões, disseminando conhecimento e boas práticas.
Também está prevista a criação das “Regionais e Microrregionais”, que receberão orientação durante as atividades do Circuito Regional E-Minas, programado para ocorrer entre abril e agosto de 2026. A iniciativa busca aproximar ainda mais as ACEs da federação, garantindo suporte, alinhamento institucional, conteúdo técnico e fortalecimento das entidades no interior do estado.
Outro destaque para o próximo ano é a inovação nos formatos dos encontros institucionais. Um exemplo é o Encontro de Presidentes e Executivos, que contará com uma experiência imersiva a bordo de uma locomotiva, incluindo um trabalho de campo conduzido por uma especialista em desenvolvimento de territórios. A proposta é promover uma vivência diferenciada, conectando lideranças e estimulando discussões práticas e estratégicas.
O Congresso da Federaminas será mantido em 2026 como um espaço estratégico para networking, conexão de negócios e fortalecimento do empresariado. “Queremos que cada encontro seja uma oportunidade real de gerar resultados”, afirma Valmir.
O presidente da Federaminas afirma que a equipe de Relacionamento Institucional da federação segue acompanhando de perto os novos grupos que assumem a gestão das associações comerciais, qualificando-os quanto à essência do associativismo e à importância de gerar resultados à frente das entidades.
Também é desenvolvido um trabalho com os executivos das associações, por meio de treinamentos regulares, especialmente voltados às equipes comerciais, consideradas fundamentais para a sustentabilidade das entidades. Além disso, a Federaminas busca estabelecer parcerias aplicáveis às empresas vinculadas às ACEs, criando oportunidades que agreguem valor e garantam sustentação econômica ao sistema.
“Nosso foco é formar lideranças e qualificar continuamente as associações comerciais”, destaca.
Valmir Rodrigues cita exemplos concretos dos benefícios gerados pelo associativismo a partir da atuação da Federaminas. Um deles é o trabalho institucional junto ao governo de Minas Gerais, levando as demandas do setor produtivo, buscando apoio aos empresários e contribuindo para a construção de soluções que melhorem o ambiente de negócios nos municípios.
Outro destaque é o projeto Associações do Futuro, estruturado para fortalecer as associações comerciais em aspectos como gestão, tomada de decisão e ampliação de resultados. A iniciativa oferece acesso a um banco de dados amplo, atualizado e segmentado de empresas, possibilitando análises de mercado mais precisas, planejamento estratégico e identificação de oportunidades reais para os empresários locais.
A Federação também tem atuado para inserir as entidades na agenda ESG, tema abordado no último congresso da instituição, despertando as associações para o alinhamento à Agenda 2030 e às práticas sustentáveis. “Esse movimento é essencial para que as entidades estejam conectadas às tendências globais e agreguem valor às empresas que representam”, avalia Valmir.
Outro exemplo é o Programa Empreender, que promove a formação de núcleos empresariais segmentados, fortalecendo redes de cooperação e inovação. A Federaminas também atua na construção de parcerias internacionais, como a realizada com a BBW e o governo alemão, voltada ao fomento do turismo em Minas Gerais, além da parceria com o Sebrae Minas, fortalecendo o atendimento às micro e pequenas empresas mineiras.
“Essas ações mostram que o associativismo que defendemos é objetivo e transformador: representa o empresário, fortalece as associações e gera melhores condições para o desenvolvimento econômico das cidades”, completa.
Saiba mais sobre as ações da instituição no site da Federaminas.
Valmir Rodrigues também destacou o Projeto de Lei 3245/2025, que institui o Dia Nacional do Associativismo. Articulada pela CACB e em tramitação na Câmara dos Deputados, a proposta, de autoria do deputado Joaquim Passarinho (PL/PA), inclui a data no calendário oficial de comemorações do país.
A iniciativa tem como objetivo valorizar e difundir a cultura associativista no Brasil, além de estimular o fortalecimento das associações civis, comerciais, empresariais e comunitárias. O projeto também reconhece a importância do associativismo para o desenvolvimento econômico, social e democrático do país.
A escolha do dia 15 de julho remete à fundação da Associação Comercial da Bahia (ACB), em 1811, a primeira entidade a integrar o sistema CACB.
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Baixar áudioEmpresários de todo o país vão lançar, em Belém (PA), uma ação inédita voltada à sustentablilidade. Batizada de Agenda Empresarial de Desenvolvimento Econômico Sustentável 2030, o documento reúne propostas para estimular políticas verdes, promover a inclusão social e estabelecer metas a serem cumpridas até o fim da década. O lançamento está marcado para o dia 19 de novembro, na Associação Comercial do Pará (ACP), durante a programação oficial da COP30.
A Agenda consolida o compromisso das associações comerciais com a transição para uma economia mais sustentável e propõe medidas como a criação de incentivos fiscais, entre eles o IPTU Verde e o ICMS Ecológico, com o objetivo de beneficiar empresas que adotam práticas ambientalmente responsáveis.
Entre as ações previstas, também está o programa CEP Para Todos Amazônia, voltado à regularização de endereços e à inclusão documental de comunidades ribeirinhas e rurais na Região Amazônica – um passo importante para garantir cidadania e acesso a políticas públicas nessas áreas.
A iniciativa é coordenada pelo Conselho Empresarial da Amazônia Legal, vinculado à Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), que representa mais de 2,3 mil associações comerciais em todo o país.
O coordenador do Conselho Empresarial da Amazônia Legal da CACB, Marco César Kobayashi, reforça o potencial da agenda para a sociedade civil:
“A nossa expectativa é que a agenda possa balizar as ações das associações comerciais e federações de todo o país, no propósito de alcançar o avanço do desenvolvimento econômico e social de forma sustentável, justa e responsável”, ressalta.
A proposta tem sete objetivos e marca o início de uma articulação nacional que pretende levar a agenda sustentável para além da Amazônia e envolver empresas de todos os setores até 2030.
Veja os sete objetivos:
● Regulamentar o sistema de gases de efeito estufa;
● Provocar incentivos junto ao governo federal;
● Fomentar a logística reversa;
● Promover educação ambiental nas empresas;
● Apoiar a transição energética do setor produtivo;
● Valorizar a bioeconomia;
● Viabilizar o programa CEP Para Todos Amazônia, em parceria com Instituto Liberal de São Paulo.
A CACB será responsável por executar a agenda por meio da mobilização das federações estaduais e das associações municipais.
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Baixar áudioDepois de dois anos de mobilização desde a aprovação da Emenda Constitucional 132/23, o sistema associativo brasileiro conquistou uma vitória histórica. O Senado aprovou na terça-feira (30) o Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2024, que regulamenta pontos da Reforma Tributária sobre o Consumo e garante a exclusão das contribuições associativas da cobrança do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).
Na versão original, o texto previa a tributação dessas contribuições, o que poderia gerar um aumento de até 28% no custo para entidades sem fins lucrativos. A mudança atendeu a uma demanda da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), que vinha alertando para os riscos de onerar milhões de empreendedores representados por essas instituições.
O presidente da CACB, Alfredo Cotait, celebrou a decisão. “Essa é uma grande vitória do sistema associativo. Evitamos uma penalização injusta e garantimos condições para continuar representando e fortalecendo milhões de empreendedores brasileiros.”
O dirigente também ressaltou o papel da articulação política. “O PLP 108 trazia dispositivos que poderiam inviabilizar muitas entidades sem fins lucrativos, entre elas as associações comerciais. Com uma atuação firme e coordenada, conseguimos junto ao relator, senador Eduardo Braga, excluir essa tributação. Agora, esperamos que a Câmara dos Deputados também reconheça a importância dessa isenção e confirme a aprovação.”
Na manhã da votação, representantes da CACB e da União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs) se reuniram com o senador Eduardo Braga para reforçar a necessidade da desoneração. Participaram do encontro o vice-presidente jurídico da CACB, Anderson Trautman, e o presidente da Associação Comercial e Empresarial do Amazonas (ACE-AM), Bruno Pinheiro.
Para Trautman, o diálogo foi determinante. “Desde o início da tramitação da reforma tributária sobre o consumo temos batalhado por avanços que incentivem o desenvolvimento econômico e social. Entre eles, a defesa do crédito ao micro e pequeno empreendedor do Simples Nacional e a criação da cesta básica nacional. Mas havia uma grande preocupação: a cobrança de IBS e CBS sobre as contribuições associativas. Isso traria um encargo adicional e enfraqueceria toda a rede. Felizmente, o relator foi sensível e acolheu nossos argumentos.”
Também presente às negociações, Bruno Pinheiro destacou que a medida representa não só um alívio financeiro, mas também o reconhecimento da relevância histórica das associações. O que, para Pinheiro, foi uma vitória muito grande.
“O Senador Eduardo Braga se sensibilizou, acatou o pleito, viu que ele era justo e que é uma doação que o empresário faz, tanto na pessoa física e às vezes na jurídica, para as entidades de classe — que têm um trabalho voluntário — e que trabalha como órgão técnico. A grande maioria delas trabalham como órgão técnico consultivo do governo estadual, federal, municipal, são utilidade pública e não seria justo que essa doação viesse a ser tributada.”
Pinheiro celebra o ajuste feito pelo relator e ressalta que as entidades de classe, sobretudo as menores, teriam um grande impacto em suas despesas caso o dispositivo não fosse alterado.
Para os líderes do setor, a aprovação no Senado é estratégica para o futuro do associativismo no Brasil. Ao resguardar as entidades de classe de novos tributos, o Congresso assegura condições para que elas sigam representando milhões de empreendedores e atuando como órgãos técnicos e consultivos de interesse público.
O PLP 108/2024 segue agora para análise na Câmara dos Deputados.
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Baixar áudioAs obras de reforma do Palácio do Comércio, no centro histórico de São Luís, tiveram início em setembro. A informação é do presidente da Associação Comercial do Maranhão (ACM), Antônio Gaspar. O prédio, tombado e reconhecido como o único de estilo Art Déco na região, será transformado em um centro de capacitação profissional. O projeto é conduzido pela ACM, em parceria com o Sistema S e o governo estadual.
“Esse centro será operacionalizado pelo Sistema S e trará um grande benefício não apenas à nossa economia, mas também ao nosso centro histórico. Certamente trará muito emprego e renda para a população”, afirma Gaspar.
O espaço vai abrigar cursos nos três turnos, voltados a comércio, indústria e agronegócio. Segundo o presidente da ACM, a proposta busca ampliar a oferta de mão de obra qualificada e movimentar a economia local. “Certamente uma das formas de viabilizar melhores condições de vida e sustento próprio é através da educação. Não vejo outro objetivo tão nobre quanto a formação de mão-de-obra para melhoria do ambiente de negócios”, afirma.
A iniciativa também pretende dar mais vitalidade ao centro histórico, que costuma ficar esvaziado à noite e nos fins de semana. O plano é manter a programação de cursos por 10 anos, atraindo estudantes, trabalhadores e empresários para a região.
Mais do que benefícios individuais, a ACM incentiva seus associados a contribuir com o movimento associativista, fortalecendo negócios e a sociedade. “Para quem é líder associativista, a ideia é servir. Contribuir para cidades melhores, para um ambiente de negócios mais sólido. E, naturalmente, todos esses benefícios vêm a reboque, inclusive para os próprios negócios”, ressalta Gaspar.
A ACM integra a Federação das Associações Comerciais do Maranhão, que representa o estado na Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB). Para Alfredo Cotait, presidente da CACB, o associativismo brasileiro tem força justamente por nascer das bases locais. “Nosso sistema é independente e construído de baixo para cima, com base nas lideranças locais. As demandas vêm dessa base para que possamos representá-las nas federações e na Confederação”, afirma.
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Baixar áudioEm um estado onde micro e pequenas empresas representam quase 95% dos negócios ativos, ter apoio especializado faz toda a diferença. A Associação Comercial e Empresarial de Maceió (ACMaceió) reforça esse papel com a inauguração do projeto Parceiro Sebrae em sua sede, oferecendo serviços voltados para o desenvolvimento e fortalecimento de empresários e empreendedores da região.
Segundo dados da Junta Comercial de Alagoas (Juceal), existem 284,9 mil micro e pequenas empresas ativas no estado, sendo 180,6 mil microempreendedores individuais (MEIs), 88 mil microempresas (MEs) e 15,8 mil empresas de pequeno porte (EPPs). Além disso, algumas dessas empresas já expandiram sua atuação pelo país, com 400 MEs e 335 EPPs registradas em filiais fora do estado.
O novo ponto de atendimento do Sebrae na ACMaceió oferece serviços que vão do planejamento empresarial à consultoria de crédito, passando por orientação para MEIs e estratégias de marketing e gestão. “Nosso objetivo é criar um ambiente propício para que empresários e empreendedores prosperem, com suporte técnico, capacitação e informações estratégicas para crescer de maneira sustentável”, explica Kennedy Calheiros, presidente da ACMaceió e da Federação das Associações Comerciais do Estado de Alagoas (Federalagoas).
A parceria com o Sebrae permite que micro e pequenas empresas tenham acesso a serviços que, muitas vezes, são difíceis de conseguir de forma isolada.
Entre os principais atendimentos oferecidos estão:
• Orientações para MEI: capacitação e apoio contínuo para microempreendedores individuais.
• Planejamento Empresarial: estratégias para organização e crescimento sustentável do negócio.
• Consultoria de Crédito: facilitação de acesso a linhas de crédito e financiamento.
• Marketing e Consultorias Especializadas: auxílio em posicionamento de marca e fortalecimento da presença no mercado.
Fundada em 1931, a Associação Comercial e Empresarial de Maceió (ACMaceió) reúne hoje mais de 400 associados, entre indústrias, empresas de comércio, serviços e pequenos negócios. Mais que representação de classe, a entidade tornou-se um espaço de integração econômica e social, que ajuda empresários a se desenvolverem e também repercute na qualidade de vida da população.
A ACMaceió integra a Federalagoas, que por sua vez representa o estado na Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB). A Confederação é considerada a maior rede independente de representação empresarial do país: reúne mais de 2,3 mil associações em todos os estados, alcançando cerca de 175 milhões de pessoas em setores como comércio, indústria, serviços e agro.
Para Alfredo Cotait, presidente da CACB, o associativismo brasileiro tem uma força única justamente porque nasce nas bases locais. “Diferente das centrais sindicais, nosso sistema é independente e construído de baixo para cima, com base nas lideranças locais. Somos a maior rede capilar independente do Brasil”, destaca.
Cotait reforça que ouvir e integrar as demandas das associações de cada município é o que dá sentido ao movimento. “O nosso sistema é associativo, capilar e único no Brasil, cujas lideranças estão na base. As demandas vêm dessa base para que nós, das federações e da Confederação, possamos representá-los. Precisamos ouvi-los e precisamos que conversem entre si”, completa.
Mais do que garantir conquistas individuais às empresas, o associativismo gera empregos, estimula o empreendedorismo e fortalece a economia. Como resume o presidente da ACMaceió, Kennedy Calheiros: “sozinho pode-se até ir mais rápido, mas é em conjunto que os empresários conseguem ir mais longe – e transformar a realidade de uma cidade, de um estado e de um país inteiro.”
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Baixar áudioAs associações comerciais têm desempenhado papel cada vez mais relevante na vida dos empresários e no desenvolvimento econômico das cidades brasileiras. Além de apoiar diretamente seus associados, essas entidades têm ampliado sua atuação para transformar as comunidades em que estão inseridas. Esse movimento, conduzido nacionalmente pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), ganha novo fôlego com a tramitação no Congresso Nacional do projeto de lei que institui o Dia Nacional do Associativismo, uma forma de reconhecer a importância dessas organizações para o país.
Um exemplo vem de Barra Mansa (RJ). O vice-presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado do Rio de Janeiro, Matheus Gattás, explica que a Associação Comercial da cidade tem atuado de forma estratégica para unir interesses empresariais e desenvolvimento regional.
“Na associação comercial de Barra Mansa, pensamos de forma plural. Nosso associado vai estar bem quando a cidade e a região estiverem bem”, afirma. “Um dos principais projetos é a participação em uma companhia de desenvolvimento econômico junto com a prefeitura. Compramos terrenos para implantar condomínios industriais, o que favorece o associado com custos subsidiados e atrai empresas, gerando empregos e receitas para o município.”
Já em Marília (SP), a Associação Comercial e de Inovação (ACIM) se tornou referência ao estimular a modernização dos negócios. O presidente da entidade e vice-presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo, Carlos Bittencourt, destaca o papel do Connect Ambiente de Inovação, um hub, uma rede de inovação que já chegou a 12 cidades paulistas.
“O Connect promove inovação por meio de uma aceleradora, uma incubadora e um instituto de pesquisa. É uma rede que está ajudando empresários a transformar ideias em negócios de impacto”, explica.
Atuando em rede e com foco na colaboração entre diferentes públicos e setores, o Connect promove ciência, tecnologia e inovação para transformar projetos em negócios de impacto. Com essa estrutura, empresários, startups e instituições podem se conectar, compartilhar conhecimentos e gerar soluções inovadoras que beneficiam não apenas os negócios, mas toda a comunidade.
Para a CACB, casos como os de Barra Mansa e Marília mostram como o associativismo vai além da defesa de interesses da classe empresarial, refletindo em benefícios para toda a sociedade. Ao estimular inovação, atrair indústrias ou criar empregos, essas associações fortalecem o ambiente de negócios e a qualidade de vida nas cidades.
O Projeto de Lei nº 3245/2025, de autoria do deputado federal Joaquim Passarinho (PL-PA), propõe instituir o Dia Nacional do Associativismo, a ser comemorado anualmente no dia 15 de julho, data escolhida em homenagem à fundação da Associação Comercial da Bahia em 1811 .
O PL foi apresentado em 3 de julho de 2025 e está atualmente na Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados. A proposta, articulada pela CACB, tem como objetivo valorizar a cultura associativista no país, estimular o fortalecimento das associações civis, comerciais, empresariais e comunitárias, e reconhecer o papel do associativismo no desenvolvimento econômico, social e democrático do Brasil — sem gerar feriados ou custos adicionais para o poder público.
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Baixar áudioO 2º Encontro Nacional de Integração do Associativismo, promovido pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), definiu na segunda-feira (25), em Santos, ações para fortalecer o associativismo e apoiar micro e pequenas empresas. Entre os encaminhamentos estão a expansão do grupo G50+, que visa aproximar lideranças das bases, a oferta de linhas de crédito e programas de formalização, além da articulação de pautas legislativas para ampliar a competitividade e o acesso a mercados nacionais e internacionais.
Integrando as comemorações do centenário do Palácio do Comércio, sede da Associação Comercial de Santos (ACS), o evento reuniu autoridades e lideranças empresariais de todo o país. Para Alfredo Cotait, presidente da CACB, o encontro reforça a importância de ouvir a base das associações e integrar as demandas locais às estratégias nacionais.
“O nosso sistema é associativo, capilar e único no Brasil, cujas lideranças estão na base. As demandas vêm dessa base para que nós, das federações e da Confederação, possamos representá-los. Precisamos ouvi-los, precisamos integrá-los e precisamos que vocês conversem entre si.”
O deputado federal Domingos Sávio, presidente da Frente Parlamentar de Comércio e Serviços, ressaltou a necessidade de o país reagir às mudanças econômicas globais e garantir que os empreendedores tenham voz e respeito.
“O país tem que reagir, e a classe empreendedora — quem tem a coragem de montar um negócio — precisa ser ouvida e respeitada. É por isso que existe a Frente do Comércio e do Serviço, reconhecendo a importância disso. O ponto existe porque ali há Comércio e Serviço; o agro não existe sem o Comércio e Serviço, e a indústria também não existe sem o Comércio e Serviço.”
Mauro Sammarco, presidente da Associação Comercial de Santos, ACS, reforçou que o encontro foi um momento estratégico para discutir a evolução do associativismo e seu impacto econômico e social. Já o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França, destacou ações do governo para apoiar micro e pequenas empresas: linhas de crédito, programas de formalização, incentivos à exportação e integração ao Mercosul.
“Queremos transformar as MPMEs em motores de emprego, inovação e integração regional, auxiliando-as a passar pelas dificuldades em tempos de tarifaço”, disse França, ressaltando ainda programas como Contrata+Brasil e o Cartão MEI, que facilitam a formalização e operações comerciais dos microempreendedores.
Entre os encaminhamentos definidos, está a expansão do grupo G50+, que reúne presidentes de associações comerciais e empresários de todo o País. O objetivo é discutir demandas do setor, articular pautas prioritárias — como a Lei da Liberdade Econômica — e levar essas reivindicações ao Congresso Nacional em outubro.
O encontro também incluiu painéis sobre infraestrutura portuária, turismo e desenvolvimento, com destaque para os projetos do Porto de Santos, e sobre o cenário político brasileiro, discutindo desafios da democracia e da liberdade de expressão.
Para Cotait, Domingos Sávio e Sammarco, o evento reforça que o associativismo é fundamental para integrar forças, fortalecer empreendedores e garantir desenvolvimento econômico sustentável em todas as regiões do país.
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Baixar áudioJackson Lemos, publicitário de 47 anos e dono da agência 324, em Governador Valadares (MG), começou a trabalhar aos 12 anos. Aos 16, pediu emancipação ao pai para abrir seu próprio negócio. Hoje, mais de 30 anos depois, ele é um exemplo de como o associativismo pode mudar trajetórias pessoais e transformar comunidades inteiras.
Sua história com o associativismo começou por acaso, quando foi convidado a participar de uma reunião da Associação Comercial de Governador Valadares. Na época, a entidade queria lançar uma campanha para incentivar os eleitores a escolher candidatos da região para o poder legislativo estadual e federal. A proposta era voluntária e, entre todas as agências convidadas, apenas Jackson apareceu na data marcada com um projeto pronto. A campanha deu certo e a cidade conseguiu eleger representantes locais.
“Foi ali que percebi a força do associativismo. A capacidade que temos de mudar realidades quando nos unimos por um objetivo comum”, conta.
Desde então, Jackson passou a se envolver cada vez mais com a Associação Comercial e Empresarial de Governador Valadares. Já foi diretor, presidente e, hoje, é vice-presidente. Para ele, deixar de ver os concorrentes como rivais e começar a enxergá-los como aliados em uma causa maior foi um divisor de águas. “Quando a cidade cresce, todo mundo cresce junto. O ciclo gira e o impacto chega em você”, afirma.
O associativismo foi também essencial para avanços estruturais em Governador Valadares. Jackson cita, por exemplo, a aprovação da inclusão da cidade na área da Sudene — um pleito antigo que ganhou força a partir da articulação da Associação Comercial junto a deputados, senadores e órgãos federais. O projeto ficou engavetado por anos, mas foi retomado e aprovado após quatro anos e meio de articulação. "Era algo considerado impossível. Mas o associativismo fez acontecer", resume.
Para o presidente da Associação Comercial de Salvador, Paulo Sérgio Cavalcanti, histórias como a de Jackson mostram como as associações comerciais têm poder de transformação. "Elas dão voz ao empresariado, articulam soluções e promovem o desenvolvimento econômico e social das cidades", destaca.
Cavalcanti ressalta que o associativismo não se resume à defesa de interesses empresariais.
“Essas pautas de nação, pautas estruturantes, pautas que dizem respeito exatamente a todo povo brasileiro, elas precisam ser defendidas e óbvio que você fica muito mais forte, muito mais representativo, quando você está associado a uma classe produtiva. Precisamos levar essa consciência a todos os empresários, a todas entidades formais do Brasil. O brasileiro precisa despertar para a inteligência cidadã.”
Na visão de Jackson, o associativismo é também uma forma de resistência diante das dificuldades enfrentadas pelos pequenos empreendedores. "No começo, eu andava de porta em porta oferecendo serviços com uma maletinha. Teve mês que deu certo, teve mês que não. Mas quando você encontra apoio em outros que também enfrentam os mesmos desafios, você não está mais sozinho".
Hoje, mais do que um conceito, o associativismo é parte da identidade de Jackson. "Quando a gente se junta por algo maior, as conquistas vêm. E ficam para todos."
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